Frans Post, Vista sobre um vale

Quadro a quadro

04.11.11

Com esta obra (CL 101), o pin­tor holan­dês Frans Post (1612–1680) con­ti­nu­ou a apri­mo­rar a expe­ri­ên­cia que uti­li­zou para defi­nir a sua vida pro­fis­si­o­nal. Em 1667, havi­am se pas­sa­do 20 anos des­de que ele acom­pa­nha­ra o gover­na­dor Maurício de Nassau à por­ção do Nordeste bra­si­lei­ro con­quis­ta­da pela Companhia das Índias Ocidentais em uma guer­ra de alcan­ce mun­di­al entre a monar­quia por­tu­gue­sa e a repú­bli­ca holan­de­sa. Durante os sete anos em que per­ma­ne­ceu na região, ele fez mui­tos dese­nhos docu­men­tais de locais, edi­fi­ca­ções, plan­tas e ani­mais pecu­li­a­res. No Recife, usou esses regis­tros de obser­va­ções para com­por pin­tu­ras para o seu mece­nas. Os qua­dros mos­tram for­ti­fi­ca­ções holan­de­sas, o cam­po de bata­lha de Porto Calvo e cida­des que ser­vi­am de cen­tros admi­nis­tra­ti­vos. Uma pin­tu­ra foi dedi­ca­da ao cul­ti­vo da cana-de-açú­car, o prin­ci­pal moti­vo da con­quis­ta. Em seu con­jun­to, repre­sen­ta­vam a colô­nia por­tu­gue­sa con­quis­ta­da. Ao retor­nar a Haarlem, sua cida­de natal, em 1644, Post con­ti­nu­ou a pro­du­zir qua­se exclu­si­va­men­te cenas bra­si­lei­ras, algu­mas por enco­men­da, outras para o mer­ca­do.

O que vemos no fun­do da pin­tu­ra no Instituto Moreira Salles (IMS) é uma exten­são de pla­ní­cie ver­de-azu­la­da cor­ta­da por rios sinu­o­sos ao pé da encos­ta. Essas áre­as de del­ta eram cha­ma­das de “vár­ze­as”. No pri­mei­ro pla­no da com­po­si­ção, ao cen­tro, um gru­po de mulhe­res negras e indí­ge­nas, acom­pa­nha­das por um indí­ge­na e pelo que pare­ce ser um meni­no negro, é retra­ta­do num cru­za­men­to de estra­das não pavi­men­ta­das, mar­rom-ama­re­la­das, numa área mais ele­va­da. As estra­das des­cem entre arvo­re­dos ver­de-escu­ros em dire­ção às bai­xa­das ou sobem em dire­ção ao topo do mor­ro à esquer­da, onde um gru­po de casas com­pac­to suge­re um povo­a­do ou ao menos um vila­re­jo. Com seus ces­tos lar­ga­dos no chão, duas negras sen­ta­das estão des­can­san­do e con­ver­san­do, enquan­to as duas indí­ge­nas em pé e o meni­no negro ali por per­to tam­bém estão fazen­do uma pau­sa. Uma negra car­re­gan­do um ces­to sobre a cabe­ça está cami­nhan­do mor­ro abai­xo em dire­ção à bai­xa­da, onde uma figu­ra seme­lhan­te, qua­se imper­cep­tí­vel em meio às árvo­res altas e escu­ras, está a cami­nho do povo­a­do sobre o mor­ro. No repous­soir (ele­men­to de con­tras­te no extre­mo do pri­mei­ro pla­no) à direi­ta, um coquei­ro e um mamo­ei­ro vigi­am a pai­sa­gem de mor­ros e pla­ní­cie. Como em todas as pin­tu­ras de Post, um céu — um pou­co menos azul do que em outras obras des­se perío­do e par­ci­al­men­te cober­to por algu­mas nuvens — ocu­pa a mai­or par­te da com­po­si­ção.

 

post

Vista sobre um vale, de Frans Post, 1667. Óleo sobre madei­ra, 45 x 54 cm.

