Caro amigo

Cinema

18.03.16

Manifestações de pesar pela mor­te de José Carlos Avellar:

 

Grande crí­ti­co de cine­ma, meu com­pa­nhei­ro em mui­tas jor­na­das. Amigão. Cara uni­di­men­si­o­nal no bom sen­ti­do. Só tinha um lado: o lado bom. Tínhamos gos­tos cine­ma­to­grá­fi­cos bem dife­ren­tes, mas na essên­cia éra­mos almas irmãs. A cine­fi­lia cari­o­ca dos últi­mos 60 anos deve mui­to a 5 pes­so­as: Moniz Vianna, Ely Azeredo, Alberto Shatovski, Cosme Alves Netto e Avellar.” Sérgio Augusto, jor­na­lis­ta (pelo Twitter)

 

Avellar foi um gran­de crí­ti­co, um embai­xa­dor incan­sá­vel do cine­ma bra­si­lei­ro jun­to aos orga­ni­za­do­res dos fes­ti­vais inter­na­ci­o­nais e um cola­bo­ra­dor pre­ci­o­so do IMS. Mas para mim, ele será sem­pre a pes­soa que, à fren­te da Rio Filme, deu a Coutinho a opor­tu­ni­da­de de reto­mar a car­rei­ra. Sem Avellar não tería­mos Santo Forte e, sem Santo Forte, Coutinho não teria rea­li­za­do todos os fil­mes da segun­da fase da vida dele. O que sig­ni­fi­ca dizer que Avellar é res­pon­sá­vel dire­to por uma das obras mais lumi­no­sas do cine­ma bra­si­lei­ro. Para quem dedi­cou a vida a aju­dar o nos­so cine­ma, é difí­cil pen­sar num lega­do mais pre­ci­o­so.” João Moreira Salles, docu­men­ta­ris­ta

 

Se hou­ve alguém que pen­sou o cine­ma em pro­fun­di­da­de e com­par­ti­lhou gene­ro­sa­men­te suas des­co­ber­tas e intui­ções com o mai­or núme­ro pos­sí­vel de pes­so­as, esse alguém foi José Carlos Avellar, que mor­reu nes­ta sex­ta-fei­ra (18/3), aos 79 anos. Como crí­ti­co, pro­fes­sor, ges­tor cul­tu­ral (na Embrafilme, na Riofilme e, nos últi­mos tem­pos, no Instituto Moreira Salles), autor de livros fun­da­men­tais de cine­ma, men­tor de gera­ções de jor­na­lis­tas, estu­dan­tes e crí­ti­cos da área, Avellar con­tri­buiu como pou­cos para ampli­ar e apro­fun­dar nos­sa cul­tu­ra cine­ma­to­grá­fi­ca. Não há pala­vras para des­cre­ver o que sua per­da sig­ni­fi­ca para a cul­tu­ra des­te país.” José Geraldo Couto, crí­ti­co e cola­bo­ra­dor do Blog do IMS

 

Quando hoje pela manhã colo­quei na lis­ta de cine­as­tas a notí­cia de que Avellar tinha par­ti­do come­ça­ram a che­gar as mani­fes­ta­ções. Eram tan­tas as men­sa­gens de cari­nho, de admi­ra­ção, que me dei­xou emo­ci­o­na­da. Sabemos da impor­tân­cia dele como crí­ti­co, como ensaís­ta. São tan­tos os livros publi­ca­dos, onde para sem­pre esta­rá regis­tra­do sua pai­xão pelo cine­ma ao lado de um rigor teó­ri­co incrí­vel. Tão difí­cil reu­nir a razão e o cora­ção. E ele o fazia. Mas o que me dei­xou mais impres­si­o­na­da em todas as mani­fes­ta­ções é que para nós, cine­as­tas bra­si­lei­ros, o Avellar foi antes de tudo alguém que via nos­sos fil­mes com um olhar gene­ro­so, pro­cu­ran­do sem­pre o que de melhor nós podía­mos ofe­re­cer. Conheci Avellar no copy do JB no iní­cio dos anos 80. Nesses mais de 30 anos ele foi aque­le para quem mos­tra­va meus rotei­ros, meus fil­mes, meus pro­je­tos. E ele sem­pre tinha algu­ma suges­tão, algu­ma obser­va­ção tão ori­gi­nal que pare­ce impos­sí­vel fazer um novo fil­me e não poder ouvir sua opi­nião. Em um tem­po tão des­tru­ti­vo como o que esta­mos ven­do, par­tiu hoje alguém que exer­ceu a afa­bi­li­da­de, a gene­ro­si­da­de e que pro­cu­rou res­sal­tar o que de melhor nós, bra­si­lei­ros, temos. Ao nos­so ami­go. Muitas sau­da­des.” Lucia Murat, cine­as­ta

