Megaexposições, adesão e figuração

Artes

28.10.14

Bateram tan­to na auto­no­mia da arte que o que sobrou foi isso: tra­ba­lhos de arte ser­vis. Parte da pro­du­ção visu­al pare­ce inca­paz de ofe­re­cer uma refle­xão mais com­ple­xa das rela­ções his­tó­ri­cas, das rela­ções huma­nas. Eles recu­sam qual­quer con­tra­di­ção, qual­quer ambi­gui­da­de, e a arte dedi­ca-se a incre­men­tar um ambi­en­te ou vei­cu­lar posi­ções jus­tas dian­te de ques­tões polê­mi­cas ani­ma­das pelo noti­ciá­rio, pela inter­net. Da mes­ma for­ma que podem ser usa­das em cau­sas nobres, coo­pe­ram com empre­en­di­men­tos imo­bi­liá­ri­os sus­pei­tos no eno­bre­ci­men­to de áre­as des­va­lo­ri­za­das.

O impor­tan­te aqui é par­ti­ci­par. A obra de arte é uma for­ma de par­ti­ci­pa­ção sem gran­de dife­ren­ça de outras ati­vi­da­des. Não se pre­ten­de auto­no­mia nem espe­ci­fi­ci­da­de. O que cabe a ela é se ade­quar às deman­das de um cir­cui­to de arte cada dia mais veloz, no qual o mer­ca­do e as ins­ti­tui­ções pare­cem pedir uma pres­sa que mui­tas vezes não con­diz com o rit­mo de tra­ba­lho do artis­ta.

Desenho de Prabhakar Pachpute que foi utilizado no cartaz da 31ª Bienal de São Paulo.

Nas duas mai­o­res expo­si­ções em car­taz em São Paulo nes­te segun­do semes­tre, a arte pare­ce anê­mi­ca. Boa par­te da pro­du­ção é veí­cu­lo de infor­ma­ção. Trata-se da 31ª Bienal Internacional de São Paulo, em car­taz até 7 de dezem­bro, e da mos­tra Feito por bra­si­lei­ros, no Hospital Matarazzo, encer­ra­da em 19 de outu­bro. São expo­si­ções com pro­pó­si­tos mui­to dife­ren­tes, mas for­mal­men­te pare­cem pró­xi­mas. Além dis­so, ambas têm esca­la, um orça­men­to vul­to­so, publi­ci­da­de oni­pre­sen­te pelas ruas de São Paulo (ao menos no cen­tro expan­di­do) e gran­de públi­co.

Pela ené­si­ma vez, a Bienal esco­lhe a arte poli­ti­za­da como nor­te do que impor­ta na pro­du­ção recen­te. O gru­po de cura­do­res, capi­ta­ne­a­do por Charles Esche, par­te do angli­cis­mo “arte polí­ti­ca” – trans­for­man­do um subs­tan­ti­vo em adje­ti­vo – como o tra­ba­lho apro­pri­a­do para reve­lar rea­li­da­des soci­ais esca­mo­te­a­das e colo­car as pes­so­as em con­ta­to com o que cha­mam de vivên­ci­as trans­for­ma­do­ras. Qualquer papel menos par­ti­ci­pa­ti­vo, menos afir­ma­ti­vo, menos nor­ma­ti­vo não inte­res­sa. Como dis­se Lorenzo Mammì em seu ensaio A arte depois da arte, em um con­tex­to dis­tin­to tal solu­ção trans­for­ma a pro­du­ção artís­ti­ca em “um salão nobre da comu­ni­ca­ção (…). Regride à fun­ção pré-renas­cen­tis­ta de car­re­gar ques­tões, sem ser, ela mes­ma, uma ques­tão[1]”.

