Japonês da pátria filho
Paulo Nogueira
18.12.12
Um perfil inédito com Haruki Murakami, autor do romance 1Q84, cujo primeiro volume acaba de ser lançado no país, no qual o autor japonês revela sua paixão pela cultura ocidental, seu gosto pela corrida e sua rotina regrada de trabalho.
Pignatari: temperamental e múltiplo
André Dick
07.12.12
Como poucos nomes no Brasil e no exterior, o escritor Décio Pignatari, que morreu na manhã de dois de dezembro, foi um multiartista: poeta (também em romances e contos), crítico literário, tradutor, publicitário, cronista de futebol e até mesmo ator, em Sábado, de Ugo Giorgetti. Falar de apenas uma de suas facetas seria negar exatamente o que ele quis ao longo da sua trajetória.
Como des-cobrir poemas
Carla Guagliardi
22.11.12
Descobrir que um texto é uma foto, que a foto é a imagem de um texto que em si esconde a imagem evidenciada pela artista. O trabalho de Natalie Czech (1976), artista recém-premiada com a bolsa para fotografia Ellen-Auerbach 2012, pela Akademie der Künste de Berlim, onde foi exposto recentemente, passeia entre a narrativa do texto e a potência da imagem fotografada com uma singular sensibilidade poética.
Férias com babushkas ou baboulinkas
Elvia Bezerra
13.11.12
Elvia Bezerra passa as suas férias em companhia de Dostoiévski, com Um jogador, e traça relações entre a personagem Antonida Vassílievna e a avó de Maksim Górki, que aparece em Infância.
A arte de falar mal
Paulo Roberto Pires
07.11.12
Joseph Epstein não é uma cobra, é uma medusa. Em cada cabeça, uma sentença, peçonhenta, dirigida indistintamente a contemporâneos e antepassados, nomes consagrados e controversos. É uma estranha ideia de diversão essa de ler Joseph Epstein, de se sentir constrangido, pelo menos por um tempo, por suas próprias opiniões.
Os vivos e os mortos
Paulo Roberto Pires
01.11.12
Dia de Finados dá nisso: homenagear os mortos faz pensar nos vivos, em sua transitoriedade fatal. Santo Agostinho, que sabia das coisas e barbarizou antes de se converter, não dava muita bola para a "vida mortal". O negócio, escreveu ele, era a "morte vital", uma espécie de P.S. mais importante que a carta. Mas em matéria de transcendência, ainda fico com Otto Lara Resende (cristão e cético): morreu, babau.
“A máquina do mundo” se entreabriu no jornal
Sérgio Alcides
30.10.12
O professor de literatura Sérgio Alcides comenta a primeiríssima publicação do poema "A máquina do mundo", de Drummond, no jornal Correio da Manhã, em 1949. O poeta era colunista frequente do jornal desde o início da década e era comum que sua colaboração em prosa se alternasse com poemas próprios ou de autores estrangeiros, por ele traduzidos.
Nada além
Eucanaã Ferraz
30.10.12
Como observa Marlene de Castro Correia, dos poetas modernistas, ou ligados ao modernismo, Carlos Drummond de Andrade é aquele em cuja obra há o "maior número de alusões ao cinema". O poeta era apaixonado por dois grandes nomes da tela: Charlie Chaplin e Greta Garbo. Por ocasião do Dia D, o IMS organizou uma mostra Drummond/Garbo. Confira a programação de cinema do IMS-RJ.
O Jurado C da vez
Paulo Roberto Pires
24.10.12
O Jurado C é um dos personagens decisivos na vida intelectual brasileira. E não é de hoje. É um ser mítico, com muitas caras e um só objetivo: o alpinismo intelectual, a busca incessante de um atalho entre o anonimato e o brilhareco do pseudodebate intelectual.
Quem é Joseph Anton?
Kelvin Falcão Klein
24.10.12
Existe uma espécie de autoridade particular em todo texto autobiográfico, como se estivesse acrescido de uma credibilidade extra somente por ser a visão daquilo que se chama "vida real". Especialmente se é a vida de um escritor mundialmente famoso como Salman Rushdie, que lançou recentemente o livro Joseph Anton: Memórias.
