Em 2012, foi concluído o restauro do painel de azulejos criado por um dos mais importantes paisagistas brasileiros, Roberto Burle Marx (1909-1994). O painel foi criado em 1949 e faz parte do projeto paisagístico para a então residência do embaixador Walther Moreira Salles, hoje sede do Instituto Moreira Salles no Rio de Janeiro.
Wesley Duke Lee, Openended
Duke Lee desenvolveu uma aproximação à caligrafia desde criança. Na década de 1970 interessa-se pela cultura oriental, pela sua escrita e pelo ideograma. E em várias de suas obras, em diversas fases, é possível identificar o uso de textos, manuscritos ou não, aplicados à imagem. Assim, nessa série, o fascínio pela caligrafia encontra-se com a prática japonesa, aplicada a palavras ou frases, escritas em português ou inglês, geralmente de cunho filosófico, como a que estampou o cartaz da mostra: “O mundo é uma vasta experiência que ainda não atingiu seu objetivo”.
Menos que nada é muita coisa
Escrevi aqui há algumas semanas sobre os “filmes invisíveis” – aqueles que entram em cartaz nas frestas (ou sobras) do circuito exibidor e desaparecem rapidamente. Pois bem, eis aqui mais um: Menos que nada, de Carlos Gerbase, que estreou no fim de semana em várias capitais brasileiras, mas em cada uma delas numa única sala e numa única sessão (sempre às 18h30). Quem estiver interessado não deve marcar bobeira.
Um olhar sobre O Cruzeiro
O Instituto Moreira Salles do Rio de Janeiro abriu no dia 10 de julho a exposição Um olhar sobre O Cruzeiro: as origens do fotojornalismo no Brasil, com mais de 300 imagens e matérias que revelam a história da principal revista ilustrada brasileira do século XX, que foi decisiva para a implantação do fotojornalismo no país. No dia da abertura, foi realizada uma mesa-redonda com Flávio Damm e Luiz Carlos Barreto, que colaboraram para a revista como fotógrafos, e a curadora Helouise Costa. Assista ao vídeo do bate-papo.
Um guia do melhor da web literária
O escritor e curador de links Carlos Henrique Schroeder preparou um guia repleto de links em inglês, espanhol e português para os melhores sites sobre literatura na web.
Um céu tomado por corpos
Quando me disseram que o tema da conversa seria a morte e as formas como eu e os outros dois autores convidados a abordamos literariamente, abri um sorriso bobo. Não só pelo fato de o meu romance mais recente, Dentes negros, ter a pretensão de ensejar um passeio pela tal finitude, mas também porque a minha própria relação com a escrita é contaminada e animada por uma espécie de consciência da transitoriedade.
Publicação do IMS recebe prêmio Benny de excelência gráfica
“O Oscar da produção gráfica”. É assim que muitos tratam o Benny, prêmio ao qual concorrem gráficas do mundo inteiro. A gráfica Ipsis, que ganhou dois prêmios Benny no ano passado, recebeu outros dois em 2012 no Premier Print Awards. O troféu para “Melhor livro em até 3 cores” foi para Pele preta, obra de Maureen Bisilliat editada pelo Instituto Moreira Salles.
Um maxixe nos Estados Unidos – A incrível história de “Dengoso” (parte III)
Não existe um manuscrito autógrafo de Dengoso no espólio de Nazareth e o próprio compositor nunca a incluiu em nenhuma de suas listagens manuscritas. Então por que a atribuímos a Nazareth? Listo abaixo as principais evidências.
A Nise da Silveira que eu conheci
Nise da Silveira manteve clara sua proposta ao longo da vida: reconhecer a complexidade das condições psíquicas que se afastam das ditas normais e proceder à investigação desses “diferentes estados do ser” como chamou Antonin Artaud ao processo de desintegração da psique. O método de pesquisa? O da terapêutica ocupacional, da qual ela nunca se afastaria e que lhe permitiu estudos de casos hoje clássicos da psiquiatria, como os de Raphael e Emygdio, cujas obras recebem novas luzes na exposição que se inaugura no dia 14 de julho.
A estrada para a América
Walter Salles, a meu ver, dribla a contento o risco de resvalar para o maneirismo e o excesso de estetização. Prova disso são as magníficas cenas musicais. Servindo-se de sua experiência como documentarista, o diretor confere às apresentações de jazz e blues um calor e uma pulsação que me parecem mais intensos e menos artificiais do que os do belo Cotton Club, de Coppola.
