Daniel Galera

Onde vivem os Dinobots

Daniel Galera

13.09.17

Para além do apelo comercial e atrativos estéticos, talvez os robôs-dinossauro do game Horizon: Zero Dawn e do filme Transformers: A era da extinção indiquem um conjunto de ansiedades contemporâneas.

Emoção no streaming

Daniel Galera

07.02.17

Vídeos caseiros na internet às vezes encontram um destinatário que se emociona. Daniel Galera (foto) investiga esses "singelos gestos de comunicação que não interessam à semiotização capitalista".

Teu protagonista não convence: refaça

Daniel Galera

13.04.11

É por isso que eu amo os editores, porque eles sabem disso, mesmo que não tenham a ambição de serem autores. Eles entendem o processo, suspeito que podem até mesmo sentir o processo e se colocar no lugar do autor em muitos casos, mas estão, grosso modo, livres da vaidade, do desespero, do narcisismo, da segurança, da insegurança, da convicção, da ansiedade, da teimosia, da cegueira, da euforia, da arrogância, da humildade, do medo, da pretensão, para não dizer da eventual megalomania, bloqueio criativo, terror, paranoia, delírio e por vezes loucura do autor.

Cachorrão brabo

Daniel Galera

01.04.11

Eu ainda nem tinha lido a história e já estava hipnotizado por aquele arranjo: o borrão carrancudo, os cinco anos da menina, o título curiosamente adulto contendo "Amor" e a instrução "você verá uma figura que nunca pensou em desenhar, depois invente uma história" que parecia suplantar qualquer outra definição do impulso ficcional.

Universo paralelo

Daniel Galera

25.03.11

Tenho saudade de tocar em banda. Pena que tu não chegou a ver a Blanched, da qual fui baixista e guitarrista por uns anos, tocar ao vivo. Pós-rock majoritariamente instrumental. A gente fazia uns poucos shows em Porto Alegre, São Leopoldo e Novo Hamburgo, mas tinha um grupo fiel de fãs que sempre aparecia e era uma barulheira infernal.

Fernanda merece desculpas

Daniel Galera

18.03.11

Certa noite, depois de algumas horas de jogo, saí para pegar uma Coca Light na cozinha e a Fernanda Lima estava na sala. Era amiga da minha companheirinha na época (o diminutivo não pretende diminuir, a gente se chamava assim durante um período, eu era naturalmente o companheirinho, enfim, essas coisas não se explicam). Dei um Oi, sentei para praticar o chamado convívio social lhano e urbano, mas em minutos pedi licença e me tranquei no escritório de novo. Beyond Good and Evil não podia esperar. Talvez eu deva desculpas à Fernanda, foi meio falta de educação.

Lost in translation

Daniel Galera

11.03.11

Talvez essa cena tenha me influenciado na decisão de traduzir o Suttree do Cormac McCarthy no período que morei em Garopaba. Eu tinha lido o livro meses antes em São Paulo e ele tinha basicamente terraplanado a minha vida.

Mad Max, Duro de Matar e outros filmaços

Daniel Galera

04.03.11

Não se fazem mais filmes de ação como antigamente, hein. Acho que a última coisa válida mesmo foi a trilogia do Senhor dos Anéis, e Matrix, claro, cujas enxurradas de clones formam, junto com os filmes de super-heróis de quadrinhos, os três braços do grande rio dos filmes de ação medíocres e sem alma da última década.

Minúsculas imitações da morte

Daniel Galera

25.02.11

Desde a adolescência, minha relação com exercícios é de certa forma análoga à minha relação com os livros ou com o intelecto em geral: há um aprendizado infinito no enfrentamento de cada um desses mundos e, embora sejam diferentes a ponto de parecerem contraditórios para muita gente, eles são na verdade manifestações complementares, e igualmente importantes, do nosso organismo. Nunca achei que a mente - ou a alma - habitasse o corpo. Mente e corpo são a mesma coisa, e a sensação de que uma habita o outro é apenas uma piada não-intencional da consciência.

O mundo que se adapte

Daniel Galera

18.02.11

Como estou meio duro e cheio de trabalho, achei que não conseguiria pisar na praia esse verão, mas minha amigona Gaby me convidou pra passar uns dias com ela e a família numa casa que alugaram aqui na Pinheira e ontem fui obrigado e levantar da frente do computador balbuciando "o mundo que se adapte", enfiar umas roupas na mochila e partir.