José Geraldo Couto

Os sonhos geométricos de Antonioni

José Geraldo Couto

20.04.17

Quando se fala em modos de apreensão do espaço-tempo diferentes daquele do cinema narrativo clássico, herdeiro do romance realista do século XIX, um nome que sempre vem à tona é o de Michelangelo Antonioni, um dos expoentes do cinema moderno. A boa notícia é que o Centro Cultural Banco do Brasil apresenta a partir do próximo dia 26 em São Paulo e no Rio uma retrospectiva completa da obra do diretor italiano. No mês que vem a mostra chega também a Brasília.

Tonacci, cinema dos grandes

José Geraldo Couto

23.12.16

Hoje é preciso falar de Andrea Tonacci (1944-2016), o imenso cineasta que acaba de nos deixar. Num ano de graves perdas para o cinema brasileiro, esta foi uma das mais cruéis, pois Tonacci vivia uma fase de grande energia e criatividade, com vários projetos em mente ou em andamento. Muito querido por seus amigos, colegas e colaboradores (melhor seria dizer que todos os seus colegas e colaboradores tornavam-se instantaneamente seus amigos), o cineasta viu crescer nas últimas décadas uma legião de jovens admiradores, estimulados por seu trabalho, suas ideias e seu afeto.

Como mergulhar em Blow-up

José Geraldo Couto

09.12.16

Há duas maneiras, não necessariamente excludentes, de ver Blow-up (1966), a obra-prima de Michelangelo Antonioni que volta em cópia restaurada aos cinemas brasileiros no ano em que completa meio século de idade. A primeira abordagem atentaria para aquilo que, no filme, serve como retrato de sua época. Visto assim, seria apenas um documento histórico, uma encantadora peça de museu. Mas há um modo mais produtivo de mergulhar nesse filme imenso e buscar as razões de sua persistente vitalidade.

Mamma Roma: seis notas

José Carlos Avellar

29.10.15

Seis notas soltas para aumentar a vontade de ver Mamma Roma (1962), segundo longa-metragem de Pier Paolo Pasolini, em cartaz no cinema do IMS do Rio de Janeiro até 11 de novembro. Nas palavras do diretor: “Campo e contracampo. Nenhum plano-sequência, poucas panorâmicas”.

Esquecer para lembrar – por José Carlos Avellar

José Carlos Avellar

06.09.13

José Carlos Avellar apresenta A árvore dos tamancos (1978), do italiano Ermanno Olmi, "diretor que procura esquecer tudo o que sabe para reaprender a ver o mundo a partir do gesto do dia a dia das pessoas comuns". O filme é uma das três atrações do especial Ermanno Olmi, em cartaz no IMS-RJ neste domingo, 8 de setembro.

Conferência de Sam Stourdzé, curador da mostra Tutto Fellini

Equipe IMS

03.05.12

Sam Stourdzé, diretor do Museé de l'Elyseé, em Lausanne, na Suíça, e curador da exposição Tutto Fellini, deu uma conferência no mês de abril no IMS-RJ. Na palestra Fellini ou a fábrica de imagens, Stourdzé discutiu o processo de criação felliniano e como ele foi abordado para montar a exposição que está em cartaz no IMS-RJ até o dia 24 de junho. O Blog do IMS disponibiliza na íntegra o vídeo da conferência (em francês).

Fellini na veia

José Geraldo Couto

19.03.12

Como todo grande artista, Fellini supera dicotomias que pareceriam inconciliáveis: o provinciano e o universal, a tradição e a vanguarda, o sagrado e o profano, a razão e a intuição, a nostalgia do que já foi e o sonho do que ainda não é. Seu cinema é, paradoxalmente, multifacetado e sempre o mesmo.