É tudo uma questão de parâmetros. E ontem se foi um deles. Morreu, aos 71 anos, Nora Ephron, a roteirista que atualizou as comédias românticas para o fim do século 20 (Harry & Sally, Sintonia de Amor, Mensagem para Você), que dirigiu adaptações com protagonistas incríveis (Julie & Julia e o remake de A Feiticeira para o cinema – ou você fez pouco e não viu?), a autora do best-seller Heartburn e de livros como Meu Pescoço é um Horror, criadora da seção Divorces do Huffington Post, em oposição ao Weddings and Celebrations, do New York Times
1932: Uma página de diário
Sob o título Caderneta de campo, o livro, considerado a gênese de Os sertões, mereceu copiosas notas de Souza Andrade, o organizador. Ao publicá-lo, em 1975, ele enviou um exemplar a Carlos Drummond de Andrade, que, em carta de agradecimento, não poupou elogios: “Essa Caderneta, então, põe a gente emocionada, e a emoção é dupla: revive-se o dia a dia do escritor/repórter e sente-se a amorosa vigília do seu devoto estudioso a decifrar no microfilme, sem pressa e sem pausa, a miúda caligrafia dos apontamentos originais”
Um maxixe nos Estados Unidos – A incrível história de “Dengoso” (parte I)
Antes de “Garota de Ipanema” e “Tico-Tico no Fubá”, o primeiro sucesso brasileiro no exterior foi o maxixe “Dengoso”, de Ernesto Nazareth.
Paraty é uma festa – quatro perguntas a Miguel Conde
O jornalista Miguel Conde, editor-assistente do caderno Prosa e Verso do jornal O Globo, foi convidado para assumir a curadoria da Festa Literária Internacional de Paraty, a FLIP, que chega à sua décima edição. Conde respondeu a quatro perguntas do Blog do IMS acerca de seu trabalho na organização do evento.
A utopia suja de Cláudio Assis
Febre do rato, de Cláudio Assis, é um filme extemporâneo. Se do futuro ou do passado, ainda não dá para saber. O que vemos na tela, em imagens marcantes de um belíssimo preto e branco, é uma utopia suja, um rascunho de sociedade alternativa, uma cidade que fervilha à margem e nos escombros da Recife “oficial”.
A figura caleidoscópica de Alexandre Eulalio
Talvez pudéssemos definir Alexandre Eulalio com as palavras com que ele descreveu Jorge Luis Borges: “ecumênico, eruditíssimo, intoxicado por uma cultura vivida até a exaustão”. Era um escritor e crítico formado nos parâmetros de uma outra época, quando o exercício da liberdade era possível no trabalho acadêmico. Dificilmente poderíamos hoje definir um livro nosso, como ele definiu seu belo livro sobre Blaise Cendrars, republicado de forma notável pelo Carlos Augusto Calil: reportagem, crônica, ensaio, álbum, seleta, registo de gravações, livro de figuras, roteiro de filme, documentário…
As várias caligrafias de Quintana
Disponibilizamos esta semana a versão digital e gratuita do Cadernos de Literatura Brasileira dedicado ao poeta gaúcho Mario Quintana. Aproveitamos para apresentar aqui no blog uma das partes mais interessantes do CLB em questão: a de inéditos e manuscritos.
Roberto Silva canta Descendo o morro
Roberto Silva, uma lenda viva do samba, foi convidado pelo IMS para recriar o seu clássico Descendo o morro, de 1958. O show foi acompanhado pelo jornalista e crítico musical Tárik de Souza, e contou com a presença dos músicos Paulão Sete Cordas (direção musical e violão), Márcio Almeida (cavaquinho),Alexandre Maionese (flauta) e Netinho Albuquerque (pandeiro).
O varal de Ian Curtis
Como toda pessoa moderadamente obcecada pela vida de Ian Curtis, o líder da banda Joy Division que cometeu suicídio aos 23 anos após ter lançado dois discos que mudaram para sempre o rumo da música popular ocidental, tenho o hábito de rever o filme Control de tempos em tempos. Apesar de centrar a ação na figura de Ian Curtis, e não na cena efervescente de Manchester, acaba não oferecendo nenhuma solução para o “enigma Curtis”.
Visões de Coppola
A Argentina perdeu hoje um de seus maiores fotógrafos: Horacio Coppola. Nascido em 1906, Coppola começou na fotografia em 1927 por influência de seu irmão mais velho, que usava uma câmera de grande formato. As calles e esquinas de Buenos Aires foram as principais modelos capturadas pelas lentes do artista, que oferece uma visão única da cidade. A partir do dia 17 de julho, o Instituto Moreira Salles abre a exposição “Luz, cedro e pedra: esculturas do Aleijadinho fotografadas por Horacio Coppola”, que oferece registros de obras de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1730-1814), fotografadas em Minas Gerais em 1945.
