Ludwig Wittgenstein

Ludwig Wittgenstein

Tradução, poética do improvável

Literatura

10.11.16

O pri­mei­ro tex­to que me lem­bro de ter tra­du­zi­do na vida se cha­ma­va “Os fatos sobre a Aids”, um infor­ma­ti­vo de pou­cas linhas impres­so no encar­te do dis­co Like a Prayer, da Madonna, lan­ça­do em 1989. Recentemente revi­rei a casa de minha mãe ten­tan­do achar o cader­no que eu usa­va para copi­ar letras de músi­ca enquan­to apren­dia inglês, saben­do que em algu­ma pági­na, lá pela meta­de, encon­tra­ria a tra­du­ção. Nada fei­to – o tem­po levou embo­ra minha relí­quia. Eu esta­va com uns doze anos e tinha ouvi­do há pou­co a pala­vra “aids” numa aula de ciên­ci­as – o sufi­ci­en­te para que­rer saber o que dizi­am aque­las linhas no dis­co da pops­tar.

Fiz mui­tas tra­du­ções tor­tas de letras de músi­ca no iní­cio da ado­les­cên­cia, todas usan­do um dici­o­ná­rio bilín­gue Collins Cobuild e catan­do pala­vra por pala­vra como quem trans­pu­ses­se e mis­tu­ras­se ape­nas os sen­ti­dos lis­ta­dos no dici­o­ná­rio. No caso do infor­ma­ti­vo mado­nís­ti­co, eu me lem­bro bem de ter ano­ta­do qua­tro coi­sas duvi­do­sas para con­ver­sar com a tea­cher da séti­ma série, e indo ago­ra ao encar­te do dis­co, vie­ram-me como um poe­ma deco­ra­do: “doen­ça da igual opor­tu­ni­da­de” (Aids is an equal oppor­tu­nity dise­a­se), “ser nas­ci­do para uma mãe infec­ta­da” (You can get Aids by being born to an infec­ted mother), “con­dom”, que não tinha no meu peque­no Collins, e “Aids é nenhu­ma fes­ta” (Aids is no party).

Não que eu não enten­des­se o sen­ti­do – eu até enten­dia. Só não con­se­guia redi­gir fra­ses que soas­sem bem em por­tu­guês, e acha­va que ten­tar “melho­rar” o que havia escri­to seria inven­ção e cri­me con­tra o que dizia minha fon­te. Na minha men­te de doze anos de ida­de, se Madonna qui­ses­se dizer que você pode nas­cer com Aids se sua mãe esti­ver infec­ta­da, ela teria dito, lite­ral­men­te, “You can be born with Aids if your mother is infec­ted”.

Naquela épo­ca, no entan­to, eu já lia livros saben­do serem tra­du­ções e não via neles esse tipo de fra­se trun­ca­da, que de algum modo me soa­va estra­nha na minha escri­ta. Por quê? Buscando enten­der isso é que me tor­nei tra­du­tor.

São Jerônimo, de Marinus van Reymerswaele (1541)

São Jerônimo, de Marinus van Reymerswaele (1541)

 

1. Tradução é qua­se a mes­ma coi­sa.

Lembrar des­se epi­só­dio é inte­res­san­te por­que não é inco­mum as pes­so­as acha­rem que tra­du­ção se faz “pala­vra por pala­vra”. Ainda hoje ouvi­mos isso, déca­das depois das cola­bo­ra­ções de nos­so pri­mei­ro teó­ri­co da tra­du­ção, Paulo Rónai. Mas não é por mal. Quem nun­ca ten­tou tra­du­zir um tex­to cos­tu­ma achar que bas­tam a fór­mu­la dos dois dici­o­ná­ri­os, um ao lado do outro, e “saber falar inglês” – ou que bas­ta um cli­que, em épo­ca de Google Translate.

