No cinema

Em defesa dos ‘filmes invisíveis’

José Geraldo Couto

27.12.13

Em sua última coluna do ano, José Geraldo Couto expressa seu dissabor com salas de cinema quase vazias mesmo com a exibição de algumas obras-primas, como César deve morrer, O que se move e Killer Joe:

A China de Jia Zhang-Ke, tão longe, tão perto

José Geraldo Couto

20.12.13

"Jia Zhang-Ke é, de certo modo, o oposto de Tarantino", diz José Geraldo Couto sobre o diretor chinês, cujo Um toque de pecado acaba de estrear. "Se, neste último, a violência é quase sempre cartunesca, derrisória, desopilante, no cinema do diretor chinês ela aprofunda o mal-estar, acentua a sensação de ausência de saídas".

Bressane e a educação dos sentidos

José Geraldo Couto

13.12.13

"Um filme inesgotável, que nos desafia a todo momento", diz José Geraldo Couto sobre Educação sentimental, novo filme de Júlio Bressane. "Há duas atitudes possíveis diante dessa interpelação: virar as costas, tachando o filme de obscuro ou hermético, ou abrir-se a sua generosidade, buscar aprender com ele e fora dele".

Quem tem medo de mulher pelada?

José Geraldo Couto

10.12.13

"Há algo errado num mundo que considera natural ver na tela corpos perfurados, mutilados, torturados, mas julga "desnecessária" uma cena de amor homoerótico", afirma José Geraldo Couto em seu comentário sobre Azul é a cor mais quente, de Abdellatif Kechiche, vencedor de Cannes 2013 que estreou no Brasil nesta semana.

Hitchcock e o vértice do cinema

José Geraldo Couto

06.12.13

Para José Geraldo Couto, o melhor filme entrando em cartaz hoje vem da Hollywood de 50 anos atrás: a cópia nova de Um corpo que cai, de Alfred Hitchcock, um "filme inesgotável" repleto de "passagens extraordinárias". Saindo de cartaz, um filme uruguaio imperdível: o "irônico e amargo" Artigas - La Redota, de Cesar Charlone.

O futebol de resultados de Campanella

José Geraldo Couto

29.11.13

José Geraldo Couto comenta a batelada de estreias desta sexta-feira, com destaque para a animação argentina Um time show de bola, fenômeno de público em seu país, e duas comédias de Domingos Oliveira: Primeiro dia de um ano qualquer e Paixão e acaso.

De Woody Allen a Francisgleydisson

José Geraldo Couto

21.11.13

José Geraldo Couto comenta duas estreias recentes: Blue Jasmine, o novo filme de Woody Allen, em que Cate Blanchett se destaca em um "magnífico trabalho conjunto de roteiro, direção e atuação", e a comédia cearense Cine Holliúdy, de Halder Gomes, um filme "assumidamente primitivo e visceralmente popular, na contramão do cinemão padrão Globo que impera no nosso circuito exibidor viciado e elitizado".

Tatuagem, revolução dionisíaca

José Geraldo Couto

14.11.13

É a oposição entre o cabaré e o quartel, entre a anarquia e a ordem, o desejo e a autoridade, que define a retórica e a estética de Tatuagem, de Hilton Lacerda. Se A febre do rato, de Claudio Assis, também passado em Recife, é um manifesto furioso, em que o desafio à autoridade assume a forma da provocação agressiva, em Tatuagem a arma preferencial é o deboche, e o sentimento predominante é o amor, sob suas variadas formas: erótico, fraterno, familiar.

O exercício do caos, cinema essencial

José Geraldo Couto

08.11.13

Para José Geraldo Couto, o "suspense existencialista" O exercício do caos, de Frederico Machado, é um filme de autor por excelência, que consegue se alçar à esfera do mistério e do mito."Há algo de Tarkóvski na gravidade metafísica de certos gestos e enquadramentos", afirma, ressaltando que essa impressão é deixada sem nenhuma afetação ou pose.

De 2001 a Gravidade, o universo encolheu

José Geraldo Couto

01.11.13

Ainda em meio à maratona da 37ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, José Geraldo Couto revisita o clássico 2001, de Stanley Kubrick, à luz de Gravidade, de Alfonso Cuarón. "Os personagens de Gravidade estão soltos na ionosfera. Os de 2001 estão sozinhos no infinito, perdidos na eternidade", compara.