Em 1964: 50 anos do golpe

Em cartaz

27.03.14
Desde 8 de feve­rei­ro, com a inau­gu­ra­ção da expo­si­ção Em 1964, do site homô­ni­mo e com um novo show Opinião rea­li­za­do por Joyce Moreno e o gru­po Casuarina, o IMS está par­ti­ci­pan­do da rea­va­li­a­ção que o país tem fei­to, meio sécu­lo depois, daque­le ano mar­can­te.

Esta sema­na é espe­ci­al por mar­car o lan­ça­men­to do DVD de Cabra mar­ca­do para mor­rer, o mais céle­bre fil­me de Eduardo Coutinho, assas­si­na­do em 2 de feve­rei­ro des­te ano. O docu­men­tá­rio foi inter­rom­pi­do em 31 de mar­ço de 1964 pelo gol­pe mili­tar e reto­ma­do duas déca­das depois.

No sába­do, dia 29, have­rá às 18h — por­tan­to, entre as ses­sões de 16h15 e 20h — um deba­te sobre Cabra e a obra do docu­men­ta­ris­ta, reu­nin­do Walter Lima Jr., Zelito Viana e Eduardo Escorel. E des­de hoje, dia 27, está em car­taz no IMS-RJ uma mos­tra de fil­mes de Coutinho.

Também nes­te dia 27, Augusto Massi, pro­fes­sor de lite­ra­tu­ra da USP, rea­li­za no IMS-RJ às 19h30 a pales­tra “Golpes de vis­ta”, sobre dois livros que mar­ca­ram 1964: O bra­ço direi­to, de Otto Lara Resende, e A pai­xão segun­do G.H., de Clarice Lispector.

No dia 31, data em que o gol­pe acon­te­ceu há 50 anos, o IMS recon­ta­rá em sua con­ta no Twitter, em tem­po real, os acon­te­ci­men­tos que mar­ca­ram o desen­ro­lar do dia do gol­pe. Poderá tam­bém ser ouvi­do um pro­gra­ma fei­to pela Rádio Jornal do Brasil recor­dan­do os fatos de 31 de mar­ço e 1o de abril.

Já estão aqui um áudio de Cacá Diegues e um vídeo do jor­na­lis­ta Sérgio Cabral relem­bran­do como foi aque­le 31 de mar­ço para eles:

 

Na Rádio Batuta, está dis­po­ní­vel a ínte­gra do show Opinião, com Joyce e Casuarina, além de um apa­nha­do das músi­cas que mar­ca­ram 1964 e das can­ções daque­le ano que ganha­ram um novo sen­ti­do após o gol­pe, como a “Marcha da quar­ta-fei­ra de cin­zas” (Carlos Lyra/Vinicius de Moraes).

No site Em 1964 está um depoi­men­to de Ana Mae Barbosa, viú­va de João Alexandre Barbosa, sobre a per­se­gui­ção que o pro­fes­sor e crí­ti­co lite­rá­rio sofreu des­de os pri­mei­ros momen­tos da dita­du­ra. Além de arti­gos escri­tos espe­ci­al­men­te para o site, Em 1964 tam­bém con­ta uma linha do tem­po que tra­ça um pano­ra­ma dos prin­ci­pais acon­te­ci­men­tos daque­le ano.

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