Em processo

Marrom e amarelo

Paulo Scott

26.04.17

Estou trabalhando neste romance já há três anos (o contrato para o livro com a Alfaguara foi assinado em 2012, quando esta onda mundial de debates em torno do racismo nem sequer estava sugerida no horizonte). O volume do material recolhido é expressivo, na verdade, imenso. O que dizer? Parece um livro sobre racismo no Brasil (e é), mas penso que está mais para uma narrativa sobre modos diversos de vitória, de afirmação vitoriosa.

Capivaras

Luisa Geisler

29.03.17

Tenho mexido muito na ordem das cousas em Capivaras/Sem título. A narrativa conta a história de Olívia, que parte para a Irlanda à procura da mãe, que tem histórico de transtorno bipolar e de sumiços repentinos. A relação de Olivia com a mãe começa a chegar na curva em que os papeis se invertem: a filha cuida da mãe e corre atrás dela. A protagonista tem paranoias suficientes para crer que a mãe, e uma série de outras respostas, estará na Irlanda. Ao longo da narrativa, Olívia convive majoritariamente com outros brasileiros na Ilha Esmeralda e acaba aglutinando essas histórias.

Spoilers

Diego Grando

09.03.17

Estou desenvolvendo há alguns anos um conjunto de poemas intitulado Spoilers, dentro do meu trabalho de doutorado. Costumo pensar a criação de um livro de poemas como uma espécie de quebra-cabeça com um número desconhecido de peças, e no qual cada uma deve oferecer todo um sentido por si mesma.

Cloro

Alexandre Vidal Porto

01.02.17

Eu sempre quis escrever sobre autocontrole. O romance no qual trabalho atualmente, cujo título provisório é Cloro, explora essa questão. O narrador, Georges, é um homossexual enrustido casado com uma mulher, e passou a vida toda se controlando. Ele morreu no dia anterior, mas manteve a consciência e se encontra numa espécie de limbo, decidindo quais histórias contaria sobre si na eventualidade de um juízo final.

Carta à rainha louca

Maria Valéria Rezende

22.12.16

Tenho muitos textos em andamento. Estas são as páginas iniciais de Carta à rainha louca, romance em que estou trabalhando agora para finalizar no primeiro semestre de 2017. Há anos que trabalho nele, por períodos. Tem origem bem antiga: nos anos 1970 e 1980 eu me meti a historiadora e fui buscar a vida das mulheres brasileiras no período colonial. Descobri coisas incríveis, mas os trabalhos que produzi naquele tempo tinham um estilo acadêmico, onde só cabia uma suposta "objetividade" dos fatos. Fiquei sempre com um sentimento de dívida para com aquelas mulheres, e a vontade de dar-lhes voz e vida. Daí esse romance, bem diferente dos outros que escrevi.

Os tais caquinhos

Natércia Pontes

28.11.16

Na estreia de Em processo, nova seção do Blog do IMS, Natércia Pontes apresenta um trecho de Os tais caquinhos, um romance de formação (ou quase). É a história de Abigail e Berta, duas irmãs recém-ingressas na adolescência, que vivem em um apartamento imundo de classe média com Lúcio, o pai acumulador. A narrativa se desenrola numa cidade litorânea do nordeste brasileiro, em meados dos anos 1990.