Sónar à brasileira

Música

24.05.12

No iní­cio do mês, o fes­ti­val espa­nhol Sónar bai­xou no Anhembi, em São Paulo, e qua­se ensur­de­ceu nos­so intré­pi­do inter­lo­cu­tor Antônio “Arthur” Xerxenesky, que, fã de Mogwai, foi ao show dos pós-roc­kers, exta­si­ou-se na micro­fo­nia em câme­ra len­ta e foi embo­ra sem ver Cee-lo Green. O fes­ti­val pode ser cele­bra­do como uma vitó­ria da van­guar­da: com pou­cos nomes conhe­ci­dos do gran­de públi­co, pre­fe­riu inves­tir num elen­co mais eclé­ti­co e fora do lugar comum, colo­can­do o japo­nês Ryuichi Sakamoto, os ale­mães do Kraftwerk e rap­pers nor­te-ame­ri­ca­nos em pal­cos dife­ren­tes.

Mas o elen­co bra­si­lei­ro do fes­ti­val tam­bém mere­ce men­ção — e em vez das mes­mas ban­di­nhas indi­es de sem­pre ou em apos­tar na vaga “nova MPB”, o Sónar pre­fe­riu ir para os extre­mos da novís­si­ma músi­ca bra­si­lei­ra e sele­ci­o­nou em seu canal do YouTube tre­chos das apre­sen­ta­ções de nomes que fala­mos com mais pro­pri­e­da­de abai­xo.

O minei­ro Zé do Rolê, úni­co nome por trás dos Psilosamples, enfi­lei­ra­va sam­ples de músi­ca cai­pi­ra com músi­ca ele­trô­ni­ca abs­tra­ta, com­ple­ta­men­te pico­ta­da:

http://www.youtube.com/watch?v=ZeTR_IRixyk

Emicida está por todos os lados, mas isso não tira a impor­tân­cia de um dos prin­ci­pais nomes da nova safra do hip hop bra­si­lei­ro.

http://www.youtube.com/watch?v=uXsJY5GOmK8

O tam­bém oni­pre­sen­te Criolo, no entan­to, cada vez cami­nha para além do rap, incluin­do afro beat, sam­ba e bala­das nas com­po­si­ções que o tor­na­ram conhe­ci­do.

http://www.youtube.com/watch?v=8H3dNpASm3M

O encon­tro dos DJs Marky e Patife foi tido por mui­tos como um dos ápi­ces do fes­ti­val, quan­do os dois mai­o­res nomes do drum’n’bass naci­o­nal se encon­tra­ram para um due­lo ensur­de­ce­dor.

http://www.youtube.com/watch?v=e-saMGaa23E

Radicado em Brasília, o pau­lis­ta­no Pazes opta pela músi­ca ambi­ent, entre a pre­gui­ça e a soli­dão.

http://www.youtube.com/watch?v=Eh44RrzaDTo

O DJ Zé Gonzalez, que hoje assi­na ape­nas como Zegon, con­vi­dou uma série de com­pa­dres e não fez feio.

http://www.youtube.com/watch?v=-RG1Ut9YJzQ

O pau­lis­ta­no Dago mos­trou seu elo­gi­a­do set de músi­cas das peri­fe­ri­as do mun­do, do reg­ga­e­ton ao funk cari­o­ca, pas­san­do pelo kudu­ro de Angola.

http://www.youtube.com/watch?v=9kEa1vXR0X0

Nascido no Espírito Santo, Silva mos­trou por­que é uma das prin­ci­pais pro­mes­sas do pop bra­si­lei­ro para este ano.

http://www.youtube.com/watch?v=FrrjZuwzSTg

De car­rei­ra inter­na­ci­o­nal, Gui Boratto pegou mais pesa­do que o de cos­tu­me.

http://www.youtube.com/watch?v=tdRUtA4VNDo

O pro­du­tor Bruno Belluomini, um dos prin­ci­pais embai­xa­do­res do dubs­tep no Brasil, aumen­tou os gra­ves em seu set ator­do­an­te.

http://www.youtube.com/watch?v=1CbW8vMZPuI

M Takara e Akin tam­bém enve­re­da­ram pela ele­trô­ni­ca qua­se abs­tra­ta, com incur­sões vocais do rap­per.

http://www.youtube.com/watch?v=Xj8OISLpQr0

Os cari­o­cas do Twelves, no entan­to, estão em ple­na fase de tran­si­ção e não sou­be­ram enga­tar seu set como deve­ri­am…

http://www.youtube.com/watch?v=02SZmfOyZlM

E um dos prin­ci­pais des­ta­ques naci­o­nais do Sónar bra­si­lei­ro foi a ban­da para­en­se Gang do Eletro, que leva o tec­no­bre­ga para uma dimen­são mui­to supe­ri­or à de Gaby Amarantos, auto­ra da músi­ca de aber­tu­ra da atu­al nove­la das sete, Cheias de Charme.

http://www.youtube.com/watch?v=28XK6OqjcV0

* Na ima­gem que ilus­tra a home des­se post: still do show de Dago.

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