Em processo

Alguns dias violentos

Ismar Tirelli Neto

09.10.17

Alguns dias violentos é o título do livro que estou terminando de aprontar.  Ando preocupado com a ideia de escrever textos cada vez mais consequentes, sem fugir ao plano da experiência imediata. Penso que o fim do mundo é uma espécie de morada, que tem a sua domesticidade, que também pode abrir-se para uma cena íntima.

Preocupações e outros poemas

Ana Guadalupe

21.08.17

Preocupações e outros poemas é o título provisório de um livro em que decidi reunir poemas inéditos e não tão inéditos sobre medos banais. Tenho abraçado o “confessional”, a primeira pessoa e as construções que tentaria evitar. Gosto de ler poesia que quase chega ao ridículo e acho que ainda não consegui fazer isso como poderia.

Quem é Josenildo?

Ana Maria Gonçalves

26.07.17

Quem é Josenildo? se passa em São Paulo, em 2064, depois que o estado se separa do Brasil e se torna um país independente. É a história de um garoto de 13 anos que simplesmente desaparece, deixando pistas que levam a três linhas de investigação: pode ter se suicidado (seguida pelos colegas), pode ter fugido de casa (seguida pela polícia), e pode ter sido sequestrado (seguida pelos pais). Durante as investigações, vão surgindo personalidades bastante distintas para o Josenildo que cada um achava que conhecia.

Eufrates

André de Leones

28.06.17

Eufrates é o título (provisório) do romance no qual trabalho desde o começo de 2016. Sua gênese está em algumas anotações que fiz há mais de quatro anos, quando comecei a escrever meu livro anterior, Abaixo do Paraíso, que tomou outro rumo. Assim, Eufrates é um desdobramento de Abaixo do Paraíso, embora a ação se desenrole muito antes (em 1989) e, salvo exceções, envolva outros personagens.

Em nome da filha

Caco Ishak

31.05.17

Escrito em junho de 2016, o trecho abaixo é o prólogo do meu próximo romance, ainda sem nome definitivo, que tem como temas principais a alienação parental e a legalização das drogas. Como pano de fundo, a disputa pelo controle do narcotráfico dos anos 1970 até os dias de hoje, em especial na região amazônica, a corrupção nos Três Poderes e o estado policial rumo ao qual caminhamos.

Marrom e amarelo

Paulo Scott

26.04.17

Estou trabalhando neste romance já há três anos (o contrato para o livro com a Alfaguara foi assinado em 2012, quando esta onda mundial de debates em torno do racismo nem sequer estava sugerida no horizonte). O volume do material recolhido é expressivo, na verdade, imenso. O que dizer? Parece um livro sobre racismo no Brasil (e é), mas penso que está mais para uma narrativa sobre modos diversos de vitória, de afirmação vitoriosa.

Capivaras

Luisa Geisler

29.03.17

Tenho mexido muito na ordem das cousas em Capivaras/Sem título. A narrativa conta a história de Olívia, que parte para a Irlanda à procura da mãe, que tem histórico de transtorno bipolar e de sumiços repentinos. A relação de Olivia com a mãe começa a chegar na curva em que os papeis se invertem: a filha cuida da mãe e corre atrás dela. A protagonista tem paranoias suficientes para crer que a mãe, e uma série de outras respostas, estará na Irlanda. Ao longo da narrativa, Olívia convive majoritariamente com outros brasileiros na Ilha Esmeralda e acaba aglutinando essas histórias.

Spoilers

Diego Grando

09.03.17

Estou desenvolvendo há alguns anos um conjunto de poemas intitulado Spoilers, dentro do meu trabalho de doutorado. Costumo pensar a criação de um livro de poemas como uma espécie de quebra-cabeça com um número desconhecido de peças, e no qual cada uma deve oferecer todo um sentido por si mesma.

Cloro

Alexandre Vidal Porto

01.02.17

Eu sempre quis escrever sobre autocontrole. O romance no qual trabalho atualmente, cujo título provisório é Cloro, explora essa questão. O narrador, Georges, é um homossexual enrustido casado com uma mulher, e passou a vida toda se controlando. Ele morreu no dia anterior, mas manteve a consciência e se encontra numa espécie de limbo, decidindo quais histórias contaria sobre si na eventualidade de um juízo final.

Carta à rainha louca

Maria Valéria Rezende

22.12.16

Tenho muitos textos em andamento. Estas são as páginas iniciais de Carta à rainha louca, romance em que estou trabalhando agora para finalizar no primeiro semestre de 2017. Há anos que trabalho nele, por períodos. Tem origem bem antiga: nos anos 1970 e 1980 eu me meti a historiadora e fui buscar a vida das mulheres brasileiras no período colonial. Descobri coisas incríveis, mas os trabalhos que produzi naquele tempo tinham um estilo acadêmico, onde só cabia uma suposta "objetividade" dos fatos. Fiquei sempre com um sentimento de dívida para com aquelas mulheres, e a vontade de dar-lhes voz e vida. Daí esse romance, bem diferente dos outros que escrevi.