Por dentro do acervo

Folia do jeito que ela queria

Cecília Himmelseher

06.02.13

Os desfiles de escolas de samba e os blocos carnavalescos foram temas abordados em diversas crônicas de Rachel de Queiroz publicadas em O Estado de S. Paulo na década de 1990. Publicamos na íntegra "O carnaval de rua começa a renascer", crônica de Rachel sobre o espírito carnavalesco nas ruas do Rio.

De rei ou de pirata ou jardineira

Equipe IMS

04.02.13

O folião se esgueira entre os acervos do Instituto Moreira Salles como ainda o faz, hoje, nas ruas do Rio de Janeiro. Nas avenidas - e também nos salões - foram flagrados, através da História, por Augusto Malta, Marcel Gautherot, Carlos Moskovics, Peter Scheier e José Medeiros. E entre um bloco e um baile cantaram os sucessos que a cada fevereiro renovavam, com humor ingenuamente malicioso, o repertório de marchinhas - gênero que traduz à perfeição o espírito da festa.

Lembrando Tom

Equipe IMS

25.01.13

Para recordar Tom Jobim no dia em que ele estaria completando 86 anos, o IMS apresenta dois retratos do artista quando jovem, feitos por José Medeiros e Otto Stupakoff. As imagens fazem parte do acervo do instituto.

Meu amigo Sérgio Porto

Paulo Mendes Campos

24.01.13

No texto "Meu amigo Sérgio Porto", Paulo Mendes Campos homenageou o cronista que teria completado 90 anos. "Sérgio era impecável na sua aparência e só os íntimos o conheciam por dentro, e o por dentro dele era bem simples: uma ágil comicidade de raciocínio e uma pronta sensibilidade diante de todas as coisas que merecem o desgaste do afeto", escreveu o mineiro sobre o criador de Stanislaw Ponte Preta.

Garrincha: o Rimbaud do futebol

Elvia Bezerra e Julia Menezes

18.01.13

Botafoguense de sete costados, o cronista e poeta Paulo Mendes Campos, se vivo fosse, não deixaria passar em branco a data que assinala os 30 anos da morte de Garrincha: 20 de janeiro deste 2013. Autor de pelo menos três crônicas memoráveis sobre o jogador, Paulo não só se referiu a Garrincha em muitos outros textos, como ainda se aventurou a fazer um desenho do ponta-direita do Botafogo.

As belas metáforas de Lêdo Ivo

Equipe IMS

26.12.12

Lêdo Ivo, morto no último dia 23 aos 88 anos, não se rendeu à rigidez formal da Geração de 45 e construiu uma linguagem poética própria, além de atuar em prosa, ensaios e no jornalismo. De seu acervo, que está sob a guarda do IMS, nasceu E agora adeus (2007), livro de correspondências como a enviada por Erico Verissimo que republicamos juntamente com um resumo da carreira do escritor.

O Otto criado por Nelson Rodrigues

Cecília Himmelseher

20.12.12

A relação entre Nelson, cujo centenário se completou em 2012, e Otto Lara Resende, que teria feito 90 anos, sofreu abalos com a mania do dramaturgo de incluir o jornalista em suas criações, pondo seu nome até no título de uma de suas peças. Mas a admiração mútua e a amizade nunca foram destruídas.

Obras de Niemeyer pelo olhar de Marcel Gautherot

Equipe IMS

06.12.12

O fotógrafo francês Marcel Gautherot registrou, durante sua carreira, construções icônicas de Oscar Niemeyer (1907 - 2012). Um dos principais retratistas de Brasília, Gautherot fotografou a cidade entre 1958 e meados da década de 60. As imagens estão compiladas nos livros Brasília e As construções de Brasília. Veja algumas das fotografias de obras de Niemeyer por Gautherot, não apenas em Brasília, mas também em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

Quem te viu, que te vê!

Elvia Bezerra

28.11.12

Terá o pesquisador ideia do caminho feito por uma simples folha de papel e de como foi preservada para chegar até suas mãos? Quando se trata da certidão de nascimento da escritora Elisa Lispector, já se sabe, de saída, que o documento cruzou o Atlântico, provavelmente na mala de Pinkhouss ou Mánia Lispector, os pais de Elisa, Tania e Clarice Lispector que, em 1922, desembarcaram em Maceió, fugindo da guerra civil na Rússia.

Otto Lara Resende e o exercício de reescrever

Cecília Himmelseher

08.10.12

O perfeccionismo de Otto Lara Resende fica evidente por meio das marcas deixadas por ele nos documentos e livros de seu acervo, guardado pelo Instituto Moreira Salles desde 1996. Com desmedida devoção aos detalhes de seu próprio trabalho, o escritor e jornalista não se contentava apenas com as alterações nos manuscritos. Riscava e reescrevia também trechos em suas obras já impressas.