Casa do IMS na Flip: programação

IMS na FLIP

27.06.13

IMS  na Flip

A Casa do IMS (Rua do Comércio, 13 — Centro Histórico, Paraty) abri­ga­rá a pro­gra­ma­ção espe­ci­al do Instituto Moreira Salles para a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Dentre as atra­ções estão uma expo­si­ção foto­grá­fi­ca, lan­ça­men­tos de DVDs e da revis­ta ser­ro­te, con­ver­sas com auto­res e apre­sen­ta­ções musi­cais. A Casa do IMS esta­rá aber­ta de quin­ta a sába­do, das 10h às 22h, e no domin­go das 10h às 16h. Conheça a pro­gra­ma­ção:

Casa do IMS na Flip 2012 (Mariana Newlands)

Casa do IMS na Flip 2012 (Mariana Newlands)

Zingg! O olhar musi­cal de David Drew Zingg

de quin­ta a sába­do, das 10h às 22h, e no domin­go das 10h às 16h

Chico Buarque de Hollanda, c. 1966 (David Drew Zingg/Acervo IMS)

Chico Buarque de Hollanda, c. 1966 (David Drew Zingg/Acervo IMS)

Com cura­do­ria de Paulo Roberto Pires, a expo­si­ção é um recor­te do acer­vo com mais de 150 mil ima­gens recém che­ga­do ao Instituto Moreira Salles. Serão exi­bi­dos 22 retra­tos de can­to­res e com­po­si­to­res bra­si­lei­ros, den­tre eles Pixinguinha, Ataulfo Alves, Dorival Caymmi, Vinicius de Moraes, Cartola e Jamelão. “São fotos que ocu­pam lugar de des­ta­que no acer­vo, sobre­tu­do pelo que tra­zem de novi­da­de à ico­no­gra­fia con­sa­gra­da da músi­ca bra­si­lei­ra”, expli­ca o cura­dor.

David Drew Zingg (1923–2000) já era um fotó­gra­fo con­cei­tu­a­do nos EUA — tra­ba­lhou para as revis­tas Look, Esquire e Vogue — quan­do desem­bar­cou no Rio de Janeiro a tra­ba­lho, em 1959, e pou­co tem­po depois mudou defi­ni­ti­va­men­te para o país. Por aqui, regis­trou momen­tos fun­da­men­tais da bos­sa nova, como a estreia do show O encon­tro, que em 1962 reu­niu no Rio de Janeiro Tom Jobim, Vinicius de Moraes, João Gilberto e Os Cariocas.

Bobby Short e Tom Jobim, c. 1982 (David Drew Zingg/Acervo IMS)

Bobby Short e Tom Jobim, c. 1982 (David Drew Zingg/Acervo IMS)

DVDs Graciliano Ramos

quin­ta, às 20h30

Carlos Vereza em <em>Memórias do cárcere</em> (1983)

Carlos Vereza em Memórias do cárcere (1983)

Serão lan­ça­dos três novos títu­los da cole­ção de DVDs do IMS, com fil­mes base­a­dos em obras de Graciliano Ramos, autor home­na­ge­a­do da Flip 2013: Vidas secas (1963) e Memórias do cár­ce­re (1984), de Nelson Pereira dos Santos, e São Bernardo (1972), de Leon Hirszman. Os fil­mes pode­rão ser adqui­ri­dos sepa­ra­da­men­te ou em con­jun­to, num box.

Vidas secas é um retra­to pun­gen­te da rea­li­da­de de uma famí­lia de reti­ran­tes que atra­ves­sa o ser­tão na ten­ta­ti­va de esca­par da seca.  Já Memórias do cár­ce­re se baseia na expe­ri­ên­cia de Graciliano Ramos como pre­so polí­ti­co, após ser deti­do por sus­pei­tas de par­ti­ci­pa­ção na opo­si­ção esquer­dis­ta ao regi­me de Getúlio Vargas. Em São Bernardo, que se pro­põe como rela­to de um lei­tor do roman­ce de Graciliano, a his­tó­ria da ascen­são do ator­men­ta­do fazen­dei­ro Paulo Honório é con­ta­da atra­vés de pla­nos de lon­ga dura­ção.

http://www.youtube.com/watch?v=Q-WMDxK0eGU

ser­ro­te

de quin­ta a domin­go

serrote #14/½

serrote #14/½

Estarão dis­po­ní­veis na Casa do IMS o núme­ro 14 da revis­ta qua­dri­mes­tral do Instituto Moreira Salles dedi­ca­da ao ensaio, além de sua edi­ção espe­ci­al para a Flip, a ser­ro­te #14/½, que tem dis­tri­bui­ção gra­tui­ta.

