Camila von Holdefer

Contar uma boa história

Camila von Holdefer

29.05.17

Nada no clamor para que autores voltem a “contar uma boa história” faz sentido. Mesmo a literatura comercial, ainda que sem qualquer engenho e de forma torta e tênue, diz algo sobre si mesma. Quando autores dispostos a experimentar com a literatura de gênero deslocam o foco da resolução para a investigação, não raro o resultado é instigante.  Quase todas as experiências revelam a relação complexa, mas estreita, entre investigação e signos, linguagem, literatura.

Atados por cartas

Laura Erber

28.09.16

Durante anos, Baudelaire e sua mãe mantiveram intenso contato através de cartas. Boa parte dessa correspondência testemunha a urgência do poeta em vê-la e ao mesmo tempo a impossibilidade de visitá-la. Problemas de saúde, problemas de dinheiro. Se toda carta de amor é ridícula e se toda carta é sempre, em alguma medida, uma carta de amor, o afeto epistolar entre ambos é testemunha de um drama amoroso dos mais fascinantes.

Romance de desformação

Carla Rodrigues

06.08.14

O que amar quer dizer, primeiro romance do francês Mathieu Lindon a ser publicado no Brasil, narra a amizade do autor com o filósofo Michel Foucault em um relato pautado por uma série de transgressões. Na opinião de Carla Rodrigues, Lindon joga com a forma do romance de formação para refletir sobre uma mudança de paradigma no mundo: antes e depois do maio de 68.

Histórias sem fim

Daniel Pellizzari

24.03.14

"Satisfeito com o livro, resolvi que o verdadeiro teste da eficácia de Cantiga só poderia ser realizado por leitores infantis". Com ajuda dos filhos, Daniel Pellizzari comenta o livro infantil Cantiga, do francês Blexbolex.

A tradução do indizível

Cecília Himmelseher

15.10.11

Diferentemente da edição brasileira, Près du coeur sauvage recebeu prefácio, escrito pelo jornalista mineiro Paulo Mendes Campos. Para introduzir a obra, o escritor reutilizou seu texto publicado no Diário Carioca, em 1950, primeiro perfil mais detalhado de Clarice a aparecer na imprensa. Conta o prefaciador que o título do livro foi inspirado numa frase de James Joyce, usada como epígrafe da obra: "Ele estava só. Estava abandonado, feliz, perto do selvagem coração da vida".