 

Avellar era um mes­tre, e não ape­nas no cine­ma que ele tan­to ama­va. Sua ação como crí­ti­co, pen­sa­dor e incen­ti­va­dor do cine­ma bra­si­lei­ro era sem­pre gene­ro­sa, inclu­den­te e extra­or­di­na­ri­a­men­te per­cep­ti­va. Era um homem de uma gran­de reti­dão moral e polí­ti­ca, que fará mui­ta fal­ta. Como ami­go e admi­ra­dor do Avellar, estou mui­to tris­te. O mun­do ficou menor hoje.” Walter Salles, cine­as­ta (em depoi­men­to ao Globo)

 

Avellar era para mim um mode­lo a seguir, uma pes­soa de cine­ma que ficou conhe­ci­do como crí­ti­co, mas que era um escri­tor apai­xo­na­do sobre fil­mes e sobre a his­tó­ria do cine­ma, com um olhar moder­no sem­pre, tão moder­no que eu nun­ca tinha me deti­do sobre sua ida­de, e foi hoje que eu des­co­bri que esta­va per­to dos 80. Curiosamente, as mai­o­res lem­bran­ças que tenho de Avellar são no Festival de Cannes, onde devo ter con­ver­sa­do ao lon­go de anos duran­te horas, sem­pre em filas, às vezes em almo­ços. E acom­pa­nha­va seus escri­tos, tan­to em arqui­vo como em tex­tos novos, via inter­net. Avellar foi tam­bém uma das pri­mei­ras pes­so­as fora do meu cir­cu­lo de cola­bo­ra­do­res que viu O som ao redor, e me deu uma com­pre­en­são mui­to pre­ci­sa do que ele acha­va que o fil­me era e de como seria rece­bi­do. Obrigado Avellar.” Kleber Mendonça Filho, crí­ti­co e cine­as­ta (dire­tor de O som ao redor)

 

Quando eu era jovem e tolo e enga­ti­nha­va como repór­ter e crí­ti­co de cine­ma do Jornal do Brasil, no come­ço dos anos 90, José Carlos Avellar foi um farol e um gran­de incen­ti­va­dor. Pessoa gene­ro­sís­si­ma, ado­ra­va con­ver­sar sobre  cine­ma e as coi­sas do mun­do, por­que o cine­ma era para ele par­te inse­pa­rá­vel do mun­do. Mais ou menos nes­sa mes­ma épo­ca, Avellar esta­va à fren­te da RioFilme, empres­tan­do sua sabe­do­ria e expe­ri­ên­cia para aju­dar a colo­car de pé o cine­ma bra­si­lei­ro, com­ba­li­do pela deca­dên­cia da Embrafilme e nocau­te­a­do por Fernando Collor de Mello. A atu­a­ção de Avellar foi fun­da­men­tal no pro­ces­so de recu­pe­ra­ção da auto esti­ma dos pro­fis­si­o­nais de cine­ma do país e na len­ta recon­quis­ta do públi­co. Seu res­pei­to e influên­cia foram fun­da­men­tais para repo­si­ci­o­nar a pro­du­ção bra­si­lei­ra no cená­rio inter­na­ci­o­nal. Avellar ama­va o cine­ma polí­ti­co e foi um homem de ação polí­ti­ca, de ação pre­ci­sa e efi­caz. Mas foi sobre­tu­do um crí­ti­co apai­xo­na­do, de um tex­to sin­gu­lar, que fazia o movi­men­to con­trá­rio da crí­ti­ca tra­di­ci­o­nal. Em seus tex­tos, Avellar não mer­gu­lha­va nos fil­nes, ele alça­va vôos ines­pe­ra­dos, poé­ti­cos, sur­pre­en­den­tes.” Pedro Butcher, crí­ti­co

