Victor Heringer

O meme, o soneto e o escorbuto

Victor Heringer

19.07.17

Victor Heringer mergulha na genealogia dos memes de internet para refletir sobre a relevância da poesia na sociedade contemporânea e descobre quem tomou o lugar de sonetos, trovas, rondós e cantigas.

Saturação nossa de cada dia

Carla Rodrigues

19.06.17

É como uma cor muito saturada e, por isso, quase ofuscante, que tenho passado os dias, as semanas e talvez os meses, cansada e repleta de estímulos que, por excessivos, já não me dizem mais nada.

Todo mundo mente

Carla Rodrigues

19.12.16

Na experiência cotidiana, estamos todos diante da impossibilidade de distinção entre verdades e mentiras – da timeline do Facebook ao noticiário, dos discursos dos políticos aos programas dos candidatos, da publicidade aos grandes juristas, do plebiscito inglês que promoveu o Brexit ao futuro presidente dos EUA, Donald Trump, do Congresso ao STF, numa lista infinita de exemplos que 2016 não nos deixará esquecer tão cedo.

Ficção e reportagem

José Geraldo Couto

11.11.16

Mais do que retratar um “herói ou traidor” (segundo o apelativo subtítulo brasileiro), Snowden, novo filme de Oliver Stone, tem o mérito de expor alguns dos temas cruciais de nossa época: a ruptura das fronteiras entre o privado e o público propiciada pela internet, o uso da tecnologia da informação para o controle social e político, as tensões geopolíticas e as guerras remotas, a promiscuidade entre poder institucional e grandes corporações, a margem estreita para a atuação de uma mídia independente etc.

Margem de imprecisão

Bernardo Carvalho

17.08.16

Toda a obra de Velázquez é, como mostra Ortega y Gasset, um movimento discreto no qual a pintura deixa de ser representação da beleza para "se fazer substância", para se apresentar afinal como pintura ("pintura enquanto pintura"), condição da modernidade. Esse comedimento reflexivo, entretanto, se tornou estranho entre nós. Quem entende o valor da discrição hoje?

O sujeito da hashtag #sqn

Carla Rodrigues

20.08.14

A partir de Lacan, pode-se refletir sobre o estatuto contemporâneo da linguagem e as “engrenagens das leis do bláblá”. O fenômeno das hashtags, instrumentos de indexação, podem formar um sujeito sem linguagem, ou uma linguagem sem sujeito, mera repetição de um blábláblá infinito.