Se é comum ouvir quem nun­ca pin­tou um qua­dro dizer que faria melhor do que os tri­ân­gu­los de Kandinski ou os pin­gos de Pollock, por que não enten­de­ría­mos quem escre­ve razo­a­vel­men­te bem nos per­gun­tar “e aí, como eu faço para mexer com esse tro­ço de tra­du­ção”? Traduzir é ofí­cio, pro­fis­são, arte (por que não?) – e me lem­brei de um dia ouvir Lia Wyler dizer que o tra­du­tor, como qual­quer outro pro­fis­si­o­nal libe­ral, só tem sua ati­vi­da­de bem com­pre­en­di­da pelos pares, e por isso uma crí­ti­ca da tra­du­ção só seria pos­sí­vel com conhe­ci­men­to de cau­sa – con­tex­tu­al e prin­ci­pal­men­te cul­tu­ral.

Talvez essa seja a pri­mei­ra lição que a gen­te apren­de quan­do come­ça a tra­du­zir: que tra­du­ção é “qua­se a mes­ma coi­sa”, prin­cí­pio que dá títu­lo a um livro de Umberto Eco sobre o tema. E qual­quer livro que caia nas mãos de um tra­du­tor ini­ci­an­te será um desa­fio de redes­co­ber­ta da lin­gua­gem e de suas pos­si­bi­li­da­des, seja um livro de auto­a­ju­da, um roman­ce cor-de-rosa ou um tex­to de filo­so­fia. Não por aca­so recrio aqui alguns prin­cí­pi­os de dois livros dis­tin­tos de Wittgenstein – o pri­mei­ro livro que tra­du­zi foi sobre a obra dele.

 

1.1 A tra­du­ção é a tota­li­da­de ou não dos fatos e do que ocor­re, não das pala­vras.

Eu não diria que ter algu­ma for­ma­ção na área em que o tra­du­tor atua seja obri­ga­tó­rio, mas aju­da bas­tan­te. Ter fami­li­a­ri­da­de com os ter­mos, com o assun­to, com as refe­rên­ci­as e com o autor repre­sen­ta mui­tos movi­men­tos fei­tos no jogo – e a tra­du­ção é um pou­co a tota­li­da­de dis­so tudo, a jun­ção dos fatos e do que ocor­re no tex­to e no con­tex­to cul­tu­ral de pro­du­ção do ori­gi­nal, e tam­bém dos fatos da tra­du­ção e do que nela ocor­re, influ­en­ci­a­da tam­bém pelo con­tex­to de quem se dedi­ca a ela. A tra­du­ção é todo o tex­to do autor em outras pala­vras que dizem essa qua­se-a-mes­ma-coi­sa, não por isso infe­ri­or ou menos ori­gi­nal que o ori­gi­nal. A gen­te se esfor­ça, acre­di­te, para não dizer mais e não dizer menos.

 

[54]. Cada jogo de tra­du­ção é joga­do de acor­do com uma regra deter­mi­na­da.

Por isso cos­tu­mo dizer que exis­tem tan­tas defi­ni­ções de tra­du­ção quan­to exis­tem tra­du­to­res, por­que tem um pou­qui­nho da gen­te no tex­to, sub­me­ti­do a dois con­jun­tos de regras: as dita­das pelo ori­gi­nal e as que cri­a­mos para lidar com ele. Quando tra­du­zi Jane Eyre, por exem­plo, qua­se ouvia a Charlotte Brontë gri­tan­do para que eu man­ti­ves­se seus tra­ves­sões e fra­ses subor­di­na­das, brin­can­do com vír­gu­las, pon­tos e vír­gu­las e dois pon­tos. Do lado de cá, uma des­sas regri­nhas que esta­be­le­ci foi esco­lher (no tex­to nar­ra­ti­vo, não nos diá­lo­gos) sem­pre o ver­bo “haver” como auxi­li­ar em vez de “ter”, quan­do fos­sem inter­cam­biá­veis. Procurei tam­bém usar algu­mas pala­vras algo arcai­cas e extrair dos adje­ti­vos alguns sen­ti­dos menos óbvi­os, pro­vo­can­do ao ouvi­do do lei­tor atu­al algum tipo de estra­nha­men­to que o lei­tor con­tem­po­râ­neo tam­bém sen­te ao ler um roman­ce escri­to há qua­se dois sécu­los.

