Um mundo flutuante — conversa com Madalena Hashimoto Cordaro

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19.07.11

A con­vi­te do blog do IMS, a pro­fes­so­ra e artis­ta plás­ti­ca Madalena Hashimoto refle­te sobre um rico mate­ri­al per­ten­cen­te ao acer­vo do IMS e dis­po­ni­bi­li­za­do em publi­ca­ção do Instituto com orga­ni­za­ção sua: as estam­pas ukiyo-e, bas­tan­te repre­sen­ta­ti­vas dos entre­te­ni­men­tos dos mora­do­res de cida­des japo­ne­sas entre os sécu­los XVII e XIX. De manei­ra mais ampla, ukiyo-e pode ser tra­du­zi­do como “pin­tu­ras do mun­do flu­tu­an­te”, ou seja, de um mun­do “efê­me­ro, que muda a toda hora” e deve ser des­fru­ta­do “hoje e ago­ra”. A admi­ra­ção de pin­to­res oci­den­tais, o tea­tro kabu­ki e a domi­na­ção dos samu­rais são alguns dos temas tra­ta­dos nes­tes víde­os.

 

Bloco 1: A arte do efê­me­ro

Inicialmente, Madalena Hashimoto escla­re­ce sobre o con­cei­to ukiyo-e e sua “fina­li­da­de prá­ti­ca”. Sobre o inte­res­se de artis­tas oci­den­tais por essas estam­pas, cita Monet e Van Gogh como cole­ci­o­na­do­res des­sa arte que era então vis­ta como “exó­ti­ca”. A exten­são do acer­vo per­ten­cen­te ao IMS e seus cri­a­do­res — cujos nomes artís­ti­cos “mudam como as águas” — são tra­ta­dos tam­bém nes­ta pri­mei­ra par­te.

Bloco 2: Retratos e pai­sa­gens

Neste segun­do seg­men­to, duas tópi­cas impor­tan­tes são ana­li­sa­das: figu­ras-boni­tas e locais-famo­sos. A pri­mei­ra, um gêne­ro bas­tan­te popu­lar, não se res­trin­ge ape­nas à ima­gem femi­ni­na, embo­ra esta pre­do­mi­ne e este­ja liga­da à área de pra­ze­res. Se estas podem ser asso­ci­a­das ao nos­so retra­to, os locais-famo­sos repre­sen­ta­ri­am as pai­sa­gens.

Bloco 3: O tea­tro kabu­ki

Madalena Hashimoto pros­se­gue seu amplo estu­do pon­tu­an­do carac­te­rís­ti­cas do tea­tro kabu­ki: a rela­ção pal­co e pla­teia nes­se gêne­ro com­pa­ra­da com a pos­tu­ra tra­di­ci­o­nal do oci­den­te; a impor­tân­cia dos ato­res (supe­ri­or a dos dra­ma­tur­gos); a atu­a­ção exclu­si­va de homens, mes­mo no papel de mulhe­res. Sobre essas estam­pas espe­ci­fi­ca­men­te, há uma pro­fu­são de deta­lhes que reve­lam a rique­za do tea­tro kabu­ki e do tea­tro de bone­cos.

Bloco 4: O sumô, a hon­ra e a errân­cia

Antes inter­pre­ta­do como luta, dan­ça ou cerimô­nia e hoje iden­ti­fi­ca­do como espor­te, o sumô é “uma ofe­ren­da aos deu­ses”. Duas figu­ras do acer­vo do IMS ser­vem de mote nes­te blo­co para a ava­li­a­ção de Madalena Hashimoto. O empre­go da paró­dia em algu­mas estam­pas e a ques­tão da éti­ca e defe­sa da hon­ra pelos samu­rais fecham o quar­to blo­co.

Bloco 5: Fantasmas, mons­tros e oci­den­ta­li­za­ção

As his­tó­ri­as de fan­tas­mas são influên­cia dire­ta da cul­tu­ra chi­ne­sa, que inci­di­ram nas tema­ti­za­ções do tea­tro kabu­ki. Ocupam as pre­o­cu­pa­ções des­te últi­mo blo­co as figu­ras de livros e álbuns, os poe­mas cômi­cos e a oci­den­ta­li­za­ção japo­ne­sa em sua “épo­ca ilu­mi­na­da” (o perío­do Meiji), quan­do se absor­vem pro­ce­di­men­tos de outras cul­tu­ras — sobre­tu­do a dos Estados Unidos — em detri­men­to da pró­pria tra­di­ção.

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