Equipe IMS

Vinicius e Susana em Bolonha

Equipe IMS

23.03.17

O DVD de Vinicius de Moraes, um rapaz de família, documentário de Susana Moraes lançado pelo IMS em versão restaurada e masterizada digitalmente, está entre os finalistas do XIV Il Cinema Ritrovato DVD Awards.

Rocinha mais que visível

Mànya Millen

15.03.17

Dizer que as favelas são excluídas economicamente, socialmente, culturalmente e até geograficamente do mapa da cidade é chover no molhado. Nem por isso, contudo, elas se consideram invisíveis, e muitas vêm se dedicando a movimentos de resgate de orgulho e pertencimento. É o caso da Rocinha, maior favela do Rio e considerada a maior do país, que ganha este mês o site Memória Rocinha, fruto de uma parceria entre o IMS e o Museu Sankofa.

O poeta-gentleman e os galhofeiros

Bolívar Torres & Rafael Monte

21.11.16

No dia 7 de dezembro de 1919, o Assyrio, elegante restaurante do Theatro Municipal, foi palco de um dos mais bizarros eventos literários da história do Rio de Janeiro.  Deslumbrado com os cumprimentos ao seu mais novo livro, Poesias, Carlos Alberto de Sá Magalhães, ou simplesmente Carlos Magalhães, ofereceu um banquete em sinal de reconhecimento aos homens de letras que haviam consagrado sua obra. Até então obscuro no meio intelectual, conhecido somente nos salões aristocráticos da cidade, seu nome ganhara, nas semanas anteriores, um súbito destaque da crítica literária local, sempre acompanhado de superlativos e expressões mirabolantes.

Vida louca, morte besta

José Geraldo Couto

04.11.16

Curumim, de Marcos Prado, é um registro impressionante da autodestruição de um homem, Marco Archer Cardoso Moreira, fuzilado em 2015 por tráfico de drogas na Indonésia depois de onze anos no “corredor da morte”. Em 2012, quando ainda fazia os últimos apelos na esperança de anular ou comutar a sentença, Curumim resolveu documentar seu cotidiano numa prisão de segurança máxima em que dividia a cela com terroristas da Al Qaeda e outros traficantes. Mandava os vídeos pela internet ao diretor, que teve também acesso a um vasto material de arquivo da família e de amigos do personagem.

Vinicius sem filtro

Equipe IMS

17.10.16

Durante boa parte do ano de 1979 o poeta, jornalista, diplomata e compositor Vinicius de Moraes foi filmado pela filha Susana, quase sempre em casa, em momentos de conversa solta e trivial com amigos e filhos, cantando, bebendo, dormindo. Aos poucos ela foi montando um retrato terno e sem artifícios do pai, transformado em Vinicius de Moraes, um rapaz de família, documentário de 30 minutos que só seria finalizado pela diretora em 1983, três anos depois da morte do músico. Na quarta-feira, dia 19/10, às 19h30, o IMS lança, no Rio de Janeiro, o DVD restaurado e masterizado digitalmente, um antigo sonho de Susana Moraes, que iniciou todo o processo em 2014 e morreu em janeiro de 2015, antes de vê-lo pronto.

Estas águas, este país

Carla Rodrigues

07.09.16

Não há lugar melhor do que o MAC para uma exposição sobre as águas da Guanabara, suas vidas e suas mortes. Localizado diante da entrada da baía, entre as duas fortalezas que a protegeram nos séculos XVI e XVII – Santa Cruz, do lado de Niterói, e São João, do lado carioca –, é parte do cenário da baía assim como a baía faz parte do museu, com suas janelas envidraçadas exibindo toda exuberância do que se pode chamar de ponto fundador não apenas do Estado do Rio de Janeiro, mas do Brasil como Estado-nação, suas vidas, suas mortes.

Rio 2016: o dia seguinte

Francesco Perrotta-Bosch

22.08.16

Chegamos ao dia seguinte. E o Rio perde o sentido de existência que o moveu pelos últimos seis anos e meio. A análise histórica, de tão repetida, já se banalizou: desde que a cidade passou a ser uma ex-capital da República, foram décadas titubeando em longos períodos de decadência, até o belo 2 de outubro de 2009 quando nós, incrédulos cariocas, vimos que aconteceria o até então improvável – sediaríamos as Olimpíadas. E sediamos.

Ferrez em gigapixel

Equipe IMS

04.08.16

Os registros do Rio de Janeiro feitos por Marc Ferrez no século XIX e no início do XX constituem um impressionante documento sobre a cidade. Em breve será possível descobrir novos detalhes em cada imagem e fazer uma viagem no tempo e na história graças a uma parceria entre o Instituto Cultural do Google e o IMS, guardião do acervo do fotógrafo.

Quem conta a guerra são as mulheres

Carla Rodrigues

26.07.16

Para fazer o luto é preciso falar do luto, o que no caso dos mortos pela polícia, como no caso dos jovens de Costa Barros, implica também denunciar a violência do Estado. Entre os anos 2001 e 2011, o Rio de Janeiro registrou cerca de dez mil mortes em confronto com a polícia fluminense, conforme levantamento da OAB/RJ, muito bem nomeado de “Desaparecidos da democracia”. Sabemos que na Argentina são as Mães da Praça de Maio as mulheres que contam a guerra das ditaduras militares contra seus filhos. Sabemos que no Brasil foram as mulheres que lutaram pela Lei da Anistia, a fim de trazer de volta ao país seus maridos e filhos.

Nada é simples

Carla Rodrigues

13.07.16

Carla Rodrigues, sobre o Rio de Janeiro: "Basta olhar para a vizinha São Paulo para perceber o quão longe estamos da categoria metrópole. Temos os problemas urbanos de metrópole, é verdade, mas estamos muito longe de ter esboço de soluções. Aqui, historicamente a categoria cidade se sobrepõe à restritiva – cultural e socialmente – categoria Zona Sul, um pequeno e disputado pedaço de terra onde a concentração de bens e serviços faz supor que somos mais um balneário do que de fato uma metrópole."