 Paisagens de vár­zea foi um dos temas pre­di­le­tos de Post após seu retor­no à Holanda. Cerca de um quar­to dos 148 qua­dros conhe­ci­dos pin­ta­dos depois de 1644 podem ser assim rotu­la­dos. Com a úni­ca, mas notá­vel, exce­ção de A cacho­ei­ra de Paulo Afonso, nun­ca são pai­sa­gens puras. Contêm quan­do menos algu­mas figu­ras e edi­fi­ca­ções, que for­ne­cem infor­ma­ções míni­mas sobre o modo de vida naque­le tipo de ambi­en­te natu­ral. Cada um dos diver­sos ele­men­tos — figu­ras, plan­tas, árvo­res, edi­fi­ca­ções e aspec­tos geo­grá­fi­cos — suge­re que foi pin­ta­do “segun­do a vida”, isto é, como se pudes­se ser obser­va­do no mun­do real. Todavia os ele­men­tos são uti­li­za­dos para cons­truir um tipo de pai­sa­gem, não um lugar espe­cí­fi­co. Ao con­trá­rio das obras pin­ta­das no Brasil, as obras pos­te­ri­o­res não guar­dam exa­ti­dão topo­grá­fi­ca. Constituem, por assim dizer, uma abs­tra­ção con­cre­ta. Há pai­sa­gens de vár­zea de todas as dimen­sões. Uma de gran­des pro­por­ções pin­ta­da sobre tela (282 x 210 cm, CL 16), atu­al­men­te no Rijksmuseum de Amsterdã, deve ter sido enco­men­da­da para uma casa ampla. A mai­or par­te delas foi pin­ta­da sobre pai­néis, em um for­ma­to seme­lhan­te à obra do IMS (44 x 54 cm, CL 101). A pin­tu­ra con­tém rela­ti­va­men­te pou­cas figu­ras, edi­fi­ca­ções, plan­tas ou árvo­res, exe­cu­ta­das em minu­ci­o­sos deta­lhes. É um qua­dro sim­ples, pro­va­vel­men­te des­ti­na­do a ter uma pron­ta comer­ci­a­li­za­ção no mer­ca­do.

As pai­sa­gens de vár­zea estão estrei­ta­men­te rela­ci­o­na­das a dois dos outros temas pre­di­le­tos de Post após 1644: cenas de povo­a­do e enge­nhos de açú­car. Isso é mais cla­ra­men­te demons­tra­do por pin­tu­ras que foram reu­ni­das em pares, por Post ou por seus pro­pri­e­tá­ri­os. Um des­ses con­jun­tos (CL 23 e 24) é for­ma­do por duas obras de dimen­sões seme­lhan­tes (51 x 70 e 54 x 82 cm), data­das de 1654. As pin­tu­ras fazi­am par­te da Coleção Six, mon­ta­da pela famí­lia homô­ni­ma de patrí­ci­os holan­de­ses, que pode ter adqui­ri­do as obras no sécu­lo XVII. Uma delas repre­sen­ta uma pai­sa­gem de vár­zea seme­lhan­te à obra do IMS. Alguns indí­ge­nas e negros são retra­ta­dos num tre­cho mais amplo de estra­da, enquan­to outros seguem cami­nho em dire­ção à bai­xa­da. No rio, algu­mas embar­ca­ções a vela podem ser dis­cer­ni­das. Ao lon­ge, casas iso­la­das e peque­ni­nas qua­se desa­pa­re­cem em meio às árvo­res cir­cun­dan­tes. Na segun­da pin­tu­ra, o pri­mei­ro pla­no e o pla­no inter­me­diá­rio são ocu­pa­dos por uma fei­ra num povo­a­do. Negros, indí­ge­nas e bran­cos (pre­su­mi­vel­men­te por­tu­gue­ses, em vez de holan­de­ses) se dis­tra­em num espa­ço aber­to entre umas pou­cas casas e uma igre­ja. Post dispôs as edi­fi­ca­ções de tal manei­ra que elas per­mi­tem uma vis­ta da vár­zea no fun­do. Enquanto na pin­tu­ra do IMS o povo­a­do era um suple­men­to da pai­sa­gem, nes­sa, a vár­zea foi acres­cen­ta­da a uma cena que retra­ta a com­po­si­ção étni­ca e o modo de vida des­con­traí­do da popu­la­ção local, entre­ti­da num mis­to de dan­ça e comér­cio.

