Paulo Roberto Pires conta como promoveu o encontro entre a atriz Regina Braga e a escritora argentina Sylvia Molloy – através do ensaio Desarticulações, publicado no número 9 da serrote.
Megaeventos de indignação social
“Futebol, política, espiritualidade de massa, política, espetáculo das manifestações, festa sombria dos vandalismos, festa de guerra, surto da multidão, show de vertigens sociais no abismo que nunca chega”. Fausto Fawcett abre a nova Correspondência do Blog do IMS enviando uma missiva-míssil direto do purgatório da beleza e do caos para Cristina Lasaitis, destinatária residente no purgatório da riqueza e do caos. Tema? Todas as complexidades das manifestações de junho e julho.
O efeito bumerangue da repressão policial – quatro perguntas para Luiz Antonio Machado da Silva
“Se as manifestações não fossem fundamentalmente pacíficas, as cidades brasileiras teriam entrado em um caos completo”, diz o sociólogo Luiz Antonio Machado da Silva ao comentar a ação das polícias militares nas recentes manifestações de rua no Brasil e analisar as ações do governo, que ao invés de negociarem optaram pela repressão. “O governo, na acepção mais geral desse termo, desaprendeu as lições da história”.
O concurso e os limites da neochanchada
O filme de Pedro Vasconcelos, estrelado por Fabio Porchat e outros, fica no meio do caminho: nem se permite descambar para o nonsense total que caracteriza, por exemplo, nossas melhores chanchadas, ou os filmes dos irmãos Marx, nem tampouco constrói uma narrativa minimamente consistente. É um acúmulo de clichês que pouco ajuda a inteligência do espectador.
Jabuticabas (ou joias?) de Haruo Ohara
“Dessa vez, o silêncio prepara a delicadeza do tronco bordado de frutos”, diz Elvia Bezerra. “Haruo não escolheu a parte do tronco mais cheia, e sim um pedaço apenas salpicado das esferas pretas e reluzentes. Sobressaem raras, como pares de brincos. Parecem mais joias que frutos”.
Haruo Ohara
Um debate sobre a obra do fotógrafo Haruo Ohara, com a presença de Bruno Gehring, produtor dos curtas Haruo Ohara (2010) e Satori Uso (2007), e de Saulo Ohara, neto de Haruo e também fotógrafo. A mediação é de Sergio Burgi.
Dominguinhos, o herdeiro
O principal sucessor de Luiz Gonzaga, morto aos 72 anos, incorporou novos elementos à música nordestina, como o jazz, e fez de seu talento e de sua versatilidade matéria de admiração por parte dos maiores nomes da MPB e de jovens acordeonistas, como Marcelo Caldi, que o reverencia neste texto.
A impossibilidade de se falar sobre Auschwitz
“Auschwitz, para a minha surpresa, abrigava a mesma rotina de um ponto turístico qualquer, como uma igreja antiga, um palácio luxuoso ou um museu. Quais seriam as implicações disso?”, questiona Bruno Mattos neste texto que recorre a obras de Primo Levi, Michel Laub e Imre Kerstész para refletir sobre a impossibilidade de se transmitir a realidade dos campos de extermínio nazistas.
Jango, Hitler, Berlusconi – política é o fim?
José Geraldo Couto comenta três filmes em cartaz, que têm a política como eixo central: “Dossiê Jango” (Paulo Henrique Fontenelle), “Hannah Arendt” (Margarethe von Trotta) e “A bela que dorme” (Marco Bellocchio).
Martín Chambi
Martín Chambi foi o primeiro fotógrafo peruano de sangue indígena a retratar seu próprio povo com altivez e dignidade somadas a um altíssimo nível técnico, um olhar excepcional e um magistral domínio da luz. Além de sensíveis registros da vida andina, são suas as primeiras imagens de Macchu Picchu.