Batuta na Flip

de quin­ta a sába­do

Autores: Batuta na Flip

A Rádio Batuta, rádio web do IMS, orga­ni­za­rá encon­tros aber­tos ao públi­co com auto­res par­ti­ci­pan­tes da Flip falan­do sobre livros ou auto­res que mar­ca­ram suas vidas, den­tro do con­cei­to de “bibli­o­te­ca pes­so­al”. Todas as con­ver­sas serão gra­va­das e dis­po­ni­bi­li­za­das no mes­mo dia no site da Batuta.

Na quin­ta, às 17h, Bráulio Tavares fala­rá sobre José Agrippino de Paulo, e às 18h A linha de som­bra, de Joseph Conrad, será comen­ta­do por Milton Hatoum.

Na sex­ta-fei­ra os encon­tros come­çam às 16h com Paulo Scott falan­do sobre A náu­sea, de Jean-Paul Sartre, segui­do às 17h por uma con­ver­sa com Lila Azam Zanganeh sobre Ada ou Ardor, de Vladimir Nabokov. Fechando as con­ver­sas do dia, Adriana Calcanhotto fala sobre Mario Quintana às 18h.

Daniel Galera abre o sába­do com um depoi­men­to sobre A tra­ves­sia, de Cormac McCarthy, às 16h. Às 17h, per­so­na­gens de Zuca Sardan, como o Conde Lotrak, o Cuco sem Penas e o Fauno Furnel, den­tre outros, são o tema da con­ver­sa com Zuca Sardan e Chico Alvin. Nelson Pereira dos Santos encer­ra os encon­tros às 18h falan­do sobre a cade­la Baleia de Vidas secas, livro de Graciliano Ramos.

No site da Batuta tam­bém será publi­ca­do o áudio da Oficina Literária Flip/serrote, que acon­te­ce em Paraty entre os dias 4 e 6 de julho (fecha­da para alu­nos já ins­cri­tos). A ofi­ci­na, cujo tema é ensaio, terá aulas com o edi­tor da revis­ta ser­ro­te, Paulo Roberto Pires, e par­ti­ci­pa­ção dos ensaís­tas Francisco Bosco e Geoff Dyer.

Portela e seu pas­sa­do de gló­ria

de quin­ta a sába­do, às 20h30

A Velha Guarda da Portela em 1975 no programa Ensaio, da TV Cultura (Iolanda Huzak)

A Velha Guarda da Portela em 1975 no programa Ensaio, da TV Cultura (Iolanda Huzak)

Em 2011 e 2012, os shows da Casa do IMS foram de cho­ro e for­ró, res­pec­ti­va­men­te. Este ano será de sam­ba, mais pre­ci­sa­men­te de sam­bas de com­po­si­to­res da Portela. Os músi­cos Paulão 7 Cordas (vio­lão e voz), Alessandro Cardoso (cava­qui­nho) e Rodrigo de Jesus (per­cus­são) inter­pre­ta­rão suces­sos como Quantas lágri­mas (Manacéa), Madrugada (Zé Keti), Desengano (Aniceto da Portela) e A mal­da­de não tem fim (Armando Santos). De sam­bas-enre­do deve entrar Teste ao sam­ba, fei­to por Paulo da Portela para o car­na­val de 1939 e apon­ta­do como um dos pri­mei­ros sam­bas com­pos­tos com tema a ser segui­do por uma esco­la duran­te o des­fi­le.

Alguns dos sam­bas cita­dos inte­gra­ram o reper­tó­rio de Portela pas­sa­do de gló­ria, o dis­co de 1970 com pro­du­ção de Paulinho da Viola, que deu a par­ti­da na his­tó­ria da Velha Guarda da Portela como um con­jun­to. Os três shows na Casa do IMS, de quin­ta a sába­do, sem­pre a par­tir das 20h, têm como títu­lo, exa­ta­men­te, Portela e seu pas­sa­do de gló­ria, alu­são à com­po­si­ção de Monarco que deu títu­lo ao dis­co.

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