Por trás do ombro de Millôr

Artes

11.04.16

Millôr: obra grá­fica, expo­si­ção que será aber­ta em 16 de abril, às 18h, no Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro, é a pri­mei­ra retros­pec­ti­va dedi­ca­da aos dese­nhos do humo­ris­ta, dra­ma­tur­go e tra­du­tor. Em 500 ori­gi­nais, os cura­do­res Cássio Loredano, Julia Kovensky e Paulo Roberto Pires mapei­am os prin­ci­pais temas que esti­ve­ram pre­sen­tes ao lon­go de 70 anos de pro­du­ção do artis­ta.

Com a mos­tra tam­bém será lan­ça­do um livro com o mes­mo títu­lo, orga­ni­za­dos pelos cura­do­res da expo­si­ção. Além de repro­du­zir os ori­gi­nais, o volu­me de 288 pági­nas traz ensai­os crí­ti­cos e uma cro­no­lo­gia de vida e obra de Millôr. Os dese­nhos, fei­tos na mai­or par­te para ser publi­ca­dos na impren­sa, reve­lam a for­ça e a com­ple­xi­da­de de uma obra fun­da­men­tal para a arte bra­si­lei­ra. O livro será lan­ça­do no dia 13 de abril, e já está em pré-ven­da na Loja do IMS.

O livro, feliz­men­te, ficou a cara do con­cei­to da expo­si­ção”, afir­ma Paulo Roberto Pires. “É o tra­ba­lho de um artis­ta grá­fi­co, que acha­va que sua obra encon­tra­va ple­na rea­li­za­ção não numa gale­ria, mas nas pági­nas de revis­tas e jor­nais”. Tendo isso em men­te, os cura­do­res-orga­ni­za­do­res opta­ram por não cri­ar um livro de arte tra­di­ci­o­nal, mas um obje­to nas­ci­do des­sa cul­tu­ra impres­sa, em que além dos dese­nhos — a atra­ção prin­ci­pal — se des­ta­cam tam­bém as imper­fei­ções dos ori­gi­nais, as mar­cas de cor­te, as notas de Millôr. Para Paulo Roberto, “no livro você vê o artis­ta em movi­men­to, como se esti­ves­se por trás de seu ombro no estú­dio”.

Assim como a expo­si­ção, o livro divi­de a obra de Millôr em cin­co gran­des con­jun­tos, dos autor­re­tra­tos à crí­ti­ca impla­cá­vel da vida bra­si­lei­ra, pas­san­do pelas rela­ções huma­nas, o pra­zer de dese­nhar e a imen­sa e impor­tan­te pro­du­ção do “Pif-Paf”, seção que man­te­ve na revis­ta O Cruzeiro entre 1945 e 1963. É uma visão de con­jun­to sobre uma obra que, de for­ma frag­men­ta­da, fez e faz par­te da vida dos bra­si­lei­ros.

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