Logo no segun­do piso da expo­si­ção, Yuri Firmeza mos­tra duas foto­gra­fi­as que ele fez em uma varan­da de Fortaleza. Uma foto­gra­fia é anti­ga, dele, ain­da cri­an­ça, com uni­for­me esco­lar, fle­xi­o­nan­do os bíceps. Ao lado, apa­re­ce uma ima­gem mais recen­te, com ele fazen­do o mes­mo ges­to, já bar­ba­do. No retra­to fei­to quan­do ele era cri­an­ça, o fun­do é uma pai­sa­gem sim­pá­ti­ca, enquan­to a ima­gem seguin­te mos­tra Fortaleza toma­da por tor­res hor­rí­veis e o espe­tá­cu­lo da espe­cu­la­ção imo­bi­liá­ria. A vis­ta da cida­de sumiu. É como se o artis­ta colo­cas­se dois momen­tos para nos fazer lamen­tar. Eu até ten­do a estar de acor­do com a posi­ção do artis­ta, mas é só isso? É só uma lamú­ria moral dian­te da sel­va­ge­ria do movi­men­to do capi­tal? Posso ter per­di­do algu­ma coi­sa, mas pare­ce que não. Acredito que o tra­ba­lho sim­pli­fi­que uma rela­ção soci­al e urba­na com­ple­xa e tor­ne a obra o veí­cu­lo de uma nos­tal­gia infan­til que faz com que o mun­do pare­ça mais sim­ples do que é.

A fortaleza”, de Yuri Firmeza

Pena é que essa acei­ta­ção ou recu­sa de algum fenô­me­no soci­al domi­na a expo­si­ção. Essa pos­tu­ra extir­pa qual­quer potên­cia dia­lé­ti­ca dos tra­ba­lhos, qual­quer dúvi­da de que aqui­lo de fato acon­te­ce, qual­quer ambi­gui­da­de. As obras se dedi­cam aos nobres valo­res e a um ilu­mi­nis­mo de ban­ca de jor­nal, ou de sites de inter­net, que nos reve­la os males que nos afli­gem e do qual nós não esta­mos cien­tes.

Quando eles ten­tam sair do cir­cui­to de arte con­tem­po­râ­nea, ado­tam a lin­gua­gem dos slo­gans, como na apro­pri­a­ção que fazem dos car­ta­zes da jus­ta luta dos mora­do­res da Favela do Moinho. Os tex­tos não têm rele­vân­cia fora de seu con­tex­to. Não são ela­bo­ra­ções esté­ti­cas. São pro­tes­tos pon­tu­ais. Parecem estar na expo­si­ção não por sua potên­cia indi­vi­du­al, mas por con­des­cen­dên­cia e por repre­sen­tar uma luta iden­ti­fi­ca­da com a ide­o­lo­gia dos cura­do­res. As obras atu­am como ven­trí­lo­quos de cau­sas jus­tas. A inten­ção é boa, mas o resul­ta­do não é. Parece não exis­tir fora do cir­cui­to de arte e nas peri­fe­ri­as do Brasil uma vida esté­ti­ca pujan­te. Bem, o rap naci­o­nal é mui­to melhor do que esses car­ta­zes. Tem mais com­ple­xi­da­de e den­si­da­de. Os gran­des mes­tres da arte popu­lar bra­si­lei­ra tam­bém ela­bo­ram esses con­fli­tos de for­ma mui­to melhor. Para não falar do novo cine­ma fei­to nas peri­fe­ri­as da Ceilândia e de Contagem. Mas o que impor­ta para os orga­ni­za­do­res da Bienal é apoi­ar o lado cer­to da his­tó­ria. Tanto faz se a refle­xão é boa ou não.

