No filme do sul-coreano Kim Ki-duk, a ultraviolência é artificial, fútil e, no limite, gratuita. A brutalidade é fetichizada como algo inerente ao ser humano, fruto da falta de amor e produto de um mundo desgraçado pelo dinheiro.
Millôr: Uma alegria para sempre
“Millôr Fernandes tinha horror a todos os cânones. Sempre desconfiava das fórmulas e desmontava, quase por compulsão, o que há de clichê no pensamento”, escreve Geraldo Carneiro em homenagem ao amigo que, embora 29 anos mais velho, tratava-o como sendo do “mesmo planeta” e discutia com ele – ou divergia dele – sobre Machado de Assis, poesia e todos os assuntos.
Muito prazer, Bruna
Nunca vou esquecer da primeira vez que li o seu nome escrito: “NOSSO AMOR PURO/PULOU O MURO (Chacal)”. Depois disso não consegui achar mais nada seu. Te esqueci. Mas sei que você está bem, Chacal.
Daniel Mordzinski e a pose do escritor
Depois de mais de dez anos ocupando uma sala do Le Monde, em Paris, num acordo com o jornal espanhol El País, o fotógrafo argentino Daniel Mordzinski soube neste mês que tinham desaparecido com seu arquivo de cerca de 50 mil imagens. Apenas uma parcela pequena tinha sido digitalizada. Podem estar perdidos 27 anos de trabalho retratando escritores. Um de seus fotografados, o brasileiro J.P. Cuenca, fala das “fotos absurdas, de inspiração surrealista” de Mordzinski.
O Paradoxo Millôr
“Por que você continua sem lançar seu trabalho no exterior?”, perguntava o jornalista Janio de Freitas a Millôr Fernandes, ao longo de décadas de amizade. A falta de uma resposta satisfatória não enfraquecia a certeza do “talento universal” de Millôr, como conta Janio neste novo texto da série dedicada ao artista.
Por um Brasil mais russo
Focada na publicação de autores do Leste Europeu, a Coleção Leste da Editora 34 tornou-se um marco no mercado editorial brasileiro por publicar, sempre em tradução direta, nomes importantíssimos do cânone como Dostoiévski e Tchekhov, ao lado de autores menos conhecidos. Coordenada inicialmente por Nelson Ascher, hoje em dia a coleção é comandada por Cide Piquet e seus companheiros da editora. Com meros 35 anos, Piquet é um dos principais responsáveis pela publicação de literatura russa no Brasil.
Millôr: Palavras, palavras
Com uma cena teatral que comprova sua rara inteligência, Millôr Fernandes desnorteou a plateia de um evento literário e a pôs para pensar. Seu amigo Luis Fernando Verissimo narra o episódio que testemunhou.
Millôr: Retrato 3×4
“Seu ato de viver tinha todas as dúvidas certas. E era um ser mítico para nós que dificilmente e aparentemente lhe conhecíamos a essência.” A homenagem escrita pela grande amiga Fernanda Montenegro abre a série dedicada a Millôr Fernandes, cujo acervo acaba de ser incorporado ao IMS. Em seu estúdio, foram inventariados 7.858 itens, sendo 6.577 obras, material que começa a ser catalogado.
Fotolivros em debate
O IMS promoveu uma mesa-redonda entre Horacio Fernández, Marcelo Brodsky, Iatã Cannabrava e Cassiano Elek Machado, por ocasião da abertura da exposição sobre Fotolivros latino-americanos no IMS-RJ, de curadoria de Horacio Fernández. Assista ao vídeo do debate.
Dominguinhos, o herdeiro
Grande sucessor de Luiz Gonzaga, músico incorporou novos elementos à música nordestina, como o jazz e a bossa nova. Sua versatilidade e a admiração que o primeiro time da MPB dedicava a ele o tornaram um dos maiores nomes da música brasileira, despertando nas gerações seguintes a paixão pelo acordeom.
