IMS ganha novo museu em São Paulo

Artes

19.12.11

O Insti­tu­to Mor­eira Salles terá um novo museu em São Paulo. O pro­je­to do escritório Andrade Moret­tin Arquite­tos (ima­gens nes­ta pági­na) venceu o con­cur­so do qual par­tic­i­param out­ros cin­co escritórios brasileiros para a con­strução — em um ter­reno na aveni­da Paulista, entre as ruas Bela Cin­tra e Con­so­lação — de um edifí­cio que des­ti­nará três andares (algo como 1.200 met­ros quadra­dos) somente para exposições e terá tam­bém um cinema/auditório, uma bib­liote­ca de fotografia, salas de aula para cur­sos, cafe­te­ria, loja e a admin­is­tração do IMS.

Con­stru­ir um amp­lo cen­tro cul­tur­al em São Paulo é anti­ga aspi­ração do IMS. Des­de 1996, o Insti­tu­to tem uma gale­ria na rua Piauí, em Higien­ópo­lis, com espaço insu­fi­ciente para abri­gar as grandes exposições de fotografia e artes plás­ti­cas que pro­move. Nos últi­mos anos, tais exposições (como as de Alek­san­dr Ródtchenko, Saul Stein­berg ou Mau­reen Bisil­li­at) chegaram a São Paulo graças a impor­tantes e bem-suce­di­das parce­rias com o Sesi/Fiesp, a Pina­cote­ca do Esta­do de São Paulo, o Sesc ou a Faap. Com o novo museu, será pos­sív­el tam­bém pro­mover mostras de cin­e­ma, palestras, cur­sos e even­tos musi­cais, como os que o IMS já real­iza em seu cen­tro cul­tur­al do Rio Janeiro.

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O museu, por­tan­to, além de ser um novo mar­co arquitetôni­co da cidade, fará jus à importân­cia que o IMS sem­pre deu a São Paulo, prin­ci­pal cen­tro de irra­di­ação cul­tur­al do país.

O con­cur­so para a escol­ha do pro­je­to arquitetôni­co começou com a seleção, no iní­cio de setem­bro deste ano, de seis escritórios que rep­re­sen­tam o que há de mel­hor na nova arquite­tu­ra brasileira: Andrade Moret­tin Arquite­tos, SPBR Arquite­tos, Bernardes Jacob­sen Arquite­tu­ra, Una Arquite­tos, Stu­dio MK 27 e Arquite­tos Asso­ci­a­dos. Eles apre­sen­taram suas pro­postas nos dias 12 e 13 de dezem­bro para um júri com­pos­to por reno­ma­dos críti­cos e espe­cial­is­tas estrangeiros e brasileiros. Com­puser­am o júri, pre­si­di­do por Pedro Mor­eira Salles, qua­tro estrangeiros: Karen Stein, edi­to­ra, con­sul­to­ra de arquite­tu­ra, copres­i­dente do Con­sel­ho de Arquite­tu­ra e Design do Museu de Arte Mod­er­na de Nova York (MoMa) e jura­da do Prêmio Pritzk­er (o Nobel da arquite­tu­ra); Richard Koshalek, dire­tor do Hir­sh­horn Muse­um de Wash­ing­ton (EUA), que foi mem­bro do comitê de seleção do novo pro­je­to arquitetôni­co da Tate Mod­ern de Lon­dres e do comitê do pro­je­to do Walt Dis­ney Con­cert Hall; Jean-Louis Cohen, his­to­ri­ador de arquite­tu­ra, pro­fes­sor da New York Uni­ver­si­ty e dire­tor do Insti­tut Français d’Architecture; e o arquite­to mex­i­cano Ricar­do Legor­re­ta, ex-júri do Pre­mio Pritzk­er, lau­rea­do com a medal­ha de ouro da AIA (em 2000). Os inte­grantes brasileiros foram André Cor­rêa do Lago, diplo­ma­ta, criti­co de arquite­tu­ra e mem­bro do Con­sel­ho de Arquite­tu­ra e Design do MoMa; Fer­nan­do Ser­apião, críti­co de arquite­tu­ra e edi­tor da revista Mono­li­to; e Flávio Pin­heiro, super­in­ten­dente-exec­u­ti­vo do Insti­tu­to Mor­eira Salles.

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Nas palavras dos arquite­tos Marce­lo Han­nen­berg Moret­tin e Viní­cius Her­nan­des de Andrade, o novo museu do IMS em São Paulo terá uma relação fran­ca e dire­ta com a cidade. “Imag­i­namos um museu acessív­el, que ofer­eça um ambi­ente inter­no tran­qui­lo e acol­he­dor, capaz de equi­li­brar a vibração das calçadas com a natureza e a escala dos espaços muse­ológi­cos que exigem uma qual­i­dade de luz e uma per­cepção do tem­po muito espe­ci­ais. Enfim, um museu mar­cante, que pro­por­cione uma exper­iên­cia úni­ca e pes­soal para o vis­i­tante.”

O escritório Andrade Moret­tin Arquite­tos, fun­da­do em 1997, desen­volve pro­je­tos de arquite­tu­ra e de urban­is­mo nas mais diver­sas escalas e de naturezas bas­tante vari­adas, tan­to para o setor públi­co quan­to para o setor pri­va­do. A con­quista de impor­tantes pre­mi­ações nacionais e inter­na­cionais (entre elas o primeiro lugar nos con­cur­sos Liv­ing Steel, for sus­tain­able liv­ing using steel con­struc­tion, UIA — Bél­gi­ca, e Zero Lat­i­tude Galá­pa­gos, Bien­al de Arquite­tu­ra de Quito, Equador) con­feriu ao escritório uma con­sid­eráv­el pro­jeção e garan­tiu des­de então o encar­go de pro­je­tos rep­re­sen­ta­tivos em difer­entes pro­gra­mas, como o Cen­tro Cul­tur­al do Com­perj — Petro­brás (Itab­o­raí, RJ), a Esco­la Estad­ual Jor­nal­ista Rober­to Mar­in­ho (Camp­inas, SP), o Insti­tu­to de Pesquisa HPV (São Paulo), o Edifí­cio Com­er­cial Box 298 (São Paulo), e pro­je­tos tem­porários em museus amer­i­canos como o The Bronx Muse­um, de Nova York, e o Muse­um of Con­tem­po­rary Art, em Chica­go.

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