Enquanto tra­du­zi Jaqueta bran­ca, ouvi Herman Melville dizer em vári­as entre­li­nhas que me afo­ga­ria na pri­mei­ra praia se eu expli­ci­tas­se suas suti­le­zas, e que as pala­vras repe­ti­das devi­am ficar ali mes­mo onde esta­vam. A gen­te escu­ta a voz do autor – acor­da­do, dis­traí­do, em sonho e pesa­de­lo –, e quan­do esta­mos sur­dos para essa voz ou a escu­ta­mos sem enten­der, melhor des­co­brir o que há de erra­do.

 

[7]. Chamarei de “jogo de tra­du­ção” um palimp­ses­to for­ma­do pela lin­gua­gem e pelas ati­vi­da­des com as quais ela vem entre­la­ça­da.

O tabu­lei­ro em que movi­men­ta­mos as peças des­se jogo eu digo que é palimp­ses­to – por vezes a gen­te até escu­ta o baru­lho da pági­na sen­do ras­pa­da para escre­ver outra coi­sa por cima. E mui­tas vezes enten­de­mos os fatos – ou o que ocor­re – des­sa qua­se-mes­ma-coi­sa lá fora, bem dis­tan­te do tex­to. Uma vez, tra­du­zin­do um Agatha Christie, me depa­rei com uma cena pecu­li­ar e qua­se cli­chê: o mor­do­mo sobe as esca­das para evi­tar ser ques­ti­o­na­do pelo inves­ti­ga­dor, que lhe cha­ma a aten­ção fazen­do um comen­tá­rio duvi­do­so: em inglês, a fra­se dava a ideia de iro­nia e pre­con­cei­to em rela­ção à homos­se­xu­a­li­da­de do mor­do­mo, mas tam­bém de natu­ra­li­da­de, como algo natu­ral de se dizer. Que os cli­chês lite­rá­ri­os nos incul­cam o pré-con­cei­to de que todo mor­do­mo é gay é um fato sabi­do – um moti­vo a mais para difi­cul­tar minha tra­du­ção, pois no fun­do eu des­con­fi­a­va de que a ambi­gui­da­de esta­va na minha for­ma de ver o tex­to, e na minha des­cren­ça de que Agatha Christie “per­pe­tra­ria” um comen­tá­rio daque­les. Semanas depois, pres­tes a entre­gar a tra­du­ção, encon­trei uma tese de dou­to­ra­do sobre per­so­na­gens gays em roman­ces poli­ci­ais ingle­ses e resol­vi meu dile­ma.

Enquanto em lite­ra­tu­ra pas­sa­mos horas pes­qui­san­do aque­la plan­ta ras­tei­ra e retor­ci­da que só exis­te num peda­ço da Nova Zelândia, e con­cluí­mos que o melhor é tra­du­zi-la por “cipó”, em filo­so­fia não é dife­ren­te. Não é nada raro tra­du­zir­mos auto­res que dia­lo­gam com outros filó­so­fos, rein­ter­pre­tan­do seus con­cei­tos e citan­do obras escri­tas em outras lín­guas. Aí com­pli­ca, por­que se o autor cita de pas­sa­gem um con­cei­to ale­mão já enten­di­do pelo lei­tor bra­si­lei­ro como “x” e a gen­te tra­duz por “y”, lá esta­rá o ter­mo sol­to sem ser apre­en­di­do em por­tu­guês como pode­ria. Leitores de psi­ca­ná­li­se, por exem­plo, já acos­tu­ma­dos a apre­en­der o con­cei­to freu­di­a­no de Trieb como “pul­são” (vin­do pelo fran­cês pul­si­on), come­ça­ram a tro­pe­çar na lei­tu­ra de tex­tos que tra­zi­am “ins­tin­to” (por influên­cia anglo-saxã de ins­tinct) e, mais recen­te­men­te, “impul­so”. Concordo que é pre­ci­so ino­var em rela­ção ao con­sa­gra­do para cor­ri­gir erros, equí­vo­cos ou impre­ci­sões; quan­do esse não é o caso, para mim fala mais alto a fluên­cia, entre outras coi­sas. Nas minhas regras de jogo, por enquan­to ain­da pre­fi­ro a “pul­são de mor­te”.

