Uma distância segura — por Juliet Litman

serrote

09.09.11

Até recen­te­men­te, roman­ces abor­dan­do o 11 de setem­bro eram rece­bi­dos com ceti­cis­mo, até mes­mo com hos­ti­li­da­de. Mas ago­ra esse tipo de fic­ção está encon­tran­do mais tole­rân­cia. Mudaram os roman­ces, ou muda­mos nós?

Em 12 de setem­bro de 2001, a hoje fami­ge­ra­da foto­grafia de Richard Drew de um homem des­pen­can­do do World Trade Center apa­re­ceu no The New York Times sob a man­che­te UM HORROR DE ARREPIAR: EDIFÍCIOS PEGAM FOGO E DESMORONAM ENQUANTO PASSANTES BUSCAM UMA SEGU­RANÇA ILUSÓRIA. A ima­gem de Drew cap­tu­ra­va seu obje­to em ple­no ar, o cor­po per­fei­ta­men­te ver­ti­cal, para­le­lo às vigas de aço da Torre Norte. O Times foi um dos mui­tos jor­nais que estam­pa­ram a foto — ela foi publi­ca­da tam­bém no St. Louis Post-Dispatch, no The Denver Post, no Los Angeles Times e no The Washington Post. E em todos os luga­res em que apa­re­ceu des­per­tou indig­na­ção. Redações de jor­nais de todo o país foram inun­da­das de pro­tes­tos; a foto não devia ter sido publi­ca­da, quei­xa­vam-se os lei­to­res.

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