Encontro em Brasília
Equipe IMS
11.08.16
O curta-metragem Improvável encontro – Frente & verso, de Lauro Escorel, sobre os fotógrafos José Medeiros e Thomaz Farkas, em cartaz no cinema do IMS-RJ, foi selecionado para ser exibido na noite de abertura do 49º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, no dia 20 de setembro.
Bernardet na contramão
José Geraldo Couto
05.08.16
Fome, de Cristiano Burlan, que acaba de entrar em cartaz, acompanha as andanças de um velho mendigo pelas duras ruas do centro de São Paulo. Uma câmera fluente segue de perto seus passos e registra seus pequenos gestos e ocasionais diálogos com outros habitantes da metrópole. Até aí, seria um ensaio ou parábola mais ou menos banal em torno da invisibilidade social, do anonimato urbano, da condição de estar ao mesmo tempo dentro e fora do espaço público. O que torna única essa experiência e lhe confere, ao menos para uma parte dos espectadores, uma dimensão suplementar de significado é o protagonista ser encarnado pelo crítico, professor, pesquisador e ensaísta Jean-Claude Bernardet.
O diabo entre nós
José Geraldo Couto
29.07.16
Quando se fala em “aclimatar” gêneros consagrados às condições brasileiras, pensa-se logo em elementos de “cor local” (paisagem, humor paródico, signos da nossa cultura). Aqui entra uma das grandes sacadas dos realizadores de O diabo mora aqui. O que pode haver de mais profundamente brasileiro que a herança da escravidão, da opressão e dos desmandos de uma oligarquia impiedosa? E é isso o que essa trama de terror concentrada numa única noite e vivida por poucos personagens traz à tona com uma força desconcertante.
Tudo sobre sua mãe
José Geraldo Couto
22.07.16
O tema da maternidade, que de uma forma ou de outra atravessa toda a filmografia de Anna Muylaert, ganha centralidade em seus dois longas-metragens mais recentes. Se no filme anterior, Que horas ela volta? (2015), o ângulo de abordagem iluminava a estrutura social de dominação e suas transformações, em Mãe só há uma o foco é a identidade de gênero e orientação sexual. Trata-se ainda de uma opressão, mas de outra ordem.
Distopia da distopia
Bernardo Carvalho
20.07.16
"É irônico que as ficções científicas fiquem tão datadas, por mais proféticas que sejam. Todo filme de ficção científica está de certa forma condenado a uma representação paroxística do seu tempo, ou seja, a fazer uma estilização do passado que só o espectador do futuro será capaz de ver", diz Bernardo Carvalho. "Fassbinder parecia ter consciência dessa sina e jogar com ela ao conceber um futuro deliberadamente retrô e ultrapassado para caracterizar o mundo virtual criado pela grande corporação em O mundo por um fio. É um mundo povoado por "unidades identitárias", homens e mulheres aos quais não ocorre que sejam meras criações de computador."
Babenco, homem fora de lugar
José Geraldo Couto
15.07.16
Hector Babenco, morto esta semana, foi um artista marcado, se não pela contradição, ao menos pela ambiguidade. Disso extraiu sua força e sua originalidade. Meio argentino, meio brasileiro, realizou um cinema com um pé no desejo de expressão pessoal e outro na busca de comunicação com um público amplo. Para José Geraldo Couto, talvez o que unifique sua obra seja a impressão de alguém buscando seu lugar num ambiente hostil ou, no mínimo, inóspito.
Encontro de olhares
José Geraldo Couto
14.07.16
A palavra “fotografia”, etimologicamente, significa “escrita da luz”. Com seu instrumento de captação, controle e manipulação da luz – a câmera –, os grandes fotógrafos escrevem reportagens, poemas, comédias, epopeias. É o caso de José Medeiros e Thomaz Farkas, dois gigantes da fotografia brasileira retratados no curta-metragem Improvável encontro – frente e verso, de Lauro Escorel, que o Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro exibe em sessões especiais até 31/7.
Cinema e matemática
Equipe IMS
11.07.16
Assista na íntegra à conversa entre os matemáticos Étienne Ghys e Artur Avila, mediada por João Moreira Salles e promovida como parte do ciclo de exibições e debates Cinema e Ciência, ocorrido no IMS-RJ durante o último mês de maio.
O vídeo dos físicos
Equipe IMS
29.06.16
Um compacto de 26 minutos da conversa entre o físico francês Serge Haroche (Prêmio Nobel de Física em 2012) e o brasileiro Luiz Davidovich (professor titular do Instituto de Física da UFRJ e presidente da Academia Brasileira de Ciências), após sessão especial do filme Copenhagen, de Howard Davies, no IMS-RJ. A mediação é do jornalista Bernardo Esteves, da revista piauí.
Um olhar português
José Geraldo Couto
23.06.16
Um dos grandes cineastas do mundo hoje é o português Miguel Gomes. Com apenas quatro longas-metragens até agora, sua obra é uma das mais criativas e desconcertantes do novo século. Os cinéfilos cariocas têm até o dia 6 de julho a rara oportunidade de ver, em sequência ou na ordem que preferirem, os três “volumes” do monumental As mil e uma noites, de 2015. Cada uma das três partes tem pouco mais de duas horas e compõe-se, por sua vez, de diversos episódios com tênue conexão entre si.
