Equipe IMS

Os fundos falsos da guerra

José Geraldo Couto

14.06.17

Entre os filmes franceses da nova safra exibidos no Festival Varilux, um dos mais interessantes é sem dúvida Frantz, de François Ozon. Ser um drama de época não tira nem um pouco de sua atualidade, muito pelo contrário: ao evocar a animosidade da atmosfera europeia logo após a Primeira Guerra, coloca em relevo temas urgentes como o nacionalismo, a xenofobia, a dificuldade de entender e conviver com o “outro”.

A revolução dos bichos

José Geraldo Couto

09.06.17

Animal político,  primeiro longa-metragem do premiado cineasta pernambucano Tião, é um filme brasileiro dos mais surpreendentes e originais. Uma coisa é certa: depois de assistir a esse filme você nunca mais verá com os mesmos olhos uma vaca – e, aliás, nem os seres humanos.

Os filmes de junho

Equipe IMS

07.06.17

Fique por dentro da programação completa para junho da Sala José Carlos Avellar, o cinema do IMS Rio, com datas e horários das exibições e instruções para compra de ingressos. Um dos muitos destaques são as sessões do Festival Varilux de Cinema Francês, que começa nesta quinta-feira, dia 8, e vai até o dia 21.

Cinema, matéria e espírito

José Geraldo Couto

10.03.17

Apesar de ter conquistado o prêmio de direção em Cannes, Personal shopper, de Olivier Assayas, não foi muito bem recebido pela maior parte da crítica, segundo relatos jornalísticos do festival. Neste caso, vou trafegar na contramão, pois o filme me pareceu no mínimo formidável.

Renoir, amigo dos homens

José Geraldo Couto

03.02.17

Uma obra única e essencial, de encanto perene, está quase completa na grande retrospectiva A vida lá fora: o cinema de Jean Renoir, destacando aquilo que lhe perpassa e unifica: o infinito interesse por indivíduos concretos, imperfeitos, contraditórios, mais do que por ideias abstratas, enredos dramáticos ou grandes construções estéticas. Descendo vários degraus na escala de grandeza do cinema, entram em cartaz dois filmes norte-americanos candidatos ao Oscar e ambientados no mesmo período: o início da década de 1960.

As sombras de Isabelle

José Geraldo Couto

18.11.16

Numa semana repleta de boas estreias, a mais importante certamente é Elle, o novo filme de Paul Verhoeven, que não tinha uma obra lançada por aqui desde A espiã, de dez anos atrás. Primeiro trabalho do diretor holandês rodado na França, Elle é baseado no romance Oh..., de Philippe Djian e gira em torno de uma enérgica empresária, Michèle Leblanc, dona de uma produtora de videogames. Melhor seria dizer: gira em torno de Isabelle Huppert, a fantástica atriz que a encarna.

Festival Varilux no IMS

Equipe IMS

09.06.16

Começou na última quarta, dia 8 de junho, em 50 cidades brasileiras, a edição 2016 do Festival Varilux de Cinema Francês. Já consagrado como um dos principais eventos difusores da cultura francesa no Brasil, neste ano o festival terá o dobro da duração: serão duas semanas, até o dia 22 de junho. O Instituto Moreira Salles participará do festival a partir desta quinta-feira, dia 9 de junho, nos centros culturais do Rio de Janeiro e de Poços de Caldas. Confira a programação!

Godard, revolução permanente

José Geraldo Couto

16.10.15

Godard faz parte da rara estirpe de artistas que, em vez de se acomodar com o passar dos anos, radicaliza o discurso e afia os instrumentos. Às vésperas de completar 85 anos, continua inquieto, desconcertante e imprevisível. A retrospectiva que entrará em cartaz em São Paulo, Rio e Brasília atestará a coerência e a integridade por trás dessa metamorfose ambulante, dessa revolução permanente.

Samba e a estética da simpatia

José Geraldo Couto

10.07.15

Samba, de Olivier Nakache e Eric Loredano é perfeitamente sintonizado com o momento. Seu tema é a imigração ilegal na França e parece feito sob medida para agradar a um público que quer um tanto de realismo (mas não muito) e um tanto de crítica social (mas não muito). “Simpático” parece ser o adjetivo que mais se aplica ao filme. Já Neruda – Fugitivo, de Manuel Basoalto, corre o risco de desagradar até mesmo aos fãs do poeta chileno. Um tom verborrágico, solene e autocelebratório contagia todo o filme.

Filmar o êxtase

Bernardo Carvalho

05.11.14

O incensado diretor canadense Xavier Dolan não ajuda. O que ele tem a dizer em entrevistas é em geral afetado, pretensioso e fútil. Entrei para ver Mommy pronto para sair no meio do filme, mas em menos de dez minutos já queria ficar para a sessão seguinte. Trata-se de uma obra-prima