Miele, diretamente do Beco das Garrafas

Música

14.10.15

Eram três boa­tes aper­ta­das num beco da Rua Duvivier, em Copacabana, no quar­tei­rão da praia. No iní­cio dos anos 1960, a não ser que você fos­se ami­go da Nara Leão e cur­tis­se a tur­ma no apar­ta­men­to da Avenida Atlântica, era o melhor lugar para se ouvir o rit­mo que sur­gia, a bos­sa nova. A Bottle’s, a Bacará e a Little Club for­ma­vam o Beco das Garrafas (havia ain­da a Ma Griffe, mas a músi­ca ali era outra, aque­la de mulhe­res sus­sur­ran­do cifras no ouvi­do de seus fre­gue­ses).

O pau­lis­ta­no Miele pro­du­ziu, sem­pre em com­pa­nhia de Ronaldo Bôscoli, os prin­ci­pais show do Beco nos pri­mei­ros anos da déca­da. Sergio Mendes, Elis Regina, Simonal, Jorge Ben — che­ga? — estre­a­ram ali, em pro­du­ções mam­bem­bes mas de enor­me qua­li­da­de artís­ti­ca. Não res­tou qual­quer gra­va­ção ao vivo daque­les shows. Miele con­ta a Joaquim Ferreira dos Santos his­tó­ri­as daque­las noi­tes e apre­sen­ta, com seus intér­pre­tes ori­gi­nais, as músi­cas que nas­ce­ram ali e foram gra­va­das depois em dis­cos que hoje são clás­si­cos da músi­ca bra­si­lei­ra.

Ouça o pro­gra­ma.

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