A arte de falar mal

Joseph Epstein não é uma cobra, é uma medusa. Em cada cabeça, uma sentença, peçonhenta, dirigida indistintamente a contemporâneos e antepassados, nomes consagrados e controversos. É uma estranha ideia de diversão essa de ler Joseph Epstein, de se sentir constrangido, pelo menos por um tempo, por suas próprias opiniões.

Nova Luz

A convite da ZUM, Mauro Restiffe fotografou a Luz, bairro histórico da cidade de São Paulo. Durante dois meses, o fotógrafo foi ao local, quase sempre no fim da tarde, com a região, que costuma estar abarrotada de gente durante o dia, quase vazia. O resultado dessa imersão, um ensaio fotográfico sobre o bairro que está em vias de ser reinventado, foi publicado em abril na ZUM #2, com comentário de Heloisa Espada. Aqui você pode conferir Nova Luz na íntegra.

Gonzaga, melodrama popular

Uma boa história e uma boa trilha sonora são meio caminho andado, mas há que ter sensibilidade, engenho narrativo e competência artesanal para fazer disso um filme belo, interessante, ou pelo menos digno. E Breno Silveira saiu-se bastante bem do desafio. Gonzaga – De pai pra filho é um filme que informa, entretém e comove, e aparentemente suas pretensões se resumem a isso.

Os vivos e os mortos

Dia de Finados dá nisso: homenagear os mortos faz pensar nos vivos, em sua transitoriedade fatal. Santo Agostinho, que sabia das coisas e barbarizou antes de se converter, não dava muita bola para a “vida mortal”. O negócio, escreveu ele, era a “morte vital”, uma espécie de P.S. mais importante que a carta. Mas em matéria de transcendência, ainda fico com Otto Lara Resende (cristão e cético): morreu, babau.