Madalena se foi antes do tempo

Fotografia

25.05.12

Vi a capa do livro de Madalena na vitri­ne da Livraria Cultura, mas a livra­ria esta­va fecha­da, o pes­so­al dor­me cedo.

Sempre tive pai­xão pelas ima­gens des­ta mulher, que mere­ce uma bio­gra­fia…

Por meio de seus retra­tos ilu­mi­nou uma épo­ca.

Tenho um orgu­lho imen­so de ter sido um dos pri­mei­ros a dar tra­ba­lho para ela na impren­sa.

Uma ale­gria em ter sido dos pri­mei­ros a ver suas fotos.

Ela pare­cia humil­de, paca­ta, fecha­da, para den­tro.

Tudo para escon­der o vul­cão que explo­dia nas fotos.

Ele ama­va cada foto­gra­fa­do…

Admirava-os.

Condição pri­mei­ra para cap­tar a essên­cia da pes­soa.

Aquela mulher peque­na, cur­va­da, que fazia tudo para desa­pa­re­cer, foi uma das gran­des mulhe­res de seu tem­po.

Querendo sumir, apa­re­cia.

Quando tra­zia uma foto a um edi­tor ela sabia que esta­va entre­gan­do alguns dos mai­o­res por­traits que o Brasil tem de seus artis­tas, inte­lec­tu­ais, polí­ti­cos, ou homens comuns.

Madalena se foi antes do tem­po.

Se bem que eu nao sei o que que­ro dizer com isso.

Apenas que se ela esti­ves­se por aqui, eu ado­ra­ria vol­tar a edi­tar revis­ta para tra­ba­lhar com ela.

* Na ima­gem que ilus­tra o post: a fotó­gra­fa Madalena Schwartz (por Conceição Almeida).

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