Guilherme Freitas
O poeta chileno Nicanor Parra (1914-2018)

Poesia para bagunçar a cabeça

Guilherme Freitas

24.01.18

Poeta formado em matemática, cosmopolita radicado num vilarejo chileno, pensador anárquico que repudiava toda ideologia (inclusive o anarquismo), Nicanor Parra causava um misto de espanto e admiração a quem quer que tentasse decifrá-lo. Sua morte no último dia 23, com assombrosos 103 anos, encerra a aventura singular do inventor da “antipoesia”, menos um gênero literário do que uma postura de independência radical perante a literatura e a vida.

Cony por inteiro

Guilherme Freitas

06.01.18

Em 25 de outubro de 2001, Carlos Heitor Cony recebeu uma equipe do IMS para uma longa entrevista. A conversa foi publicada na edição dos Cadernos de Literatura Brasileira dedicada ao autor, lançada no fim daquele ano. Em homenagem a Cony, morto no dia 5 de janeiro de 2018, aos 91 anos, o IMS coloca à disposição dos leitores, em formato digital, a íntegra do caderno, que traz ainda estudos sobre sua obra, depoimentos de amigos e trechos de livros.

Sociedade: campo de batalha

Guilherme Freitas

18.04.17

A sobreposição da política por valores morais divide o Brasil em guerras culturais que põem em questão conceitos básicos como família, educação e direitos humanos. (Guilherme Freitas)

A arte de perguntar

Guilherme Freitas

21.03.17

Para Robert Silvers, morto na segunda aos 87 anos, a The New York Review of Books era uma extensão da própria casa. Para não deixar dúvidas, ele mantinha uma cama nos fundos do escritório.

serrote 25

Guilherme Freitas

15.03.17

Neste março as livrarias recebem a nova edição da revista de ensaios do IMS. Dentre os destaques, ensaios de George Steiner, Megan Marshall, Guilherme Freitas, João Bandeira e outros.

Leonard Cohen em estado de graça

Guilherme Freitas

11.11.16

Antes de se tornar o celebrado cantor de voz grave e rascante,  o canadense Leonard Cohen, morto esta semana aos 82 anos, foi um jovem escritor festejado pela crítica e ignorado pelo público. Sem dinheiro, aprendeu a tocar violão para tentar se sustentar e lançou seu primeiro disco, Songs of Leonard Cohen, em dezembro de 1967. Nesse momento de transição em sua carreira, Cohen foi retratado pelo fotógrafo Otto Stupakoff para a revista americana Harper’s Bazaar.

Sou um poeta e sei disso’

Guilherme Freitas

13.10.16

Nos últimos anos, quando o nome de Bob Dylan era cotado para o Nobel de Literatura, sempre havia quem protestasse contra a possibilidade de o maior prêmio literário do mundo ser concedido a um compositor. Nesta quinta, a Academia Sueca enfim o reconheceu como criador de “novas expressões poéticas dentro da grande tradição da canção americana”, encerrando uma polêmica que, a rigor, nunca fez sentido. Afinal de contas, Dylan foi aceito como poeta desde o início de sua carreira musical por ninguém menos que Allen Ginsberg.