Equipe IMS

Marrom e amarelo

Paulo Scott

26.04.17

Estou trabalhando neste romance já há três anos (o contrato para o livro com a Alfaguara foi assinado em 2012, quando esta onda mundial de debates em torno do racismo nem sequer estava sugerida no horizonte). O volume do material recolhido é expressivo, na verdade, imenso. O que dizer? Parece um livro sobre racismo no Brasil (e é), mas penso que está mais para uma narrativa sobre modos diversos de vitória, de afirmação vitoriosa.

Spoilers

Diego Grando

09.03.17

Estou desenvolvendo há alguns anos um conjunto de poemas intitulado Spoilers, dentro do meu trabalho de doutorado. Costumo pensar a criação de um livro de poemas como uma espécie de quebra-cabeça com um número desconhecido de peças, e no qual cada uma deve oferecer todo um sentido por si mesma.

O porto seguro de Otto

Bob Wolfenson

13.12.16

Em que pese a obra de Otto Stupakoff ser mais ampla e rica quando realizada em ambientes externos, portanto muito mais afeita ao imponderável e ao improviso, ele, entre idas e vindas, acabou tendo diversos estúdios. Em todos eles foi muito produtivo, e todos, ao final, se configuraram como antíteses de um estúdio formal. Mesmo o primeiro, em Porto Alegre, construído especialmente como tal, guardava características de um “não estúdio”.

Bom Fim, sem fim

Daniel Pellizzari

31.08.15

O documentário Filme sobre um Bom Fim, de Boca Migotto, conta a história da era de ouro de um bairro icônico de Porto Alegre. Ao longo das décadas de 1970 e 1980, o Bom Fim abrigou uma efervescência cultural e boêmia que rendeu inúmeros frutos no audiovisual, na música e em outras artes, e que também criou um espírito coletivo que seguiu em frente mesmo após a decadência dessa faceta do bairro.

O senhor se encontra num péssimo momento

DW Ribatski

25.11.13

Em momento confessional, DW Ribatski responde a Fabio Zimbres com uma "historinha em quadradinhos" e dá seguimento à correspondência gráfica no Blog do IMS.

Eu me sinto em casa aí

André Conti

22.03.11

As chagas da aviação brasileira são outras, claro, mas para mim o pior de ir ao sul é o risco de turbulência de ar claro, muito comum do Rio Grande pra baixo. É aquela turbulência que o piloto não consegue antecipar, e que promove uma perda rápida de altitude, o que por sua vez gera desconforto, pavor e morte (se a pessoa está sem cinto e bate a cabeça no teto).