No cinema

O leão ainda ruge

José Geraldo Couto

09.11.18

O outro lado do vento, longa inédito que Orson Welles começou a rodar em 1970 e retomou ao longo de seus últimos anos de vida sem nunca finalizar, acaba de vir à tona pelas mãos da Netflix. O interesse não é apenas histórico: o filme é extraordinário, de uma potência criativa impressionante.

Cinema contra o esquecimento

José Geraldo Couto

29.10.18

A 42ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo chega a seus últimos dias, e também a cobertura de José Geraldo Couto, que neste último post indica destaques como o documentário espanhol O silêncio dos outros e diversos filmes relevantes da nova safra brasileira.

Provocações aos sentidos e à inteligência

José Geraldo Couto

26.10.18

José Geraldo Couto segue elegendo destaques na programação da 42a Mostra de Cinema de SP: Imagem e palavra, novo filme de Godard, não é documentário nem ficção, mas um ensaio poético-filosófico de riqueza inesgotável; Rio da Dúvida, do brasileiro Joel Pizzini, é uma esplêndida recriação de uma aventura insólita; A imagem que você perdeu, do irlandês-americano Donal Foreman, é um resgate da relação do diretor com o pai distante e uma reflexão ilustrada sobre três décadas da história da Irlanda; e Amor até as cinzas,  de Jia Zhang-ke, é uma observação aguda das transformações ocorridas na China nas últimas décadas.

Mundo em convulsão

José Geraldo Couto

22.10.18

No segundo post da cobertura da 42ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, José Geraldo Couto fala sobre o novo Lars von Trier; um filme brasileiro sobre a ditadura militar; o Lee Chang-dong premiado em Cannes; uma história de amor polonesa na Guerra Fria; e o o uruguaio Tragam a maconha.

No covil do inimigo

José Geraldo Couto

19.10.18

A 42ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo vai exibir até o final de outubro mais de trezentos filmes de todo o planeta, mas bastaria um para justificar o evento: Infiltrado na Klan, de Spike Lee, talvez a melhor obra do diretor.

Filipa Reis e João Miller Guerra

O estrangeiro

José Geraldo Couto

11.10.18

Um filme cabo-verdiano é um corpo mais do que estranho no circuito exibidor brasileiro. Djon África conta de maneira original uma história clássica, a de um homem em busca de seu pai desconhecido. Já o alemão Os invisíveis, sobre a perseguição a judeus escondidos durante o nazismo, resgata valores de compaixão e solidariedade tão imperiosos aqui e agora quanto na Berlim da época de Hitler.

A barbárie à espreita

José Geraldo Couto

01.10.18

Esta semana, José Geraldo Couto destaca Uma noite de 12 anos, de Álvaro Brechner, um acerto de contas com o período da ditadura militar no Uruguai, a mostra do ucraniano Sergei Loznitsa no IMS, com doze filmes e duas master classes, e a estreia no circuito comercial de A moça do calendário, de Helena Ignez.

Dez dias de vibração

José Geraldo Couto

24.09.18

O 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro foi uma edição histórica, não só pela qualidade dos filmes exibidos e pela temperatura dos debates, mas principalmente por trazer à luz o vigor e a diversidade de uma produção cinematográfica hoje ameaçada por todos os lados – pelo desmonte das políticas de fomento do setor, pelo desmonte mais geral do país.

O cinema no olho do furacão

José Geraldo Couto

17.09.18

Mais antigo do país, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro é desde suas origens o mais imbricado com as vicissitudes políticas nacionais. No ambiente inflamável atual, é complicado discernir política e arte, cinema e ação política. Dentre os destaques dos primeiros dias desta  51ª edição estão Torre das donzelas, de Susanna Lira, Domingo, de Clara Linhart e Fellipe Barbosa, e Los Silencios, de Beatriz Seigner.

Essas pessoas na sala de jantar

José Geraldo Couto

14.09.18

O banquete, de Daniela Thomas, não é um filme agradável. Nem poderia. O mal-estar é seu tema, seu método e sua substância. Concentrado num jantar que reúne personagens da política, do teatro e da mídia, pode ser lido como um retrato corrosivo da sociedade patriarcal brasileira num momento de crise: os anos Collor.