Literatura

A trégua: entrevista com Ferreira Gullar

Equipe IMS

15.08.12

Está online, na íntegra, o Caderno de Literatura Brasileira dedicado a Ferreira Gullar. Destacamos, no blog, a longa entrevista que o poeta concedeu durante três sessões realizadas em dois dias.

Especulações sobre uma Granta portuguesa

Reginaldo Pujol Filho

07.08.12

Por que saiu uma Granta com os 22 melhores jovens autores de língua espanhola (não 22 argentinos ou mexicanos ou espanhóis) e agora sai uma com os 20 verde-amarelos, ao invés dos 20 melhores de língua portuguesa? Como não gosto muito de polêmica e cara feia, resolvi fazer assim: trocar os questionamentos por um exercício de edição imaginária.

O conforto beatnik

Luisa Geisler

06.08.12

Com três filmes sobre o tema ou em fase de pós-produção ou distribuição neste ano (Big Sur; Corso: the last beat e Na estrada), espera-se que os beatniks sejam um tema óbvio e contemporâneo. Eles avançaram além do movimento literário: tornaram-se um fenômeno social. Além disso, a lendária forma de pensar ainda seduz gerações de leitores em todo o mundo. Entretanto, é difícil parar e considerar até onde essa sedução faz algum sentido, hoje. Em 2012, tudo que os beats fizeram seria digno de uma rave. E ponto.

Poesia obscena no acervo Tinhorão

Fabio Frohwein

03.08.12

Mas, não fosse a raridade bibliográfica, que importância teria esse livrinho de um poeta esquecido pela maioria dos estudiosos de literatura brasileira? Apesar de sérios problemas tipográficos e textuais, o que não convém aqui discutir, Poesias livres é um dos poucos testemunhos da poesia obscena do nosso oitocentos, ao lado das edições de Elixir do pajé e da Origem do mênstruo, do também romântico Bernardo Guimarães.

Um guia do melhor da web literária

Carlos Henrique Schroeder

19.07.12

O escritor e curador de links Carlos Henrique Schroeder preparou um guia repleto de links em inglês, espanhol e português para os melhores sites sobre literatura na web.

Um céu tomado por corpos

André de Leones

18.07.12

Quando me disseram que o tema da conversa seria a morte e as formas como eu e os outros dois autores convidados a abordamos literariamente, abri um sorriso bobo. Não só pelo fato de o meu romance mais recente, Dentes negros, ter a pretensão de ensejar um passeio pela tal finitude, mas também porque a minha própria relação com a escrita é contaminada e animada por uma espécie de consciência da transitoriedade.

Machado por ele mesmo

Equipe IMS

03.07.12

Disponibilizamos esta semana a versão digital e gratuita do Cadernos de Literatura dedicado a Machado de Assis, autor de obras essenciais da literatura brasileira como Dom Casmurro e Memórias póstumas de Brás Cubas.  Aproveitamos para apresentar aqui no blog uma das partes mais interessantes deste CLB: "Machado por ele mesmo".

O grande e o pequeno

Paulo Roberto Pires

03.07.12

Dentre os convidados da décima Flip, Jonathan Franzen é autor do maior livro de ficção: 608 páginas. Alejandro Zambra, do menor: 94 páginas. Liberdade traz, em seu título, grandiloquência. Bonsai, miniatura. Em literatura, tamanho é, sim, documento.

Ambição e nostalgia: Liberdade, de Jonathan Franzen

Flávio Moura

28.06.12

Parte do frisson em torno de Jonathan Franzen tem a ver com essa obsessão pelo "Grande Romance Americano". É um fetiche entre os autores de lá e uma espécie de santo graal da literatura: o grande autor é aquele que consegue transferir para o romance os pontos nevrálgicos da experiência do país.

1932: Uma página de diário

Elvia Bezerra

26.06.12

Sob o título Caderneta de campo, o livro, considerado a gênese de Os sertões, mereceu copiosas notas de Souza Andrade, o organizador. Ao publicá-lo, em 1975, ele enviou um exemplar a Carlos Drummond de Andrade, que, em carta de agradecimento, não poupou elogios: "Essa Caderneta, então, põe a gente emocionada, e a emoção é dupla: revive-se o dia a dia do escritor/repórter e sente-se a amorosa vigília do seu devoto estudioso a decifrar no microfilme, sem pressa e sem pausa, a miúda caligrafia dos apontamentos originais"