Duas outras pin­tu­ras, data­das de 1657 e 1658 e tam­bém simi­la­res em tama­nho, fize­ram com­pa­nhia uma à outra na cole­ção de um nobre dina­marquês por qua­se 200 anos, até serem sepa­ra­das no fim do sécu­lo XX (CL 34 e 35). Ambas são pai­sa­gens de vár­zea. Uma delas mos­tra um povo­a­do no pla­no inter­me­diá­rio, demons­tran­do a mes­ma cone­xão apon­ta­da ante­ri­or­men­te. Na outra, um enge­nho se inse­re har­mo­ni­ca­men­te na pai­sa­gem, indi­can­do o elo entre a ter­ra fér­til da vár­zea e a pro­du­ção de açú­car. O enge­nho pode­ria ter sido colo­ca­do em pri­mei­ro pla­no, tal como o povo­a­do no qua­dro men­ci­o­na­do ante­ri­or­men­te. É o que ocor­re em Engenho de açú­car, no Statens Museum de Copenhague, antes na Coleção Real do Castelo de Kronborg (CL 47). Na obra, a pai­sa­gem de vár­zea é adi­ci­o­na­da a uma repre­sen­ta­ção pro­e­mi­nen­te do “tri­ân­gu­lo rural”, com a casa-gran­de, a cape­la e o enge­nho. As pin­tu­ras que retra­tam com des­ta­que enge­nhos de açú­car (sem­pre com moi­nhos movi­dos a água, nun­ca, em suas pin­tu­ras conhe­ci­das, puxa­dos a boi) mos­tram cenas de tra­ba­lho inten­si­vo, con­tras­tan­do com a atmos­fe­ra mais des­pren­di­da nas cenas de povo­a­do e o indo­len­te inter­mes­clar de gru­pos étni­cos nas pai­sa­gens de vár­zea.

Vários qua­dros com um enge­nho de açú­car ou um povo­a­do como tema prin­ci­pal têm pai­sa­gens de vár­zea no fun­do. Isso mos­tra que, no tra­ta­men­to dos seus três temas pre­di­le­tos, Post geral­men­te com­pu­nha vari­a­ções sobre um úni­co tema: o Brasil como a ter­ra do enge­nho. Por qua­se 40 anos, ele retor­na­ria dia­ri­a­men­te em ima­gi­na­ção à vár­zea con­tí­gua ao Recife, ora enfo­can­do a pai­sa­gem com pes­so­as na estra­da, ora o enge­nho, ora o povo­a­do. Se no Recife ele se esfor­çou, em suas pin­tu­ras topo­grá­fi­cas, para abran­ger toda a con­quis­ta holan­de­sa — do Rio Grande, ao nor­te, até o rio São Francisco, ao sul -, em Haarlem, ele se con­cen­trou na região bem espe­cí­fi­ca em que pas­sou a mai­or par­te do seu tem­po no Brasil e que melhor repre­sen­ta­va o cará­ter fas­ci­nan­te do país e de sua gen­te. Para ele, a ter­ra do enge­nho repre­sen­ta­va um tipo de soci­e­da­de intei­ra­men­te novo: não a que foi cons­truí­da ao lon­go de vári­os sécu­los pelos nati­vos, mas a engen­dra­da nas déca­das ante­ri­o­res por gen­te de três con­ti­nen­tes — o ame­ri­ca­no, o afri­ca­no e o euro­peu -, medi­an­te a com­bi­na­ção das habi­li­da­des e dos recur­sos de seus paí­ses de ori­gem. Como diría­mos hoje, a ter­ra do enge­nho foi fru­to de glo­ba­li­za­ção.

