Retrato em branco e preto — conversa com Sérgio Augusto

Fotografia

25.02.11

Neste regis­tro de um encon­tro com o jor­na­lis­ta Sérgio Augusto, o acer­vo de foto­gra­fi­as do Instituto Moreira Salles ser­ve de mote para uma con­ver­sa sobre o Rio de Janeiro entre as déca­das de 40 e 50. Destaca-se o cená­rio do car­na­val cari­o­ca do perío­do, tema de mos­tra em car­taz no Instituto Moreira Salles. As fotos foram sele­ci­o­na­das dos acer­vos de José Medeiros, Carlos Moskovics e Otto Stupakoff.

No pri­mei­ro blo­co, Sérgio Augusto tra­ta da tra­di­ção dos bai­les de Carnaval no Cassino da Urca na déca­da de 1940 — quan­do divi­dia com o Copacabana Palace o pos­to de redu­to da alta soci­e­da­de cari­o­ca — e de artis­tas que ali foram des­co­ber­tos, como Carmen Miranda. Grande Otelo e Herivelto Martins fize­ram dupla em shows na casa. Orson Welles tam­bém figu­ra entre as cele­bri­da­des que fre­quen­ta­ram o cas­si­no.

Na segun­da par­te, é a vez de comen­tar sobre o Copacabana Palace — e os estran­gei­ros famo­sos que hos­pe­da­va — e o ves­tuá­rio femi­ni­no da épo­ca.

Nas duas sequên­ci­as seguin­tes, o Jockey Club, o Teatro João Caetano, Copacabana e seus cine­mas no fim da déca­da de 40 e come­ço da de 50 ati­vam a memó­ria afe­ti­va de Sérgio Augusto. No quar­to seg­men­to, des­ta­que para o fris­son pro­vo­ca­do pela pre­sen­ça da atriz Lana Turner no cas­si­no-hotel Quitandinha, em Petrópolis-RJ.

Por fim, a his­tó­ria da peça Orfeu da Conceição é ilus­tra­da pelas fotos de José Medeiros. Sérgio Augusto ana­li­sa a impor­tân­cia da obra, que teve libre­to de Vinicius de Moraes, músi­ca de Tom Jobim e cená­rio de Oscar Niemeyer.

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