Até a década de 1970, os sambistas que chegavam ao rádio e aos discos eram frutos diretos de suas escolas. Desde Dona Ivone Lara, isto não acontece mais. A geração de Zeca Pagodinho e Arlindo Cruz cresceu nos pagodes dos quintais cariocas, irradiadores da mais nova e visível linguagem do gênero, como conta Nei Lopes no quarto e último capítulo da série “”Escolas e samba: Crônica de um divórcio anunciado”.
Lembrando Tom
Para recordar Tom Jobim no dia em que ele estaria completando 86 anos, o IMS apresenta dois retratos do artista quando jovem, feitos por José Medeiros e Otto Stupakoff. As imagens fazem parte do acervo do instituto.
O conhecimento dos corpos sem GPS
De nada me queixo, Xico, mas não por acaso há uma meia dúzia de meses troquei de porta. Comprei uma dessas com fechadura de senha. Coloquei no segredo o nome de uma mulher só e disse o código só pra ela. Temos ido bem nesse pacto. É o nosso Rosebud. Essa mulher acabou de sair daqui e, pelo jeito que bateu a porta, acho que voltará muitas outras vezes e, se Deus quiser, me fará o pão doce em que é mestra.
Meu amigo Sérgio Porto
No texto “Meu amigo Sérgio Porto”, Paulo Mendes Campos homenageou o cronista que teria completado 90 anos. “Sérgio era impecável na sua aparência e só os íntimos o conheciam por dentro, e o por dentro dele era bem simples: uma ágil comicidade de raciocínio e uma pronta sensibilidade diante de todas as coisas que merecem o desgaste do afeto”, escreveu o mineiro sobre o criador de Stanislaw Ponte Preta.
O vermelho e o negro de Tarantino
Já se disse que o faroeste espaguete já era, em si, uma paródia do western, o mais americano dos gêneros cinematográficos, e que portanto o filme de Tarantino é uma paródia da paródia, pastiche do pastiche. É verdade. Consciente disso, o diretor, em vez de esconder esse caráter “de segunda mão” de Django livre, resolveu acentuá-lo alegremente.
Quem tem medo do lobo mau?
Há um mês, António Lobo Antunes verteu o ponto final em mais um romance, que diz ser o seu último. Será publicado em 2014 e já tem nome: Caminho como uma casa em chamas. Leia o perfil traçado por Paulo Nogueira realizado a partir de uma entrevista exclusiva com o escritor português, que tem um grande ídolo na vida: ele mesmo
Assim canta o sabiá – 100 anos de Rubem Braga
O Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro realizou, no dia 11 de janeiro, a palestra Assim canta o sabiá, um depoimento pessoal da escritora Ana Maria Machado, em comemoração aos 100 de nascimento de Rubem Braga (12 de janeiro de 1913 – 19 de dezembro de 1990). Assista ao vídeo do evento.
Eu curto mais Fernando Pessoa do que Shakespeare
“Eu já tinha aprendido a conviver com a morte, já tinha descoberto a morte antes de Cacilda morrer, já sabia que viver/morrer era a mesma coisa”, escreveu Walmor Chagas em 1973, no programa de “Labirinto”, um dos espetáculos que fez dedicados à poesia, sua grande paixão. O texto está no acervo de Dora Ferreira da Silva, no IMS, e é reproduzido aqui em homenagem ao ator, morto no último dia 18, aos 82 anos.
Da difusão ao descompasso
A invenção carioca das escolas de samba logo se disseminou pelo país e chegou ao seu auge, do ponto de vista musical, nas décadas de 1950 e 1960, para depois se diluir na era do show business. Nei Lopes conta essa trajetória no terceiro capítulo da série “Escolas e samba: Crônica de um divórcio anunciado”.
Amor e morte segundo Haneke
No pequeno teatro de Amour se desenrola a mais universal das tragédias, a erosão da carne e do intelecto, a condição finita e frágil da vida. À diferença dos melodramas vulgares, Haneke não enfrenta essa barra alternando agradavelmente momentos de drama e humor, de violência e ternura. É tudo ao mesmo tempo, somado, entretecido, depurado.