 

[445]. Na tra­du­ção, tocam-se expec­ta­ti­va e rea­li­za­ção.

Há quem vá me dizer pre­ci­o­sis­ta, deta­lhis­ta, qui­çá per­fec­ci­o­nis­ta – ante­ci­po a res­pos­ta dizen­do que expec­ta­ti­va e rea­li­za­ção é uma linha tan­to tênue quan­to tesa. Traduzir é tomar deci­sões. Quando come­cei a tra­ba­lhar com o filó­so­fo eslo­ve­no Slavoj Žižek (que escre­ve em inglês, sua lín­gua não-mater­na), minha pri­mei­ra difi­cul­da­de foi encon­trar um equi­lí­brio entre os múl­ti­plos sen­ti­dos de seus con­cei­tos e cate­go­ri­as dita­dos mui­tas vezes por filó­so­fos fran­ce­ses ou ale­mães. Žižek é múl­ti­plo e tem a capa­ci­da­de de mis­tu­rar cul­tu­ra pop nor­te-ame­ri­ca­na, músi­ca clás­si­ca, cine­ma rus­so, Hegel e Lacan num mes­mo raci­o­cí­nio.

Mas fale­mos do que ocor­re com um ter­mo mui­to comum em seus tex­tos – e que nas tra­du­ções que fiz dele até ago­ra, des­do­bra-se em dois. Em linhas gerais, na filo­so­fia hege­li­a­na, o ter­mo ale­mão “wir­kli­ch” tra­duz-se melhor por “efe­ti­vo” em por­tu­guês; em Deleuze e Derrida, o ter­mo fran­cês “actu­el” (em opo­si­ção a “vir­tu­el”), cos­tu­ma ser tra­du­zi­do por “atu­al” em por­tu­guês (em opo­si­ção a “vir­tu­al”). Žižek é influ­en­ci­a­do pelos três filó­so­fos e se apro­pria dos dois con­cei­tos – em inglês, porém, “wirc­kli­ch” e “actu­el” tra­du­zem-se ambos por “actu­al” nos tex­tos do eslo­ve­no. Saber dis­so é impor­tan­tís­si­mo na tra­du­ção – pen­sem no con­fli­to con­cei­tu­al e na estra­nhe­za de colo­car “atu­al” nas linhas de Hegel e “efe­ti­vo” numa cita­ção de Deleuze. Isso não quer dizer, no entan­to, que o sen­ti­do de “actu­al”, para Žižek, seja o mes­mo nos dois con­tex­tos – olha que bele­za é a lín­gua e suas mudan­ças de sen­ti­do. Olha como essas regras tam­bém são dinâ­mi­cas. Há qua­tro anos eu tra­du­zia “Event” (do fran­cês éve­ne­ment) por “even­to”; hoje, depois de ler Badiou for­ça­da­men­te e Deleuze por neces­si­da­de žiže­kís­ti­ca, uso “acon­te­ci­men­to”.

