Da fenêtre vê-se o Redentor

Música

04.09.13

O IMS-RJ rea­li­za no dia 10 de setem­bro, às 20h, o show Da fenê­tre vê-se o reden­tor: a MPB com sota­que fran­cês na voz de Cida Moreira. No pal­co, além de Cida Moreira (voz e pia­no), apre­sen­tam-se os músi­cos Omar Campos (violão/guitarra) e Izaias Amorim (baixo/violão). A con­cep­ção é de Paulo Roberto Pires. Os ingres­sos cus­tam R$ 30 (intei­ra) e R$ 15 (meia).

Cida Moreira (Crédito: Edson Kumasaka)

 

Cida Moreira (Crédito: Edson Kumasaka)

Quando a França des­co­briu o Brasil, havia aqui temi­dos tupi­nam­bás que, segun­do Montaigne, além de não usa­rem cal­ças, dan­ça­vam na bei­ra do mar de um “país infi­ni­to”.

Quando o Brasil des­co­briu a França, por lá des­fi­la­vam às mar­gens do Sena ele­gan­tes homens e mulhe­res, fina­men­te ves­ti­dos e, diz-se, des­pi­dos.

O cli­chê do bra­si­lei­ro por lá durou uns bons qua­tro sécu­los. O dos fran­ce­ses por aqui aca­bou em maxi­xe faju­to, sam­ba, mar­chi­nha e até em chan­son afran­ce­sa­da. Modernistas antes e depois do moder­nis­mo, os com­po­si­to­res des­cen­den­tes de cani­bais fize­ram da “fran­ce­si­nha” uma musa ambí­gua, fla­nan­do, bre­jei­ra e gai­a­ta, entre Paris e o Leme.

É essa França can­ta­da de tan­tas for­mas pelo Brasil que Cida Moreira traz ao pal­co do Instituto Moreira Salles no dia 10 de setem­bro. Pois, mais do que a excep­ci­o­nal can­to­ra que é, a atriz Cida Moreira mer­gu­lhou em cada can­ção no espí­ri­to do gêne­ro que ela mes­ma inven­tou: o caba­ré 100% bra­si­lei­ro.

Assentada em Assis Valente e Los Hermanos, Nássara & Wilson Batista, João Bosco & Aldir Blanc está a Paris can­ta­da: exal­ta­da, debo­cha­da, zoa­da e ter­na. Nada que Madamme Cidá Morreirrá não pos­sa expli­car melhor que moi.

* Paulo Roberto Pires é edi­tor da ser­ro­te.

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