Ainda assim, pode-se argu­men­tar que Post con­ti­nu­ou a repre­sen­tar aque­la soci­e­da­de intei­ra­men­te nova e fas­ci­nan­te da mes­ma manei­ra que ele fazia duran­te sua per­ma­nên­cia no Brasil. Na sua visão, enquan­to este­ve no país e pos­te­ri­or­men­te, a colô­nia agrá­ria era o sinal mani­fes­to de um pro­je­to civi­li­za­dor em anda­men­to. O meio inós­pi­to e o modo de vida pri­mi­ti­vo e des­re­gra­do esta­vam sen­do subs­ti­tuí­dos por ter­ra cul­ti­va­da e por um modo de vida carac­te­ri­za­do por tra­ba­lho e lazer dis­ci­pli­na­dos. O com­por­ta­men­to pagão esta­va se ren­den­do à mora­li­da­de cris­tã. Os povo­a­dos, com suas igre­jas, e os enge­nhos, com suas cape­las, nas vár­ze­as, cor­po­ri­fi­ca­vam essa trans­for­ma­ção soci­al pro­mo­vi­da pela colo­ni­za­ção euro­peia. No mes­mo ano da obra no IMS, Post pin­tou um qua­dro que se refe­ria à situ­a­ção pré-colo­ni­al. Numa pai­sa­gem des­pro­vi­da de quais­quer edi­fi­ca­ções que indi­cas­sem um modo de vida orga­ni­za­do, vemos indí­ge­nas nus e cabe­lu­dos caçan­do emas e vea­dos (CL 100). O con­tras­te entre sel­va­ge­ria e civi­li­da­de, um dos con­cei­tos bási­cos uti­li­za­dos pelos colo­ni­za­do­res euro­peus para for­mu­lar seu empre­en­di­men­to além-mar, ain­da esta­va niti­da­men­te pre­sen­te na men­ta­li­da­de de Post mes­mo depois de ele ter dei­xa­do a Colônia. Quando dis­pos­tas lado a lado, uma pai­sa­gem com indí­ge­nas nus caçan­do e uma pai­sa­gem de vár­zea com um enge­nho per­to de um povo­a­do e de um gru­po de bran­cos, negros e indí­ge­nas tra­ja­dos decen­te­men­te ilus­tram com per­fei­ção a con­cep­ção de Post sobre a soci­e­da­de remo­ta na qual vive­ra por sete anos.

O con­fli­to soci­al, a opres­são e a explo­ra­ção, que cer­ta­men­te esta­vam pre­sen­tes na colô­nia agrá­ria, esta­vam ausen­tes nas repre­sen­ta­ções de Post, assim como o abra­san­te calor dos tró­pi­cos. As nuvens no céu e a abun­dân­cia de água das pai­sa­gens de vár­zea assi­na­lam que os tró­pi­cos não eram a zona tór­ri­da da geo­gra­fia clás­si­ca. As árvo­res nun­ca estão sem folhas, apre­sen­tan­do o que seria um ter­ri­tó­rio de eter­na pri­ma­ve­ra. Frutos sucu­len­tos cres­cem em abun­dân­cia, tal como o coquei­ro e o mamo­ei­ro dão a enten­der. Indígenas, negros e bran­cos man­têm rela­ções cor­di­ais. O Brasil é retra­ta­do como um locus amo­e­nus, um lugar apra­zí­vel. Em vir­tu­de des­sas carac­te­rís­ti­cas e do fato de que são cri­a­ções da ima­gi­na­ção, mui­to embo­ra com­pos­tas com ele­men­tos rea­lis­tas, as pai­sa­gens de Post foram asso­ci­a­das à Arcádia ou ao Paraíso, às bem-aven­tu­ra­das ter­ras da ima­gi­na­ção lite­rá­ria ou reli­gi­o­sa.

