No cinema

Cristo vive nas telas

José Geraldo Couto

14.12.18

Feliz como Lázaro é o que se poderia chamar de uma parábola cristã contemporânea. O filme de Alice Rohrwacher, em cartaz na Netflix sem ter passado pelo circuito exibidor, conta a história de um rapaz e do povo de sua aldeia, que tem o sugestivo nome Inviolata e fica numa Itália profunda, perdida no tempo.

Teatro dilacerado

José Geraldo Couto

07.12.18

Quis o acaso que entrassem em cartaz ao mesmo tempo dois filmes inspirados em peças que marcaram época no teatro brasileiro: O beijo no asfalto, de Nelson Rodrigues, e Rasga coração, de Oduvaldo Vianna Filho. Outra estreia importante é o longa gaúcho Tinta bruta, premiado no Festival de Berlim e no Festival do Rio.

Cuidado: frágil

José Geraldo Couto

30.11.18

Diante de um massacre como o de Utøya, na Noruega, em que 77 jovens foram mortos em 2011 por um atirador ensandecido, o cinema tem várias opções. Utøya 22 de julho: terrorismo na Noruega, de Erik Poppe, escolhe ver a tragédia como que pelas bordas, de modo oblíquo.

A hora do pesadelo

José Geraldo Couto

23.11.18

Antes de falar do documentário Excelentíssimos, de Douglas Duarte, cabe observar uma curiosa e improvável confluência, na produção cinematográfica brasileira recente, entre dois gêneros aparentemente disparatados: o documentário político e o filme de horror.

O leão ainda ruge

José Geraldo Couto

09.11.18

O outro lado do vento, longa inédito que Orson Welles começou a rodar em 1970 e retomou ao longo de seus últimos anos de vida sem nunca finalizar, acaba de vir à tona pelas mãos da Netflix. O interesse não é apenas histórico: o filme é extraordinário, de uma potência criativa impressionante.

Cinema contra o esquecimento

José Geraldo Couto

29.10.18

A 42ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo chega a seus últimos dias, e também a cobertura de José Geraldo Couto, que neste último post indica destaques como o documentário espanhol O silêncio dos outros e diversos filmes relevantes da nova safra brasileira.

Provocações aos sentidos e à inteligência

José Geraldo Couto

26.10.18

José Geraldo Couto segue elegendo destaques na programação da 42a Mostra de Cinema de SP: Imagem e palavra, novo filme de Godard, não é documentário nem ficção, mas um ensaio poético-filosófico de riqueza inesgotável; Rio da Dúvida, do brasileiro Joel Pizzini, é uma esplêndida recriação de uma aventura insólita; A imagem que você perdeu, do irlandês-americano Donal Foreman, é um resgate da relação do diretor com o pai distante e uma reflexão ilustrada sobre três décadas da história da Irlanda; e Amor até as cinzas,  de Jia Zhang-ke, é uma observação aguda das transformações ocorridas na China nas últimas décadas.

Mundo em convulsão

José Geraldo Couto

22.10.18

No segundo post da cobertura da 42ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, José Geraldo Couto fala sobre o novo Lars von Trier; um filme brasileiro sobre a ditadura militar; o Lee Chang-dong premiado em Cannes; uma história de amor polonesa na Guerra Fria; e o o uruguaio Tragam a maconha.

No covil do inimigo

José Geraldo Couto

19.10.18

A 42ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo vai exibir até o final de outubro mais de trezentos filmes de todo o planeta, mas bastaria um para justificar o evento: Infiltrado na Klan, de Spike Lee, talvez a melhor obra do diretor.

Filipa Reis e João Miller Guerra

O estrangeiro

José Geraldo Couto

11.10.18

Um filme cabo-verdiano é um corpo mais do que estranho no circuito exibidor brasileiro. Djon África conta de maneira original uma história clássica, a de um homem em busca de seu pai desconhecido. Já o alemão Os invisíveis, sobre a perseguição a judeus escondidos durante o nazismo, resgata valores de compaixão e solidariedade tão imperiosos aqui e agora quanto na Berlim da época de Hitler.