Só existe sucessão monárquica para os poetas?

Correspondência

18.04.11

Rita, que­ri­da:

Estava pen­san­do: por que será que o Prêmio São Paulo só é con­ce­di­do ao melhor roman­ce de nova­tos e vete­ra­nos, recém-lan­ça­dos? Em valor mone­tá­rio, rela­ti­va­men­te falan­do, ele supe­ra até o Prêmio Camões, pois este con­tem­pla o con­jun­to da obra de uma vida.

Se os poe­tas não foram expul­sos da República, aca­ba­ram impe­di­dos pelo gover­no do esta­do de São Paulo de ganha­rem 200 milhas, o que se não con­fi­gu­ra uma expul­são, não dei­xa de ser uma puni­ção, afi­nal de con­tas.

Será mais fácil jul­gar pro­sa do que poe­sia? Por que razão? Julgar poe­sia dá rolo?

Engraçado: quan­do um poe­ta impor­tan­te mor­re atri­bui-se logo o “títu­lo” fic­tí­cio de que ago­ra o melhor poe­ta vivo é Fulano de Tal. Quando um fic­ci­o­nis­ta mor­re essa fic­ção não rola. Só exis­te suces­são “monár­qui­ca” para os poe­tas?

Beijos cari­o­cas,

Armando

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