Prefiro uma abor­da­gem alter­na­ti­va acer­ca des­sas carac­te­rís­ti­cas, base­a­da na pre­mis­sa de que Post dese­ja­va expres­sar não só as coi­sas obser­va­das por ele, mas tam­bém sua inter­pre­ta­ção delas. Desde o final do sécu­lo XIX, holan­de­ses, ingle­ses e fran­ce­ses que tinham algum conhe­ci­men­to do colo­ni­a­lis­mo espa­nhol e por­tu­guês na América sabi­am do modo extre­ma­men­te bru­tal com que era tra­ta­da a popu­la­ção nati­va e das cru­el­da­des per­pe­tra­das con­tra os escra­vos negros das lavou­ras. As gra­vu­ras de Theodor de Bry incluí­das na História do Novo Mundo [Historia del Mondo Nuovo], de Girolamo Benzoni (1595–1597), havi­am res­sal­ta­do essas abo­mi­na­ções. Benzoni era ampla­men­te lido, de modo que Post, ou seu cír­cu­lo de conhe­ci­dos, pro­va­vel­men­te era fami­li­a­ri­za­do com essa visão do colo­ni­a­lis­mo ibé­ri­co no Novo Mundo. Considero plau­sí­vel que Post qui­ses­se mos­trar que havia um outro lado da his­tó­ria. Não obs­tan­te os cri­mes come­ti­dos no iní­cio da colo­ni­za­ção e de quan­do em quan­do repe­ti­dos dali em dian­te, no devi­do tem­po, e sob uma boa ges­tão, a soci­e­da­de colo­ni­al pôde desen­vol­ver um modo de vida mais huma­no. Ele acre­di­ta­va ter vis­to sinais dis­so no que obser­va­ra nos dis­tri­tos das lavou­ras. Nas pin­tu­ras de pai­sa­gens de vár­zea, de enge­nhos de açú­car e de cenas de povo­a­dos, Post repre­sen­tou a soci­e­da­de agrá­ria bra­si­lei­ra como um exem­plo de pro­gres­so soci­al gra­du­al.

BIBLIOGRAFIA

CORRÊA DO LAGO, Pedro e Bia. Frans Post, 1612–1680: cata­lo­gue rai­son­né. Milão, 2007.

VIEIRA, Daniel de Souza Leão. Topografias ima­gi­ná­ri­as: a pai­sa­gem polí­ti­ca do Brasil holan­dês em Frans Post, 1637–1669. Leiden, 2010.

BOOGAART, Ernst van den. “A well-gover­ned colony: Frans Post’s illus­tra­ti­ons in Caspar Barlaeus’s History of Dutch Brazil”. The Rijksmuseum Bulletin, v. 59, n. 3, 2011, pp. 236–269.

ILUSTRAÇÕES

CL refe­re-se ao livro de Pedro e Bia Corrêa do Lago cita­do na bibli­o­gra­fia. Os núme­ros se refe­rem à nume­ra­ção das pin­tu­ras ado­ta­da pelos auto­res, não à pagi­na­ção do livro.

Frans Post, Paisagem de vár­zea, 1654. CL 23

Frans Post, Feira num povo­a­do, 1654. CL 24

Frans Post, Paisagem de vár­zea, 1657. CL 34

Frans Post, Paisagem de vár­zea, 1658. CL 35

Frans Post, Engenho de açú­car, 1660. CL 47

Frans Post, Indígenas caçan­do, 1667. CL 100

Frans Post, Paisagem de vár­zea, 1667. CL 101

Theodor de Bry, A cru­el puni­ção de escra­vos negros em São Domingos, 1595

Theodor de Bry, Escravos negros labu­tan­do num cana­vi­al em São Domingos sob o sol abra­sa­dor, 1595

* Ernst van den Boogaart (1943), his­to­ri­a­dor holan­dês, mora em Amsterdã. Suas publi­ca­ções tra­tam prin­ci­pal­men­te da expan­são holan­de­sa no Atlântico duran­te o sécu­lo XVII
** Tradução do inglês: Alexandre Morales

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