Victor Heringer

A ruína da mente adolescente

Victor Heringer

22.05.17

Se nos fosse dado escolher um autor como farol da imaturidade, um olho mal-humorado fixo nesta terra de memes e videoclipes tumultuados por bundas e carros possantes, Witold Gombrowicz seria o mais apropriado. Sua ficção lida como nenhuma outra com a transição entre a criança e o adulto, e com as cicatrizes que ela pode deixar no corpo envelhecido. O último filme de Andrzej Żuławski foi uma adaptação de Cosmos, romance de 1965, o último que Gombrowicz escreveu. Żuławski lançou o filme em 2015 e morreu em 2016; Gombrowicz, em 1969. Poderíamos tentar ler um significado nessa coincidência de fins de linha, mas é melhor não.

Os tais caquinhos

Natércia Pontes

28.11.16

Na estreia de Em processo, nova seção do Blog do IMS, Natércia Pontes apresenta um trecho de Os tais caquinhos, um romance de formação (ou quase). É a história de Abigail e Berta, duas irmãs recém-ingressas na adolescência, que vivem em um apartamento imundo de classe média com Lúcio, o pai acumulador. A narrativa se desenrola numa cidade litorânea do nordeste brasileiro, em meados dos anos 1990.

De menor e a fábula de João e Maria

José Geraldo Couto

05.09.14

Há em De menor um frescor que vem de várias fontes. A mais evidente é o tema atualíssimo do calvário vicioso dos adolescentes infratores, mas há outras: a juventude do elenco principal e da própria diretora Caru Alves de Souza, as locações pouco usuais em Santos e uma elaboração audiovisual híbrida, na fronteira entre o documentário e a ficção.

Esboço da artista enquanto musa da Geração Y

Daniel Pellizzari

25.08.13

Daniel Pellizzari traça um perfil de Sasha Grey, atriz, fotógrafa e escritora que surgiu como estrela pornô e veio ao Brasil para lançar seu primeiro livro, o romance erótico Juliette Society.

Pingue-pongue predial

André Conti

01.03.11

O grande barato do ving tsun está na economia de movimentos. Tudo precisa ser realizado no menor espaço possível, ocupando as brechas entre você e o oponente de maneira rápida e eficaz. A expressão máxima disso é o Soco de Uma Polegada do Bruce Lee, um "golpe de marketing" para encher academia, mas que não deixa de ser impressionante.

Nonada

André Conti

23.02.11

Mas eu gosto de nadar, sim. O que não suporto é o exercício por obrigação, a fadiga, superar limites, essas porras. Acho uma grande papagaiada, mas tudo bem. Entendo, admiro e respeito quem curte, de verdade, mas o esporte profissional é um mistério pra mim. Não consigo imaginar que alguém passe a vida acordando cedo e sofrendo o dia todo para chegar antes que outra pessoa numa corrida, ou marcar mais "cestas", ou sei lá o quê. Todavia, imagino que esportistas devem sacanear quem joga boxe no videogame, então estamos quites.