As músicas que Nazareth não compôs

Música

10.04.12

Ernesto Nazareth dei­xou-nos 211 peças ao lon­go de seus 71 anos de vida. Mas será que ele teria com­pos­to mais caso tives­se a chan­ce? E como seri­am essas peças?

Em seus guar­da­dos (vin­dos da cole­ção de Luiz Antonio de Almeida), encon­tra-se um docu­men­to curi­o­so que pode nos for­ne­cer um peque­no vis­lum­bre de como fun­ci­o­na­va a cri­a­ti­vi­da­de de Nazareth. Trata-se de uma lis­ta­gem manus­cri­ta con­ten­do 25 “nomes para bap­tis­mo de um tan­go”:

Fervoroso
Festivo
Fidalgal
Fluente
Fragrância
Galhando
Atraente
Encantador (mar­ca­do com um x)
Dardejante
Esperto
Cristalino
Extremado
Faceiro
Faísca
Pitoresco
Cintilante
Poético
Precioso
Precipício
Soberbo
Selvagem
Sensível
Sôfrego
Sombrio

De todos esses títu­los, ape­nas Encantador che­gou a ser uti­li­za­do pelo com­po­si­tor. É inte­res­san­te notar a pre­do­mi­nân­cia de adje­ti­vos, como aliás é o caso da mai­o­ria dos títu­los de suas peças. Curiosamente tam­bém, há dois títu­los que já havi­am sido uti­li­za­dos por Chiquinha Gonzaga: Atraente Faceiro.

Só nos res­ta ima­gi­nar como teria soa­do o liris­mo de Poético, as oita­vas impe­tu­o­sas de Dardejante, ou as melo­di­as mali­ci­o­sas de Esperto, todas elas péro­las que não exis­ti­ram.

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