 

José Carlos Avellar é um nome refe­ren­ci­al a mim des­de antes de eu pen­sar em tra­ba­lhar com crí­ti­ca de cine­ma. O olhar para a arte, a esté­ti­ca, o Brasil, a América Latina e sua arti­cu­la­ção de pala­vras e pen­sa­men­tos eram exem­pla­res do que eu acre­di­ta­va (e ain­da acre­di­to) na rela­ção do crí­ti­co com a obra. (…) Nunca fomos pró­xi­mos nem ami­gos, mas havia uma rara cor­di­a­li­da­de, res­pei­to e fino tra­to dele para com as gera­ções mais jovens que pou­cas vezes se sen­te de for­ma tão aten­ci­o­sa. Mesmo de gera­ções dis­tan­tes, ele se apro­xi­ma­va de toda e qual­quer gera­ção. Ler e ouvir Avellar, na pro­lí­fi­ca pro­du­ção tex­tu­al e em regis­tros de áudio e vídeo, con­ti­nu­a­rá sen­do um pra­zer e um eter­no apren­di­za­do. Sua obra e seu pen­sa­men­to per­ma­ne­ce­rão infi­ni­ta­men­te entre nós.” Marcelo Miranda, crí­ti­co e pes­qui­sa­dor

 

Um ver­da­dei­ro cava­lhei­ro de pri­mei­ra ordem. Um for­mi­dá­vel crí­ti­co, sem­pre enga­ja­do com a his­tó­ria, mas tam­bém com o novo: novos fil­mes, novos artis­tas, novas idei­as, nova tec­no­lo­gia e novas gera­ções. Que eu sai­ba, foi um dos pri­mei­ros crí­ti­cos que explo­rou na inter­net a crí­ti­ca na for­ma visu­al – ape­nas uma indi­ca­ção do quão pro­gres­sis­ta José era. Ele sem­pre tinha mui­to inte­res­se no que eu esta­va fazen­do, no que eu esta­va pen­san­do, e, embo­ra fos­se uma das prin­ci­pais cabe­ças da crí­ti­ca de cine­ma da América Latina, me tra­ta­va como um dos seus. Uma mara­vi­lho­sa luz ago­ra está extin­ta, mas o seu tra­ba­lho e seu lega­do con­ti­nu­am.” Robert Koehler, pro­gra­ma­dor de fes­ti­vais e crí­ti­co de cine­ma

 

Hoje par­tiu meu gran­de ami­go e men­tor José Carlos Avellar. Sou mui­to gra­ta pelo seu pro­fun­do cari­nho e gene­ro­si­da­de, pelas pala­vras sábi­as nos momen­tos de dúvi­da e angús­tia cri­a­ti­va, pelo estí­mu­lo cons­tan­te, por me aju­dar a des­co­brir meu cami­nho pelo cine­ma, por me ensi­nar tan­to sobre o Brasil. Sem Avellar, o expe­ri­men­to que se tor­nou o fil­me Juízo jamais teria sido pos­sí­vel. Um “homem de cine­ma em todos os momen­tos da vida”. Sentirei mui­tas sau­da­des.” Maria Augusta Ramos, docu­men­ta­ris­ta (dire­to­ra do fil­me Juízo)

 