Imagem de “Apelo”, das artistas Clara Ianni e Debora Maria da Silva. Crédito: Gerard Franceschi/Divulgação

Aliás, para fazer jus­ti­ça, o fil­me de Clara Ianni e Débora Maria da Silva extra­po­la a denún­cia e o escla­re­ci­men­to das mas­sas. Extrapola o cará­ter infor­ma­ti­vo e trans­pa­ren­te da expo­si­ção. Trata-se de um vídeo em um cemi­té­rio onde víti­mas do esqua­drão da mor­te estão enter­ra­das. A situ­a­ção é per­tur­ba­do­ra. Pois, em vez de denun­ci­ar a vio­lên­cia con­tra os mais pobres, o fil­me mos­tra um pro­ces­so de eli­mi­na­ção de qual­quer ves­tí­gio de que essas pes­so­as foram assas­si­na­das. É como se mos­tras­se aque­les cor­pos sumin­do dian­te de nós e só res­tas­se a lem­bran­ça de quem sofreu com o cri­me. É como­ven­te a fala de Débora Maria da Silva, mãe de uma das víti­mas da cha­ci­na. Talvez seja, com os fil­mes de Val del Omar, o melhor tra­ba­lho da Bienal.

Mas o que pre­va­le­ce é o mani­queís­mo e o pal­pi­te. Em casos pio­res, pare­ce­mos em uma lis­ta da inter­net, em uma rede soci­al, com todo mun­do afir­man­do que sua pos­tu­ra dian­te do mun­do é mais jus­ta do que a do outro.

Martírio”, de Thiago Martins de Melo

Apesar de ser melhor do que isso, o tra­ba­lho Martírio, de Thiago Martins de Melo, quer ser comen­tá­rio, dedo na feri­da. Ele se pare­ce com pai­néis kits­ch que vemos nas rodo­viá­ri­as, nos pré­di­os públi­cos ou nos salões de aero­por­to. Aquelas pin­tu­ras que reú­nem heróis locais, per­so­na­gens fol­cló­ri­cos, cabe­ças amon­to­a­das. Diante dos pai­néis de Thiago, vemos escul­tu­ras de índi­os ame­ri­ca­nos. Como se a luta que ele retra­ta fos­se ances­tral. Na super­fí­cie, as bor­das são toma­das por cenas cho­can­tes dos con­fli­tos, enquan­to um elen­co de víti­mas da pis­to­la­gem escra­vo­cra­ta e do poder econô­mi­co está no cen­tro. Eles sur­gem bri­lhan­tes, cân­di­dos, dis­tan­tes daque­le con­fli­to, puri­fi­ca­dos, como se san­ti­fi­ca­dos[2]. Por isso, pare­ce que o sofri­men­to valeu a pena, como se essa car­ni­fi­ci­na tives­se algu­ma dimen­são heroi­ca, reden­to­ra. Desculpe-me, mas não tem. Seria melhor que todas essas pes­so­as esti­ves­sem vivas. O pai­nel aca­ba por pare­cer o opos­to simé­tri­co do de Clara Ianni. Lá a vio­lên­cia é sem sen­ti­do e sem monu­men­to (como em obras ante­ri­o­res de Nuno Ramos, Carlos Zilio e Antonio Manoel); em Martírio mor­rer é heroi­co. O qua­dro aca­ba por mime­ti­zar nar­ra­ti­vas sim­plis­tas para falar des­se tipo de tra­gé­dia. A for­ma é mui­to con­ven­ci­o­nal, não dá con­ta do tema.

Mas a expo­si­ção é pior que isso. Por exem­plo, Nilbar Güres, que tem um vídeo inte­res­san­te, faz escul­tu­ras, obje­tos, com sen­ti­do publi­ci­tá­rio pue­ril. O esfor­ço da mai­o­ria dos tra­ba­lhos é vei­cu­lar con­teú­dos facil­men­te codi­fi­ca­dos, como o sofrí­vel dese­nho de Prabhakar Pachpute. O pai­nel, que ocu­pa todo o cen­tro do pré­dio, é pri­má­rio. É anti­qua­do, esque­má­ti­co e cheio de pie­da­de pelas clas­ses opri­mi­das. É um amon­to­a­do de cli­chês. Assim, se pas­sa da anti­ar­te para o que exis­te de mais con­ven­ci­o­nal e mal fei­to.

Arqueologia marinha”, El Hadji Sy.

