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Somos todos críticos
Paulo Raviere
27.02.18
Por mais desagradável que seja, o feedback é inevitável: do filé improvisado à piada de boteco, tudo recebe um parecer. Mas muito pior que uma crítica negativa é a sua falta. Nenhuma ofensa é tão corrosiva quanto a indiferença e o esquecimento.
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Algo tão irrelevante quanto a realidade
Camila von Holdefer
15.02.17
As boas intenções, como prova o exemplo de Florence Foster Jenkins, não servem como fator atenuante no caso de um resultado desastroso. Entre a concepção e a realização, e não apenas na criação artística, há um longo caminho a ser percorrido. Com a valorização do discurso fácil que procura recompensar aqueles que, a despeito das dificuldades e das limitações, resolvem perseguir seus sonhos, como se a capacidade de idealização devesse se sobrepor à capacidade de realização, a guinada à brandura é previsível. A condescendência na crítica, porém, não vai nos levar muito longe.
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Barbara Heliodora, 90 anos
Luiz Fernando Vianna
28.08.13
A critíca teatral do Globo desperta tantas paixões, sobretudo contra ela mesma, que parece precisar ser defendida - ou desmedidamente exaltada pelos que gostam dela. Continua sendo assim agora, aos 90 anos que completa neste 29 de agosto. O peso de sua opinião é inversamente proporcional à popularidade que desfruta na chamada classe teatral. Mas muito da raiva que vaza para os seus textos é legítima. Ela não faz isso por não gostar de teatro, e sim por gostar muito de teatro.
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Política, inteligência e violência
Equipe IMS
07.02.13
A crítica de teatro Barbara Heliodora e o jornalista Otavio Frias Filho, diretor de redação da Folha de S. Paulo, realizaram no IMS-RJ um debate em torno de César deve morrer, filme baseado na peça Júlio César, de Shakespeare, feito pelos irmãos Taviani com presidiários italianos. Estetização da violência, Quentin Tarantino e como o dramaturgo inglês driblava a censura para falar de política foram temas da conversa.