É com pesar que rece­be­mos a notí­cia do fale­ci­men­to do crí­ti­co, cura­dor, fotó­gra­fo e mon­ta­dor José Carlos Avellar. Seu tra­ba­lho como pen­sa­dor e arti­cu­la­dor de cine­ma no Brasil e exte­ri­or é incon­tor­ná­vel, e entre 2009 e 2012 sua rela­ção com a Cinética foi dire­ta, via­bi­li­zan­do a rea­li­za­ção da ses­são Cinética, no Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro, onde ele era res­pon­sá­vel pela pro­gra­ma­ção geral do cine­ma. Por lá, fize­mos 28 ses­sões ao lon­go de dois anos e meio, exi­bin­do mais de 50 fil­mes, acom­pa­nha­dos de publi­ca­ções de tex­tos, deba­tes com crí­ti­cos da revis­ta e even­tu­ais con­vi­da­dos espe­ci­ais – como Eduardo Coutinho e o pró­prio Avellar. Trabalhar ao seu lado foi sem­pre um pra­zer.” Revista Cinética.

 

Acabo de saber, com imen­sa tris­te­za, do fale­ci­men­to de José Carlos Avellar. Impossível medir o tama­nho de sua impor­tân­cia para o cine­ma não só bra­si­lei­ro, mas lati­no-ame­ri­ca­no. Para mim, pes­so­al­men­te, é uma per­da imen­su­rá­vel. Seu A Ponte Clandestina – tal­vez o melhor livro bra­si­lei­ro sobre cine­ma já escri­to (infe­liz­men­te esgo­ta­do) – teve uma impor­tân­cia deci­si­va na minha for­ma­ção. Decisiva mes­mo, a pon­to de me fazer que­rer mer­gu­lhar na his­tó­ria do cine­ma lati­no-ame­ri­ca­no, algo que se trans­for­mou não ape­nas nos qua­tro anos do meu dou­to­ra­do em cur­so, mas em uma esco­lha de vida intei­ra. (…)” Victor Guimarães, crí­ti­co

 

Partiu hoje do nos­so con­ví­vio o que­ri­do JOSÉ CARLOS AVELAR. Uma tris­te per­da! Um impor­tan­te inter­lo­cu­tor com os nos­sos fil­mes, sem­pre gene­ro­so, crí­ti­co, um homem que pen­sa­va o cine­ma bra­si­lei­ro ao mes­mo tem­po que sua prá­ti­ca foi mar­ca­da pela aber­tu­ra de espa­ços para exi­bi-lo, deba­te-lo, pro­mo­vê-lo, seja na Cinemateca do MAM (onde o conhe­ci no final dos anos 60), seja no Metropolitano, jor­nal da União Metropolitana dos Estudantes, bra­ço do Cinema Novo, seja no Caderno B do Jornal do Brasil dedi­ca­do à crí­ti­ca dos novos fil­mes, seja na Riofilme quan­do foi seu Diretor e res­pon­sá­vel pelo apoio a impor­tan­tes títu­los do cine­ma auto­ral, seja como uma espé­cie de cura­dor do Berlinarle — o Festival de Berlim, seja no IMS – cuja Curadoria pro­mo­veu a exi­bi­ção públi­ca de cen­te­nas de fil­mes nos­sos, da A. Latina, África, Europa – incluí­das as mos­tras de cine­ma por­tu­guês con­tem­po­râ­neo. Um homem cor­di­al, gene­ro­so e sério — que fará imen­sa fal­ta! (…)” Luiz Carlos Lacerda, cine­as­ta, no Facebook

 

