Equipe IMS

O mundo como teatro

José Geraldo Couto

10.02.17

Toni Erdmann, da alemã Maren Ade, que concorre ao Oscar de filme estrangeiro depois de ter conquistado uma porção de prêmios em festivais como Cannes, San Sebastián e Toronto, pode ser descrito como uma comédia amarga sobre o nosso tempo. Mas, como veremos, é muito mais do que isso. Ainda estamos em fevereiro, mas já se pode dizer sem medo que é um dos grandes filmes do ano.

Distopia da distopia

Bernardo Carvalho

20.07.16

"É irônico que as ficções científicas fiquem tão datadas, por mais proféticas que sejam. Todo filme de ficção científica está de certa forma condenado a uma representação paroxística do seu tempo, ou seja, a fazer uma estilização do passado que só o espectador do futuro será capaz de ver", diz Bernardo Carvalho. "Fassbinder parecia ter consciência dessa sina e jogar com ela ao conceber um futuro deliberadamente retrô e ultrapassado para caracterizar o mundo virtual criado pela grande corporação em O mundo por um fio. É um mundo povoado por "unidades identitárias", homens e mulheres aos quais não ocorre que sejam meras criações de computador."

Schroeter: cinema e paixão

José Carlos Avellar

07.08.13

"Werner Schroeter foi um diretor que fez cinema movido pela paixão". José Carlos Avellar apresenta a trajetória do realizador alemão, que terá 16 filmes exibidos na mostra Entre a Avant-Garde e o Cinema de Arte, em cartaz no Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro de 9 a 22 de agosto.