George Steiner, um dos destaques

Bram Budel

George Steiner, um dos destaques

Vem aí a serrote #25

Em cartaz

06.03.17

Neste mar­ço as livra­ri­as rece­bem a nova edi­ção da ser­ro­te, a revis­ta de ensai­os do Instituto Moreira Salles. A edi­ção #25, que esta­rá à ven­da por R$48,50, traz com exclu­si­vi­da­de o ensaio “O ódio pela poe­sia”, de Ben Lerner, um dos mais acla­ma­dos escri­to­res ame­ri­ca­nos da nova gera­ção, que inves­ti­ga a aver­são des­per­ta­da pela poe­sia em par­te do públi­co e da crí­ti­ca e apre­sen­ta uma defe­sa ori­gi­nal da arte poé­ti­ca. Outro des­ta­que é “Elizabeth & Alice”, tre­cho da nova bio­gra­fia da poe­ta Elizabeth Bishop, escri­ta por Megan Marshall, ven­ce­do­ra do Prêmio Pulitzer de 2014. O tex­to par­te da recém-des­co­ber­ta cor­res­pon­dên­cia entre a poe­ta e seu últi­mo amor, Alice Methfessel, para con­tar a pou­co conhe­ci­da his­tó­ria da rela­ção entre as duas, que ins­pi­rou um dos poe­mas mais céle­bres de Bishop, “Uma arte”.

O crí­ti­co lite­rá­rio George Steiner, em “A ideia de Europa”, refle­te sobre as con­tra­di­ções da his­tó­ria do con­ti­nen­te, ao mes­mo tem­po ber­ço do huma­nis­mo e pal­co de mas­sa­cres. Para ele, a Europa só será capaz de se pro­je­tar para o futu­ro se reco­nhe­cer o peso ambí­guo des­se pas­sa­do. Em “Nossa América é um ensaio”, o colom­bi­a­no Germán Arciniegas pro­põe que a his­tó­ria e a iden­ti­da­de do con­ti­nen­te encon­tram sua melhor expres­são no ensaio, gêne­ro lite­rá­rio fun­da­do na dúvi­da e na inven­ção. A ser­ro­te #25 traz ain­da um ensaio do novo livro de Mark Lilla, sobre a ascen­são do pen­sa­men­to rea­ci­o­ná­rio no mun­do atu­al. Em “O cava­lei­ro e o cali­fa”, o his­to­ri­a­dor ame­ri­ca­no retra­ta o fun­da­men­ta­lis­mo islâ­mi­co como uma for­ma vio­len­ta de nos­tal­gia por um pas­sa­do ide­a­li­za­do.

No ensaio “O país num PSIU!”, João Bandeira argu­men­ta que os poe­mas pop­cre­tos de Augusto de Campos, apre­sen­ta­dos há 50 anos, duran­te a dita­du­ra, cata­li­sam o con­fli­to polí­ti­co bra­si­lei­ro atu­al. Em “Paratodos, para os pobres, pra nin­guém”, o antro­pó­lo­go Ricardo Teperman exa­mi­na o fenô­me­no da inclu­são do rap pela tra­di­ção da MPB, que aco­lheu artis­tas como Criolo e Emicida, mas não os Racionais MC’s. Já em “A soci­e­da­de como cam­po de bata­lha”, Guilherme Freitas, edi­tor-assis­ten­te da ser­ro­te, ana­li­sa as guer­ras cul­tu­rais no Brasil de hoje, em que a sobre­po­si­ção da polí­ti­ca por valo­res morais colo­ca em ques­tão con­cei­tos como famí­lia, edu­ca­ção e direi­tos huma­nos.

O ensaio visu­al des­sa edi­ção foi rea­li­za­do por Daniel Jablonski duran­te uma resi­dên­cia em Cali, na Colômbia. O artis­ta per­cor­reu a cida­de em bus­ca dos cená­ri­os de três roman­ces de auto­res locais. O resul­ta­do é um guia turís­ti­co inco­mum, em que o iti­ne­rá­rio é dita­do pela fic­ção. A revis­ta tam­bém traz ilus­tra­ções de Paulo Pasta, L. S. Lowry, Christian Vinck, Renata Lucas, Adonis e Daniel Trench.

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