serrote

Pai país mãe pátria

José Carlos Avellar

08.08.16

No cinema brasileiro dos anos 1960, o político e o social desfocavam a família, que nas produções do final dos 1990 assume o protagonismo, encarnando nos indivíduos os dramas do coletivo. Leia um trecho de Pai país mãe pátria, livro inédito de José Carlos Avellar sobre as representações familiares no cinema brasileiro, que o IMS publicará em 2016.

Uma breve história natural da urna

Renato Lessa

01.08.16

Não tem mesmo jeito. Nos tempos que correm, o termo “urna”, antes de evocar o belo “Ode sobre uma urna grega”, de John Keats, dirige-nos ao coração da política, na suposição de que algo equivalente ao órgão pode ser encontrado em meio ao ofidiário. A palavra “urna” denota o ritual pelo qual um conjunto de seres humanos expressa-se politicamente, ao designar quem o governará ou representará. A associação da palavra com a coisa naturalizou-se; parece mesmo que foram feitos um para o outro: tudo passa pela urna, sem ela não há política.

Devíamos ter ficado em casa?

Paulo Roberto Pires

21.07.16

"Ah, a realidade, esse detalhe que por vezes trava a boa consciência e muitas vezes os debates mais intelectuais. Só nos restava, ali, ir atrás de uma festa de vallenatos, gênero musical que, na semana seguinte de nossa volta, foi considerado patrimônio imaterial pela Unesco, ou partir para as brigas de galo. Aquelas. Porque no fundo é fácil fazer uma viagem calcada na literatura, desembaraçada dos espetos da realidade pela idealização da ficção", escreve Paulo Roberto Pires em relato de viagem para Santa Cruz de Mompox, uma pequena cidade na Colômbia.

serrote #23 1/2

Equipe IMS

05.07.16

Disponível na íntegra a serrote #23 1/2, com textos de Alice Sant’Anna, Jean Renoir e Robert Louis Stevenson. Já tradicional na programação da Casa do IMS na Festa Literária Internacional de Paraty, a “serrotinha” foi distribuída gratuitamente durante a edição de 2016, que homenageou a poeta Ana Cristina Cesar.

À procura de Pavese

Equipe IMS

03.05.16

"Algo vai mal neste artigo", escreve Alejandro Zambra. "Minha intenção era rememorar, em seu próprio povoado natal, um escritor que admiro, e já está claro que tal admiração diminuiu".

Sobre os ensaístas de periódico

Equipe IMS

17.04.16

William Hazlitt conta como uma geração de ingleses recriou no século 18 a forma inventada por Montaigne, aplicando a liberdade de julgamento à vida cotidiana e promovendo o encontro entre o filósofo e o fofoqueiro.

Conexão batom

Alice Sant’Anna

29.10.15

Flores eram distribuídas e um fio vermelho de tricô passava sobre nossas cabeças. Levantamos o braço pra segurar o fio, que seguia, de mão em mão. Apesar do sangue nos olhos, ou justamente pelo sangue nos olhos, todas parecíamos muito felizes de estar ali, juntas. O fio, sabe-se lá para onde ia, mas era um só.

O radical conservador

Luiz Feldman

14.10.15

Raízes do Brasil só ganha as tintas progressistas que o consagraram na segunda edição, quando Sérgio Buarque de Holanda reavalia o papel da tradição e defende um caminho democrático.

O elogio do desconforto

Equipe IMS

14.04.13

Os textos da norte-americana Katie Roiphe, autora de A derrota do feminismo no Facebook, têm a energia dos panfletos mais combativos e a sofisticação do melhor ensaísmo. Aos 45 anos, ela tem até um fã-clube, só que do contra: os Roiphe-haters. Exalta Mad men e é impiedosa com David Foster Wallace.

Uma biblioteca para Manguel e Michals

Mariana Newlands

11.07.12

O novo Gabinete de curiosidades de Mariana Newlands é inspirado nas fotos sequenciais e anotações de Duane Michals e apresenta trechos de A biblioteca à noite de Alberto Manguel.