Disciplinado e metó­di­co, José Carlos Avellar se autoin­ti­tu­la­va o ‘cora­ção de pedra’, mas tinha uma sen­si­bi­li­da­de rara, pou­co visí­vel a olho nu, mas logo notá­vel com a con­vi­vên­cia. Em alguns even­tos inter­na­ci­o­nais de cine­ma, era capaz de ver mais de cin­co fil­mes por dia, com uma apli­ca­ção zen­bu­dis­ta. Era difí­cil encon­trá-lo con­ten­te com a “sele­ção ofi­ci­al” de Cannes. Mais fácil vê-lo feliz com o pro­gra­ma prin­ci­pal da Berlinale, prin­ci­pal­men­te quan­do esta con­tem­pla­va um fil­me bra­si­lei­ro, geral­men­te uma reco­men­da­ção sua. Respeitado como con­sul­tor de Berlim, a dire­ção do fes­ti­val o ouvia com mui­ta aten­ção, em um ale­mão per­fei­to, lín­gua que nun­ca con­tou mui­to bem como apren­deu. Um dia dos anos 80, entrou na minha sala na Embrafilme e dis­se, sem preâm­bu­los, que eu devia ir a Berlim com ele, levar nos­sos fil­mes para o “European Film Market”. Berlim era para mim algo qua­se inal­can­çá­vel, lon­ge de pas­sar por minha cabe­ça, mas, depois de sua con­vo­ca­ção, fui 20 vezes segui­das ao Festival. Hoje, saben­do de sua par­ti­da, assal­tou-me um gran­de sen­ti­men­to de per­da. A per­da de um mes­tre, com quem apren­di mui­to. A fal­ta de seu saber do cine­ma vai ser sen­ti­da nos qua­tro can­tos do mun­do e a lem­bran­ça de seu esti­lo úni­co vai per­du­rar por mui­to!” Antônio Urano, pro­du­tor

 

A crí­ti­ca de cine­ma bra­si­lei­ra per­deu hoje seu mai­or expo­en­te ain­da vivo. José Carlos Avellar vai fazer mui­ta fal­ta. Foi um pri­vi­lé­gio e um enor­me apren­di­za­do ter con­vi­vi­do com ele e com seus tex­tos. Algumas das relí­qui­as que escre­veu podem ser encon­tra­das aqui. Descanse em paz, mes­tre.” Marcelo Janot, crí­ti­co, no Facebook

 

Acabo de saber por inter­mé­dio do jor­na­lis­ta Flavio Pinheiro que per­de­mos hoje o José Carlos Avellar, um dos melho­res crí­ti­cos de cine­ma dos bons tem­pos do JB. Era tam­bém exce­len­te dia­gra­ma­dor, foi res­pon­sá­vel pela capa do JB sem man­che­te, como deter­mi­na­va a Censura, na mor­te do pre­si­den­te Allende, do Chile.” Romildo Guerrante, jor­na­lis­ta, no Facebook

 

Lá se foi o José Carlos Avellar, um dos melho­res crí­ti­cos de cine­ma, e um dos pio­nei­ros no velho Jornal do Brasil. Começou como dia­gra­ma­dor e pas­sou às colu­nas. Tinha um esti­lo todo pró­prio, didá­ti­co. Pegava uma cena e, a par­tir dela, des­trin­cha­va todo o fil­me.” Cezar Motta, jor­na­lis­ta

 

José Carlos Avellar era, além de um pro­fun­do conhe­ce­dor dos cine­mas bra­si­lei­ro e mun­di­al, uma figu­ra extre­ma­men­te doce e gene­ro­sa. Sintomático que a sua par­ti­da tenha sido em dias de tan­to ódio e rai­va a asso­lar o país!” Rudi Lagemanndire­tor de TV, pelo Facebook

 

Grande figu­ra do nos­so cine­ma, apren­di mto com José Carlos Avellar. No meio do caos, deve­mos home­na­ge­ar os gran­des.” Leandra Leal, atriz, pelo Twitter

 

REPERCUSSÃO INTERNACIONAL


Le mon­de
 [França]

The Berlin International Film Festival [Alemanha]

Página 12 [Argentina]

IMCINE [México]

Hoja de Ruta [México]

Paginas Del diá­rio de Satán [Peru]

 

MAIS


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Sobre os cara­cóis de Avellar

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Legado do Avellar

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