Também é o que acon­te­ce com Arqueologia mari­nha, de El Hadji Sy. Em um pri­mei­ro olhar, aque­le pano azul, com cor­das a dese­nhar figu­ras huma­nas me lem­bra a deco­ra­ção de uma piz­za­ria hip­pie de Caraguatatuba ou o cená­rio de bote­quins em São Tomé das Letras. Mas aí, depois de ler as infor­ma­ções, sou­be que aqui­lo, jun­to com sacos de esto­pa recor­ta­dos em for­ma orgâ­ni­ca, era um monu­men­to ao holo­caus­to da escra­vi­dão negra. Olha, se exis­te uma ques­tão his­tó­ri­ca impor­tan­te no Brasil é essa. Mas, fran­ca­men­te, nin­guém vê o que se anun­cia nes­se cor­re­dor de teci­dos. Então, por mais que a inten­ção seja abor­dar temas séri­os, o resul­ta­do con­se­gue ser pou­co menos do que cons­tran­ge­dor. Algo seme­lhan­te acon­te­ce com o Espaço para abor­tar. É mise­rá­vel na con­cep­ção e pri­má­rio na exe­cu­ção. A expo­si­ção mais impor­tan­te do país cha­ma gen­te que defen­de cau­sas res­pei­tá­veis, mas com tra­ba­lhos medío­cres, para ser gene­ro­so.

O impor­tan­te é comen­tar, mar­car posi­ção, não apro­fun­dar, não mos­trar con­tra­di­ções, não tor­nar o mun­do mais com­ple­xo, não atri­buir sin­gu­la­ri­da­de as obras. Para me valer do voca­bu­lá­rio das pas­se­a­tas do ano pas­sa­do, as obras estão ali para repre­sen­tar deter­mi­na­dos assun­tos dis­cu­ti­dos na inter­net. Por isso, mos­tram museus da arte gay, monu­men­tos da ico­no­gra­fia tra­ves­ti, mas não o tra­ba­lho dos artis­tas expos­tos em um lugar ou outro. Ali, eles repre­sen­tam uma cau­sa, não uma obra. Preferia ver os tra­ba­lhos de cada um daque­les artis­tas, suas sin­gu­la­ri­da­des e não um abai­xo-assi­na­do em for­ma de ins­ta­la­ção.

Empreendimento imo­bi­liá­rio

O curi­o­so é que essa rela­ção pou­co refle­xi­va de cer­ta arte é comum a uma Bienal pre­ten­sa­men­te crí­ti­ca e a uma mos­tra que se dedi­ca a lim­par a bar­ra de um empre­en­di­men­to imo­bi­liá­rio, no míni­mo, con­tro­ver­so. Na expo­si­ção do Hospital Matarazzo, o que fala mais alto é a mis­ti­fi­ca­ção de um pré­dio. Assim como o con­fli­to polí­ti­co é o tema da Bienal, a sede da expo­si­ção é o tema de Feito por bra­si­lei­ros.

A expo­si­ção é o abre-alas de um empre­en­di­men­to imo­bi­liá­rio, ain­da não auto­ri­za­do, que pre­ten­de fazer na área do hos­pi­tal um shop­ping cen­ter e um hotel de luxo, seis estre­las. Quem toca é um gru­po fran­cês cha­ma­do Allard. O inves­ti­men­to é alto e se espe­ram lucros astronô­mi­cos.

Obra de Arne Quinze na entrada do Hospital Matarazzo

A mai­or par­te dos tra­ba­lhos lem­bra uma ceno­gra­fia. Sugere que naque­le pré­dio, lar­ga­do à sua pró­pria sor­te, coi­sas acon­te­ce­ram. Por vezes, o tra­ba­lho reú­ne a memó­ria pito­res­ca do hos­pi­tal, como na ins­ta­la­ção de Vik Muniz. Em outros momen­tos, suge­re acon­te­ci­men­tos na ruí­na, algo que acon­te­ce ali, lon­ge dos olhos e celu­la­res com máqui­na foto­grá­fi­ca dos espec­ta­do­res, como os tra­ba­lhos de Cinthia Marcelle, Arthur Lescher, Dora Longo Bahia. Por melhor que seja a inten­ção dos artis­tas, o que apa­re­ce é a trans­for­ma­ção de um pré­dio sem gra­ça em um acon­te­ci­men­to espe­ta­cu­lar. Enquanto eu toma­va essas notas, 30 mil pes­so­as tira­vam fotos de si mes­mas com o tele­fo­ne celu­lar.

