O presidente dos EUA na TV

Cinema

16.05.12

O pri­mei­ro epi­só­dio da 57ª tem­po­ra­da do seri­a­do Eleições Norte-Americanas foi ao ar na sema­na pas­sa­da e teve bom índi­ce de audi­ên­cia. Nele, Barack Obama apa­re­ce na rede ABC no pro­gra­ma Good mor­ning America, defen­den­do o casa­men­to entre pes­so­as do mes­mo sexo. No mes­mo epi­só­dio, Keith Russell Judd, um pre­si­diá­rio texa­no bate Obama nas pré­vi­as do par­ti­do Democrata na Virgí nia Ocidental, em for­ma de pro­tes­to.

http://www.youtube.com/watch?v=kQGMTPab9GQ

A bem suce­di­da série vem ten­tan­do, há tem­pos, repe­tir o suces­so da 34ª tem­po­ra­da, mar­co do iní­cio da nova fase do pro­gra­ma, quan­do Kennedy e Nixon mar­ca­ram his­tó­ria no deba­te em que os dois bri­lha­ram, um por sua desen­vol­tu­ra e o outro pelo suor de ner­vo­so escor­ren­do têm­po­ras abai­xo.

A pri­mei­ra par­te do deba­te de 1960 pode ser con­fe­ri­da abai­xo (as outras par­tes tam­bém estão dis­po­ní­veis no Youtube):

http://www.youtube.com/watch?v=aBoYYtittk4

O seri­a­do faz tan­to suces­so que, há tem­pos, gera uma por­ção de spi­noffs (“filho­tes”, no jar­gão tele­vi­si­vo), seri­a­dos de TV que ten­tam mime­ti­zar o ambi­en­te do ori­gi­nal, sem­pre com menor reper­cus­são. Das pri­má­ri­as aca­lo­ra­das ao Salão Oval, faz tem­po que a fic­ção ten­ta repe­tir o suces­so do espe­tá­cu­lo ori­gi­nal. Abaixo, lis­ta­mos algu­mas das ten­ta­ti­vas recen­tes da TV de pegar caro­na no suces­so do show­bu­si­ness que é a polí­ti­ca nor­te-ame­ri­ca­na.

West Wing (1999–2006)

Talvez a série defi­ni­ti­va sobre a vida no alto esca­lão de Washington, West Wing acom­pa­nha os dois mand atos do pre­si­den­te Josiah “Jed” Bartlet (vivi­do por Martin Sheen) por sete tem­po­ra­das, enfa­ti­zan­do a com­ple­xi­da­de de se admi­nis­trar um país tão diver­so e impor­tan­te quan­to os EUA, em dis­cus­sões que acon­te­cem em lon­gas cami­nha­das pelos cor­re­do­res da Casa Branca. O irô­ni­co foi que a série ter­mi­nou às vés­pe­ras da elei­ção de Obama, cri­an­do uma situ­a­ção seme­lhan­te à da vida real, em que um pre­si­den­te ree­lei­to não con­se­guia fazer seu suces­sor devi­do à ascen­são de um novo polí­ti­co, caris­má­ti­co e per­ten­cen­te a uma mino­ria — Matt Santos tem ori­gem lati­na. Mas segun­do o prin­ci­pal rotei­ris­ta da série, Aaron Sorkin, o per­so­na­gem já exis­tia e seu des­ti­no esta­va tra­ça­do antes mes­mo de Obama se lan­çar à pre­si­dên­cia.

24 Horas (2001–2010)

A série de ação de Jack Bauer é um Duro de matar pós-11 de Setembro e ape­sar de ter seu foco prin­ci­pal entre o cam­po de ação e a sede da cen­tral anti­ter­ro­ris­ta fic­tí­cia (cha­ma­da de CTU), ela ine­vi­ta­vel­men­te che­ga ao alto esca­lão do poder nor­te-ame­ri­ca­no, onde encon­tra dois dos mais mar­can­tes pre­si­den­tes do mun­do da fic­ção: o aus­te­ro e sen­sa­to David Palmer e o incau­to e des­pre­pa­ra­do Charles Logan, per­so­na­gens que pas­sam por revi­ra­vol­tas impres­si­o­nan­tes, que deram lon­ga vida à série.

John Adams (2008)

Nem só per­so­na­gens fic­tí­ci­os habi­tam a Casa Branca da TV. O melhor exem­plo tal­vez seja a pre­mi­a­da minis­sé­rie John Adams, sobre o segun­do pre­si­den­te nor­te-ame­ri­ca­no, rea­li­za­da pela HBO em 2008. Paul Giamatti e Laura Linney são o casal pro­ta­go­nis­ta da série de sete epi­só­di­os e do gover­no, numa pro­du­ção que aju­da a enten­der os pri­mei­ros anos dos
EUA como país inde­pen­den­te.

Os Kennedys (2011)

A Camelot nor­te-ame­ri­ca­na tam­bém não podia dei­xar de vol­tar ao holo­fo­te, afi­nal foi a par­tir do gover­no de JFK que a pol íti­ca, a tele­vi­são e o show­bu­si­ness se entre­la­çam de uma vez por todas. Greg Kinnear está impres­si­o­nan­te no papel prin­ci­pal e mes­mo a mulher de Tom Cruise, Katie Holmes, não faz feio como Jackie Onassis.

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