Crônica da demolição
Eduardo Ades
10.05.17
A história do Palácio Monroe é relativamente conhecida por todos que se interessam pela história do Rio de Janeiro ou por arquitetura. Eu me lembro de, criança, minha mãe me apontar a praça vazia e contar que ali existia um palácio. Acontece que, tanto para mim, como para a maioria das pessoas que conhece o caso, o Palácio Monroe faz parte das mitologias da cidade. A gente sabe que existiu esse prédio e que nenhuma explicação satisfatória foi dada para a sua demolição - e seguimos assim.
Nada é simples
Carla Rodrigues
13.07.16
Carla Rodrigues, sobre o Rio de Janeiro: "Basta olhar para a vizinha São Paulo para perceber o quão longe estamos da categoria metrópole. Temos os problemas urbanos de metrópole, é verdade, mas estamos muito longe de ter esboço de soluções. Aqui, historicamente a categoria cidade se sobrepõe à restritiva – cultural e socialmente – categoria Zona Sul, um pequeno e disputado pedaço de terra onde a concentração de bens e serviços faz supor que somos mais um balneário do que de fato uma metrópole."
Rio real e imaginário
Equipe IMS
30.05.16
O Rio de Janeiro é a estrela de imagináRio, um projeto da Rice University, no Texas (EUA): um atlas interativo que apresenta a evolução da cidade ao longo de toda a sua história, de 1500 a 2016. Representações do espaço urbano por artistas e arquitetos, mapas históricos e uma rica iconografia reunida a partir de diversas fontes trabalham juntos para mostrar em detalhes como a capital fluminense se tornou uma das cidades mais complexas do planeta.
A estranha vida das cidades
Thyago Nogueira
23.09.14
Não há dúvida de que parte da frustração e do fascínio que São Paulo continua a exercer sobre seus habitantes vem da dificuldade em domesticar inteiramente o espaço urbano. As fotografias em preto e branco de Mauro Restiffe, expostas no IMS-RJ até domingo (28), são um bom exemplo de como a arte pode refletir sobre as cidades.
Pós-2014: a arquitetura das novas arenas
Rafael Urano Frajndlich
17.06.13
Os estádios da Copa de 2014 foram construídos tendo como pano de fundo a notória dicotomia brasileira entre espontaneidade idílica e rigidez progressista. Para o arquiteto Rafael Urano Frajndlich, no entanto, a arquitetura das arenas traz outras questões à tona.