 

1.11 Pois a tota­li­da­de ou não dos fatos e do que ocor­re deter­mi­na o que é e o que não é a qua­se-mes­ma-coi­sa.
E o que o lei­tor tem a ver com isso? Nada e tudo. Nada por­que essas coi­sas não lhe inte­res­sam – inte­res­sa-lhe ler um tex­to cla­ro e flu­en­te, de modo que não se lem­bre da figu­ra do tra­du­tor enquan­to lê. Tudo por­que é em nome dele que se empre­en­de a pes­qui­sa, o conhe­ci­men­to con­tex­tu­al, a tra­du­ção não de pala­vras, mas de cul­tu­ras – tare­fa do tra­du­tor. O jogo ago­ra é o da lei­tu­ra, é entre lei­tor e tex­to, lei­tor e autor – o máxi­mo que o tra­du­tor pode (e deve) fazer é abrir um tabu­lei­ro que não o seu, dis­tri­buir novas peças ou dar novas car­tas, e dei­xar que o lei­tor se vire ali no meio com suas pró­pri­as regras.

A tra­du­ção é tudo isso, poé­ti­ca do impro­vá­vel que se tor­na pos­sí­vel des­de que o mun­do é mun­do. Às vezes gos­to de brin­car com ima­gens de povos pri­mi­ti­vos ten­tan­do se enten­der nos pri­mór­di­os da huma­ni­da­de. Gosto de pen­sar na ima­gem de Babel, de todas aque­las lín­guas mis­tu­ra­das em bus­ca de uma uni­da­de. Gosto de lem­brar de uma das obras-pri­mas do cine­ma por­tu­guês, Um fil­me fala­do, de Manoel de Oliveira, em que, num cru­zei­ro, John Malkovich, Catherine Deneuve, Stefania Sandrelli e Irene Papas se enten­dem mutu­a­men­te falan­do em suas pró­pri­as lín­guas, e têm essa estra­nha uni­da­de entre inglês, fran­cês, ita­li­a­no e gre­go per­tur­ba­da com a che­ga­da da por­tu­gue­sa Leonor Silveira e sua filhi­nha na roda de con­ver­sa.

A tra­du­ção é essa dinâ­mi­ca, com regras mutá­veis e impre­vi­sí­veis que se reno­vam a cada tex­to e com cada tra­du­tor. Daí o fra­cas­so da lin­guís­ti­ca em encon­trar fór­mu­las uni­ver­sais para a tra­du­ção; daí o fra­cas­so da tra­du­ção auto­má­ti­ca base­a­da em algo­rit­mos; daí a bele­za dos estu­dos da tra­du­ção ali­a­dos à psi­ca­ná­li­se e aos estu­dos lite­rá­ri­os, que enchem nos­sa prá­ti­ca de poe­sia, arte e sen­ti­do; daí o suces­so dos estu­dos da tra­du­ção ali­a­dos à pes­qui­sa cog­ni­ti­va e à lin­guís­ti­ca de cor­pus, que enchem nos­sa prá­ti­ca de téc­ni­cas, estra­té­gi­as e dados con­cre­tos. Sobre aqui­lo que não se pode tra­du­zir, deve-se tra­du­zir.

Espero que da pró­xi­ma vez que você abrir um livro tra­du­zi­do, esque­ça que o tra­du­tor está ali e jogue com suas pró­pri­as regras.

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Os prin­cí­pi­os de Wittgenstein cita­dos no tex­to são:

1. O mun­do é tudo que é o caso.

1.1 O mun­do é a tota­li­da­de dos fatos, não das coi­sas.

1.11 O mun­do é deter­mi­na­do pelos fatos, e por serem todos os fatos.

7. Sobre aqui­lo de que não se pode falar, deve-se calar.

(Tractatus Logico-Philosophicus. Tradução de Luiz Henrique Lopes dos Santos. 2ª ed. São Paulo: Edusp, 1994.)

 

[7]. Chamarei de “jogo de lin­gua­gem” tam­bém a tota­li­da­de for­ma­da pela lin­gua­gem e pelas ati­vi­da­des com as quais ela vem entre­la­ça­da.

[54]. Pensemos em que casos dize­mos que um jogo é joga­do de acor­do com uma regra deter­mi­na­da.

[445]. Na lin­gua­gem tocam-se expec­ta­ti­va e rea­li­za­ção.

(Investigações filo­só­fi­cas. Tradução de Marcos G. Montagnoli. Petrópolis: Vozes, 1994.)

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