C.D. Atlântico — poema inédito de Armando Freitas Filho

Literatura

31.10.11

Leia abai­xo poe­ma iné­di­to de Armando Freitas Filho dedi­ca­do a Carlos Drummond de Andrade.

 

C.D. ATLÂNTICO

 

Não é do cos­tu­mei­ro bron­ze

que exal­ta as está­tu­as

nem do már­mo­re con­sa­gra­dor.

É rico em fer­ro aní­mi­co lavra­do

na sua Confidência, há tan­to tem­po.

O pedes­tal que ele­va é dis­pen­sá­vel.

Bastante é o ban­co ao nível do mar

e dos homens onde, sen­ta­do de cos­tas

para o hori­zon­te, aco­lhe a todos

que duran­te os dias o pro­cu­ram.

Difícil é vê-lo só, e mes­mo assim

de lon­ge, nós o acom­pa­nha­mos.

Muitas vezes tiram os seus ócu­los

por ganân­cia ou lem­bran­ça.

Logo os repõem para que não per­ca

de vis­ta quem pas­sa e pre­ci­sa

da pre­sen­ça de sua eter­ni­da­de.

 

Armando Freitas Filho

                     

13 IX 2011

 

, ,