Equipe IMS

O maior pintor do Brasil

Rafael Cardoso

16.03.17

Provocou inveja e amargura, em certo meio mais do que restrito, a declaração de Luiz Zerbini de que Elvis Almeida seria “no momento, o maior pintor do Brasil”. O comentário conseguiu desagradar tanto a artistas veteranos, que se acharam preteridos, quanto a outros mais novos, que gostariam de ter sido alvo de um elogio tão público. Não pretendo entrar minimamente no mérito dessa questão. O que se quer discutir aqui é outra coisa: a quem serve esse processo de lançar uma nova promessa?

As reverberações da arte pós-Duchamp

Caroline Menezes

03.06.13

Caroline Menezes visitou a exposição The Bride and the Bachelors Duchamp with Cage, Cunningham, Rauschenberg and Johns, em cartaz na Barbican Art Gallery de Londres até 9 de junho. Além de colocar em evidência as origens do pensamento de Marcel Duchamp, a mostra apresenta seus desdobramentos em outros artistas, como Jasper Johns e John Cage.

O gênio de Raphael

Heloisa Espada

08.04.13

Expoente do concretismo, Almir Mavignier acompanhou o trabalho de Raphael Domingues no ateliê criado por Nise da Silveira no Centro Psiquiátrico Nacional. Hoje morando na Alemanha, ele afirma que o artista diagnosticado como esquizofrênico - e cujos desenhos entram em cartaz no IMS-SP - não tinha ambição ou vaidade. "O trágico em Raphael é que ele como personalidade consciente não existiu. Seus desenhos, sim."

Oswaldo Goeldi, Chuva

Ronaldo Brito

11.11.11

A essa altura - a obra-prima é de 1957 - o expressionismo congênito de Oswaldo Goeldi (1895-1961) dominava à perfeição a economia estética do suspense. Por mais agitados que fossem seus desenhos e gravuras, apinhados de diletos escombros e detritos, passavam sobretudo a sensação de vazio. Vazio opressivo, porém, outra forma de claustro, a céu aberto. Reina aí, absoluta, a solidão incomunicável. Eis exatamente o que se comunica com fervor, o que se transmite com pungente intensidade.

Os sentidos de Lucian Freud

Equipe IMS

21.07.11

Lucian Freud, morto aos 88 anos, pintou compulsivamente e raramente se pronunciou sobre sua obra. Nos anos 1950, fez uma breve e valiosa reflexão sobre a pintura, publicada na serrote #7 e agora no site da revista como homenagem a um dos maiores artistas do século 20.

As faces de Fayga

Equipe IMS

24.03.11

Tema da exposição que vai de 26/3 a 15/5/11 no IMS-RJ, a artista polonesa Fayga Ostrower (1920-2001) fixou-se no Brasil na década de 1930. Além de gravadora, pintora, desenhista, ilustradora, foi também professora e teórica da arte. E é como pensadora do trabalho artístico que ela presta seu testemunho no vídeo abaixo, trecho produzido - mas não incluído na versão final - para o documentário Janela da alma (2001), de João Jardim e Walter Carvalho.