Equipe IMS

Trama, treta, drama

Kleber Mendonça Filho

11.05.17

Eu vi essa cópia nova de O que terá acontecido a Baby Jane? (1962), de Robert Aldrich, no Festival de Londres, em 2012, e me chamou a atenção a reação da plateia. Não sei se eu havia construído a minha própria relação com o filme em casa, mas eu me lembrava de um verdadeiro horror movie. Naquela sala de cinema, muita gente parecia rir, e logo descobri que eu também ria, um tipo tenso de riso pós-moderno, uma liberação coletiva de energia humana.

Tela, espelho, janela

José Carlos Avellar

08.01.14

Neste ensaio, com o título alternativo "Ou como aprender a não se preocupar com a história e a gostar da fotografia de Kubrick", José Carlos Avellar chama a atenção para a importância da imagem nos filmes de Stanley Kubrick, partindo de elementos do segundo longa-metragem do cineasta: A morte passou por perto, de 1955.

O mundo em convulsão (Kubrick em São Paulo)

José Geraldo Couto

04.10.13

José Geraldo Couto comenta a homenagem a Stanley Kubrick - "antes de qualquer coisa, um construtor de imagens" - na 37ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que além de uma retrospectiva com 12 dos 13 filmes do diretor incluirá uma exposição de objetos, o lançamento de um grande livro e debates, além da presença da viúva do diretor, Christiane Kubrick.

Há arte demais no mundo

José Geraldo Couto

25.08.11

Claro que todo mundo tem o direito de expressar seus sentimentos - e ressentimentos -, suas ideias banais ou extravagantes sobre a vida na terra. (...) Mas a arte, a arte é outra coisa. Basta ler uma estrofe de João Cabral de Melo Neto, ou um parágrafo de Guimarães Rosa, ouvir uma frase musical de Tom Jobim, ver um travelling de Stanley Kubrick, para imaginar quanto de esforço intelectual, quanto de educação dos sentidos foi investido ali, para além do talento natural de seus criadores. Temo que me chamem de elitista, acadêmico ou passadista, mas concordo com o artista plástico Luiz Paulo Baravelli, que uma vez declarou que "há arte demais no mundo".