Despedida

Cinema

03.02.14

Terminada a con­ver­sa, os ami­gos se des­pe­dem com um abra­ço.

A ami­za­de nas­ceu do cine­ma. João José, em 1964, então um meni­no, guar­dou o livro esque­ci­do quan­do o Exército inva­diu a Galileia e inter­rom­peu as fil­ma­gens de Cabra mar­ca­do para mor­rer. Guardou por­que a his­tó­ria do livro era como a da gen­te do fil­me. O abra­ço do fil­me é como o de todos nós.

Coutinho fil­mou João José em janei­ro de 1981 e vol­tou a visi­tá-lo, em janei­ro de 2013, para um novo fil­me, Sobreviventes da Galileia. O abra­ço aper­ta­do e silen­ci­o­so na des­pe­di­da resu­me o sen­ti­men­to comum a todos os que par­ti­ci­pa­ram de seus fil­mes como per­so­na­gens ou como espec­ta­do­res dian­te das lições de vida reve­la­das pelo seu cine­ma.

É a últi­ma cena do últi­mo fil­me de Eduardo Coutinho.

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