Algumas obras são pro­pí­ci­as para os tais sel­fi­es. Os tra­ba­lhos de Arne Quinze e Kenny Scharf pare­cem ter sido fei­tos para isso. Aliás, são monu­men­tos vivos do enve­lhe­ci­men­to da lin­gua­gem da ins­ta­la­ção. Nunca vi tra­ba­lhos tão pare­ci­dos com a deco­ra­ção de lojas con­cei­to. Cansei de ver ten­das como a de Quinze em even­tos luxu­o­sos.

Até tra­ba­lhos de bons artis­tas, ali, fazem figu­ra­ção. É a arte show-room, a ser­vi­ço da monu­men­ta­li­za­ção do nada. Pior, a ser­vi­ço do feti­che da espe­cu­la­ção imo­bi­liá­ria. E a ade­são dos tra­ba­lhos ao movi­men­to de auto­va­lo­ri­za­ção do empre­en­di­men­to é tama­nha que, em mui­tas legen­das, o nome do artis­ta é acom­pa­nha­do do nome do patro­ci­na­dor, com a mes­ma tipo­gra­fia, com o mes­mo des­ta­que.

Estou con­ven­ci­do de que essa ade­são da obra aos expe­di­en­tes espe­cu­la­ti­vos de um gru­po econô­mi­co só é pos­sí­vel depois da des­va­lo­ri­za­ção da com­ple­xi­da­de e da refle­xi­vi­da­de na arte. Aliás, crí­ti­ca empre­en­di­da por esta Bienal, a ple­nos pul­mões. Em uma expo­si­ção e em outra, sobra pou­ca coi­sa para ver, tudo pare­ce mais ou menos o mes­mo. A pro­du­ção dos artis­tas é acha­ta­da, tor­na-se curi­o­si­da­de que nos infor­ma sobre deter­mi­na­dos temas. Está tudo a ser­vi­ço de quem fez a enco­men­da. Danem-se as refle­xões indi­vi­du­ais. Aliás, como nes­ses escri­tó­ri­os pon­to­com, o tra­ba­lho soli­tá­rio, medi­ta­ti­vo, é mal vis­to. Vem daí a fes­ta dos cole­ti­vos.

Bem, tal­vez a recu­sa sis­te­má­ti­ca à auto­no­mia refle­xi­va da arte tenha nos leva­do a tal bara­fun­da. Com ela, tal­vez os artis­tas se recu­sas­sem a par­ti­ci­par de expo­si­ções como essa do Hospital Matarazzo. O meio de arte pare­ce can­tar em pen­sa­men­to a músi­ca do Cartola: “(…) se eu tives­se auto­no­mia, se eu pudes­se gri­ta­ria, não vou, não que­ro”.

Infelizmente, o que se escu­ta é Alegria, ale­gria, do Caetano Veloso, em rit­mo de ade­são: “Eu vou. Por que não? Por que não?”.

NOTAS:

[1]MAMMÌ, Lorenzo: “A arte depois da arte”, em O que res­ta: Arte e crí­ti­ca de arte. São Paulo, Companhia das Letras, 2012 (p.14).

[2]Esse lado reli­gi­o­so, mani­queís­ta, vem um pou­co da for­ma. A pin­tu­ra pare­ce vir das capas de dis­co da gra­va­do­ra de heavy metal minei­ra Cogumelo ou das capas de dis­co do Slayer (aliás, um moti­vo para eu sim­pa­ti­zar com o tra­ba­lho).

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